Working Paper 550
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High Lending Interest Rates in Brazil: cost or concentration?
Thiago Trafane Oliveira Santos
Abstract
Why are lending interest rates so high in Brazil? This paper seeks to answer this question through counterfactual exercises, which are simulated using a Cournot model. The proposed model is estimated for the nonearmarked market between March 2011 and May 2019. The estimates of the price elasticities of demand are always negative and statistically significant, implying the markup increases with concentration in my model. Using the estimated model, I performed counterfactual exercises, finding the higher lending rates in Brazil vis-à-vis other South American countries between 2012 and 2016 can be explained by (i) IOF tax, (ii) high level of the risk-free interest rate, (iii) higher probability of default, (iv) lower recovery rate, and (v) more concentrated financial system. This result is mainly driven by the cost components, as the changes in IOF tax, risk-free interest rate, recovery rate, and probability of default account for 89% of the optimal lending rate reduction in the counterfactual scenario. Or, in terms of optimal bank interest spread, costs explain 78% of the decrease. Therefore, concentration is only of second-order importance: the higher lending rates in Brazil are largely a story of higher banks' costs.
Resumo
Por que as taxas de juros dos empréstimos bancários são tão altas no Brasil? Esse artigo busca responder a essa questão por meio de exercícios contrafactuais, que são simulados em um modelo de Cournot. O modelo proposto é estimado usando dados do mercado livre de crédito entre março de 2011 e maio de 2019. As estimativas das elasticidades-preço de demanda são sempre negativas e estatisticamente significativas, implicando que o markup aumenta com a concentração em meu modelo. Usando o modelo estimado, realizei exercícios contrafactuais, encontrando que as taxas de juros dos empréstimos mais altas no Brasil frente a outros países da América do Sul entre 2012 e 2016 podem ser explicadas pelo (i) IOF, (ii) alto nível da taxa de juros livre de risco; (iii) maior inadimplência; (iv) menor taxa de recuperação; e (v) sistema financeiro mais concentrado. Esse resultado é determinado principalmente pelos componentes de custo, uma vez que as mudanças no IOF, taxa de juros livre de risco, taxa de recuperação e inadimplência respondem por 89% da redução da taxa ótima de juros dos empréstimos no cenário contrafactual. Ou, em termos do spread bancário ótimo, os custos explicam 78% da redução. Portanto, a importância da concentração é apenas de segunda ordem: as taxas de juros dos empréstimos bancários mais altas no Brasil decorrem essencialmente de custos bancários mais elevados.