Bandeira do Brasil

PEDD
Padrão Especial de
Disseminação de Dados

Data da última atualização: 03/01/2013

PANORAMA DAS SOCIEDADES DE DEPÓSITOS

Dados sobre o Provedor da Categoria

Pessoa para Contato

Márcia Cristina Fiorindo

Instituição

Banco Central do Brasil, Departamento de Estatísticas, Divisão Monetária e Bancária
SBS Qd.3, Ed. Sede, Bl. B, 10º andar
Brasília (DF) - Brasil
CEP. 70.074-900 

Número do Telefone

55 61 3414-1035

Número do Fax

55 61 3414-2036

Endereço eletrônico

dimob.dstat@bcb.gov.br
 

Descrição
Dados: Cobertura, Periodicidade e Tempestividade

Características da Cobertura

O Panorama das Sociedades de Depósitos consolida as contas de todas as instituições emissoras de moeda em sentido amplo na economia, a saber: Banco Central e Outras Sociedades de Depósitos (OSD). É utilizada uma metodologia de padronização internacional, de modo a se produzirem séries que representem economicamente as principais operações ativas e passivas destas entidades.

São classificados como Outras Sociedades de Depósitos (OSD) os bancos comerciais, bancos múltiplos, Caixa Econômica Federal, cooperativas de crédito, bancos de investimento e desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, companhias hipotecárias, sociedades de crédito imobiliário/ associações de poupança e empréstimos, as Caixas econômicas estaduais (estas, existentes até novembro de 1998) e os fundos de investimento financeiro. Os bancos de câmbio são excluídos da cobertura, pois estes são classificados como Outras Sociedades Financeiras. No caso dos fundos, são incluídos os ativos e passivos das seguintes entidades classificadas pela Instrução CVM nº 409: fundo de curto prazo, fundo de renda fixa, fundo cambial, fundo multimercado e fundo referenciado.

Os dados são publicados em milhões de unidades monetárias correntes.

Periodicidade

Mensal

Tempestividade

As séries do Panorama das Sociedades de Depósitos são publicadas, com informação preliminar, quatro semanas após o mês de referência. Para os meses de março, junho, setembro e dezembro, os dados preliminares serão divulgados seis semanas após o mês de referência.

Acesso do Público

Divulgação do calendário de publicação

O calendário fornecendo as datas de divulgação com antecipação de um trimestre pode ser encontrado na página do Banco Central do Brasil na Internet http://www.bcb.gov.br/sddsp/calendar_p.htm e no IMF’s Data Dissemination Standards Bulletin Board (http://dsbb.imf.org). O calendário para todo o ano seguinte é publicado em cada exemplar do mês de dezembro da Nota para a Imprensa do Banco Central e na página do Banco Central do Brasil na Internet: http://www.bcb.gov.br.

Divulgação simultânea a todas as partes interessadas

Com relação aos meios de pagamentos, os dados são publicados na Nota para a Imprensa “Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro”. A série histórica do Panorama das Sociedades de Depósitos é publicada no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), em http://www.bcb.gov.br/?SGS, tema "Indicadores monetários -> Contas analíticas do sistema financeiro -> Panorama das Sociedades de Depósitos".

Integridade

Divulgação dos termos e condições sob as quais as estatísticas oficiais são preparadas, incluindo confidencialidade das respostas individuais

O Banco Central compila e publica estatísticas monetárias e financeiras segundo a legislação em vigor, em particular a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e Resoluções do Conselho Monetário Nacional que ordenam a geração e divulgação de dados e informações. O Banco Central garante a confidencialidade dos dados relativos às instituições financeiras, empresas e indivíduos, em obediência ao estabelecido no artigo 2 da Lei Complementar nº 105, de 11 de janeiro de 2001.

Acesso interno do governo aos dados antes de sua publicação

 

Identificação de comentário ministerial na data da divulgação das estatísticas

Os dados são divulgados sem comentários ministeriais. Os únicos comentários constantes do documento publicado são de autoria do Banco Central.

Informação sobre revisão e comunicação antecipada de mudanças substanciais na metodologia

Os dados estão sujeitos à revisão no intuito de incluir informações atualizadas das instituições e fundos de investimentos.

Com relação às mudanças metodológicas, as alterações de porte são descritas no sumário metodológico. As alterações menos significativas e explicações sobre variações relevantes nos dados são apresentadas nas notas de rodapé das tabelas onde se refletem.

Qualidade

Divulgação de documentação sobre a metodologia e as fontes usadas na preparação das estatísticas

A compilação do Panorama das Sociedades de Depósitos segue uma metodologia de padronização internacional, conforme o Manual de Estatísticas Monetárias e Financeiras (Monetary and Financial Statistics Manual), do Fundo Monetário Internacional.

No que se refere à documentação sobre as fontes utilizadas, as principais são:

a) Legislação aplicável às demonstrações contábeis elaboradas pelo Banco Central, com destaque para a Lei nº 4.595/1964, para a Medida Provisória nº 2.179/2001 e a Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal);

b) Circular nº 1.273, de 29 de dezembro de 1987, que instituiu o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (COSIF); Resoluções nº 1.748, de 30 de agosto de 1990, e nº 2.682, de 21 de dezembro de 1999, as quais disciplinam as estatísticas contábeis relativas às operações de crédito;

c) Instrução CVM nº 438, de 2006, que regula o Plano Contábil dos Fundos de Investimentos (COFI).

Divulgação de detalhes, conciliações com os dados relacionados e arcabouços estatísticos que possibilitem cruzamento de dados e assegurem razoabilidade às estatísticas

As séries históricas do Panorama das Sociedades de Depósitos podem ser encontradas no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), em http://www.bcb.gov.br/?SGS.

No Sistema de Informações do Banco Central – SISBACEN, os balancetes e outros documentos das instituições financeiras são apresentados individualmente e sistematicamente, a cada mês, a partir de junho de 1988.

Notas

Para as séries do panorama das sociedades de depósitos, considerou-se uma opção de flexibilidade quanto à tempestividade.

A partir de fevereiro de 2013, as séries do panorama das sociedades de depósitos foram publicadas em substituição às séries referentes às contas analíticas do consolidado bancário, tendo em vista a necessidade de atualização da metodologia, conforme o Manual de Estatísticas Monetárias e Financeiras do FMI. As novas séries são atualizadas mensalmente, a partir da data-base de dez/2004.

 

Formatos de Divulgação
Em Papel
    Nota para a Imprensa  
    Boletim semanal  
    Boletim mensal  
    Boletim Trimestral  
    Outros Relatório International Financial Statistics (IFS), do Fundo Monetário Internacional.
Em Meio Eletrônico
    Tabela ou banco de dados on line do País  
  X Endereço na Internet:

As séries históricas do Panorama das Sociedades de Depósitos podem ser encontradas no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), em http://www.bcb.gov.br/?SGS – Indicadores Monetários – Contas Analíticas do Sistema Financeiro – Panorama das Sociedades de Depósitos.

Com relação aos meios de pagamentos, os dados são publicados na Nota para a Imprensa “Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro” e podem ser encontrados no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), em http://www.bcb.gov.br/?SERIETEMP – Indicadores Monetários – Agregados Monetários – Meios de pagamento e Meios de pagamento amplos.

    Disquete:  
    CD ROM  
    Outros  

 

Sumário Metodológico
Arcabouço analítico, conceitos, definições e classificações (incluindo referência a orientações aplicáveis)
Panorama das Sociedades de Depósitos

As contas analíticas do Panorama das Sociedades de Depósitos referem-se a um conjunto de séries abaixo discriminadas, agrupadas em séries ativas e passivas, tendo como principal fonte os dados contábeis remetidos pelo Banco Central e pelas Outras Sociedades de Depósitos (OSD), que são reclassificados, segundo metodologia de padronização internacional, para facilitar a interpretação econômica das operações. Os dados são disseminados em milhões de unidades monetárias (valores correntes, não dessazonalizados).

São classificados como Outras Sociedades de Depósitos (OSD) os bancos comerciais, bancos múltiplos, Caixa Econômica Federal, cooperativas de crédito, bancos de investimento e desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, companhias hipotecárias, sociedades de crédito imobiliário/associações de poupança e empréstimos, as Caixas econômicas estaduais (estas, existentes até novembro de 1998) e os fundos de investimento financeiro. Os bancos de câmbio são excluídos da cobertura, pois estes são classificados como Outras Sociedades Financeiras. No caso dos fundos, são incluídos os ativos e passivos das seguintes entidades classificadas pela Instrução CVM nº 409: fundo de curto prazo, fundo de renda fixa, fundo cambial, fundo multimercado e fundo referenciado.

ATIVO

  • Ativo externo líquido: apurado pela diferença entre ativo com não-residentes e passivos com não-residentes, que são descritos a seguir:

    1. Ativos com não-residentes: incluem principalmente as reservas internacionais no Banco Central e os ativos externos das instituições financeiras classificadas como outras sociedades de depósitos (depósitos e aplicações em títulos no exterior, ações e investimentos nas agências e subsidiárias externas);

    2. Passivos com não-residentes: incluem captações externas em empréstimos e emissões de títulos das instituições financeiras, cotas de fundos de não-residentes e passivos externos do Banco Central (como acordos de recompra de títulos no mercado externo).

  • Crédito doméstico: apurado pela soma dos seguintes ativos:

  • Ativos líquidos com o Governo Federal: apurado pela diferença entre ativos e passivos com a contraparte Tesouro Nacional, que são descritos a seguir:

  1. Ativos com o Governo Federal: incluem os títulos públicos federais na carteira do Banco Central e das instituições financeiras e fundos classificados como outras sociedades de depósitos, bem como créditos tributários e empréstimos registrados no ativo daquelas instituições financeiras;

  2. Passivos com o Governo Federal: incluem principalmente os depósitos do Tesouro Nacional no Banco Central (Conta Única), as cotas de fundos em poder do Tesouro Nacional e obrigações por repasses de recursos federais nas instituições financeiras.

  • Ativos com Outros Setores: apurado pela soma dos seguintes ativos:

  1. Ativos com Outras Sociedades Financeiras: as principais operações estão no ativo das instituições financeiras e se referem a títulos de renda fixa, aquisição de cotas de fundos não-monetários e contratações de câmbio;

  2. Ativos com Governos Estaduais e Municipais: incluem principalmente empréstimos e financiamentos fornecidos a entidades vinculadas aos governos estaduais e municipais pelas instituições financeiras;

  3. Ativos com Empresas Públicas Não Financeiras: são empréstimos e financiamentos fornecidos a empresas estatais dos governos federal, estadual e municipal pelas instituições financeiras;

  4. Ativos com o Setor Privado: incluem os ativos das outras sociedades de depósitos referentes a empréstimos e financiamentos destinados a empresas não-financeiras e às famílias, aquisição de títulos de renda fixa emitidos por empresas, participações acionárias em empresas e contratação de câmbio a liquidar com pessoas físicas e jurídicas.

PASSIVO

  • Moeda em sentido amplo: refere-se aos passivos do Banco Central e das Outras Sociedades de Depósitos que são incluídos na definição de meios de pagamento amplos. Os detentores dos agregados monetários amplos são: Outras sociedades financeiras, governos estaduais e locais, empresas públicas não-financeiras e setor privado não-financeiro (empresas e famílias). O passivo monetário amplo é apurado pela soma dos seguintes itens:

  1. Papel-moeda fora das outras sociedades de depósitos: papel-moeda emitido menos os haveres em moeda nacional pertencentes ao caixa das Outras sociedades de depósitos;

  2. Depósitos transferíveis: referem-se aos depósitos à vista registrados no passivo das Outras sociedades de depósitos;

  3. Outros depósitos: referem-se a obrigações das Outras sociedades de depósitos (OSD) e do Banco Central classificadas como outros depósitos nos meios de pagamento amplos. Como passivo das OSD, incluem depósitos de poupança, depósitos a prazo sem emissão de certificado e cotas de fundos de investimento. Como passivo do Banco Central, referem-se a financiamentos tomados em operações compromissadas com títulos públicos federais de sociedades não-financeiras do setor privado;

  4. Títulos exceto ações: incluem passivos das outras sociedades de depósitos (depósitos a prazo com certificado e emissão de letras) e títulos emitidos pelo Banco Central até out/2006.

  • Depósitos excluídos dos meios de pagamento: incluem os passivos das Outras sociedades de depósitos referentes a depósitos interfinanceiros com outras sociedades financeiras, depósitos judiciais, depósitos em moedas estrangeiras, depósitos de fundos e programas (como FGTS), recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) no BNDES, entre outros.

  • Empréstimos: incluem principalmente valores decorrentes de títulos e valores mobiliários recebidos em empréstimos pelas Outras sociedades de depósitos.

  • Ações e outras participações: referem-se às contas de recursos próprios das Outras sociedades de depósitos e do Banco Central do Brasil, incluindo capital, reservas, lucros ou prejuízos acumulados e contas de resultado. Não incluem as contas de patrimônio líquido e resultado dos fundos de investimento, pois estas contas correspondem ao saldo das cotas destes fundos, classificadas como outros depósitos incluídos ou excluídos dos meios de pagamento.

  • Outros itens (líquido): inclui a posição líquida de outras contas do ativo e passivo do Banco Central e das Outras sociedades de depósitos não classificadas nos instrumentos anteriores. As principais operações referem-se a contas das Outras sociedades de depósitos, como provisões para créditos, provisões passivas e obrigações a liquidar por operações cambiais.

Meios de Pagamentos

Incluem-se nos Agregados Monetários - Meios de Pagamentos: M1, M2, M3 e M4. São adotados conceitos/definições internacionalmente aceitos e fundamentados na Teoria Econômica. Os detentores dos meios de pagamentos no sentido amplo compõem-se do setor não-financeiro da economia e das instituições financeiras que não emitem instrumentos considerados como moeda. Vale salientar a existência de particularidades na abrangência, mensuração e convenções contábeis de cada uma das variáveis que compõem cada tipo de agregado, as quais são discutidas nos itens a seguir. Sob o aspecto de ordenamento de seus componentes, definem-se os agregados por seus sistemas emissores.

  • O M1 compreende os passivos de liquidez imediata. É composto pelo Papel-moeda em Poder do Público (PMPP) e pelos Depósitos à Vista (DV). O PMPP é o resultado da diferença entre o Papel-moeda Emitido pelo Banco Central do Brasil e as disponibilidades de "caixa" do sistema bancário. Os DV são aqueles captados pelos bancos com carteira comercial e transacionáveis por cheques ou meios eletrônicos. Portanto, as instituições emissoras incluem os bancos comerciais, os bancos múltiplos e as caixas econômicas. Neste segmento, não são incluídas as cooperativas de crédito, em razão da insignificância de seus depósitos, como também pela dificuldade de obtenção global dos dados diários e mesmo de balancetes mensais. Os depósitos do setor público estão incluídos nos depósitos à vista, com exceção dos recursos do Tesouro Nacional, depositados no Banco do Brasil.

  • O M2 engloba, além do M1, os depósitos para investimento e as emissões de alta liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias - as que realizam multiplicação de crédito.

  • O M3 inclui o M2 mais as captações internas por intermédio dos fundos de investimento classificados como depositários e a posição líquida de títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), decorrente de financiamento em operações compromissadas.

  • O M4 engloba o M3 e os títulos públicos de alta liquidez.

Observe-se que, dentre os títulos federais, apenas os registrados no Selic são considerados nos meios de pagamento. Apesar da alta liquidez dos instrumentos de captação do Tesouro Nacional, entendeu-se que o reconhecimento de tais emissões como quase-moeda nos conceitos de meios de pagamento deva ser o mais restrito possível, dado que aquele Órgão não integra o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Abrangência dos dados (cobertura de e.g., unidades institucionais, transações e estoque, commodities, indústrias e áreas geográficas)
 
Convenções contábeis (e.g. período de registro, métodos de avaliação)

O regime contábil para apropriação das receitas e despesas é o de competência do exercício, observada a periodicidade mensal.

Operações em moedas estrangeiras são convertidas para Reais pela taxa vigente na data das operações. Mensalmente, os ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras são convertidos pelas taxas de câmbio do final do mês e os ganhos e perdas resultantes são reconhecidos no resultado.

Os títulos públicos federais da carteira do Banco Central, mantidos com o objetivo de implementar a política monetária, podem ser classificados em disponíveis para a venda, os quais são avaliados pelo valor justo ou de mercado, ou mantidos até o vencimento, que são avaliados pelo custo amortizado. O custo amortizado é o valor da data de reconhecimento, atualizado pelos juros contratuais utilizando-se a taxa de juros efetiva, menos eventuais amortizações e reduções por perda de valor.

Os títulos e valores mobiliários da carteira das instituições financeiras são classificados em três categorias: títulos para negociação, títulos disponíveis para a venda (ambos avaliados a valor de mercado) e títulos mantidos em carteira até o vencimento (avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos). Em termos gerais, os ativos integrantes das carteiras dos fundos de investimento devem ser registrados pelo valor efetivamente contratado ou pago, e ajustados, diariamente, ao valor de mercado.

As disponibilidades de caixa da União são depositadas no Banco Central do Brasil nos termos de disposições da Constituição Federal. A partir de 18 de janeiro de 1999, tais recursos têm sido remunerados diariamente pela média ponderada obtida do rendimento intrínseco dos títulos do Tesouro Nacional na carteira do Banco Central, nos termos da Medida Provisória nº 2.179/2001.

Natureza dos dados básicos (e.g., registros administrativos, pesquisas, levantamentos censitários, combinações destes)

Registros contábeis e extracontábeis.

A principal fonte dos dados são os saldos contábeis de contas patrimoniais ativas e passivas dos balancetes mensais do Banco Central do Brasil, das instituições financeiras classificadas como Outras sociedades de depósitos e dos fundos de investimento. Adicionalmente, são utilizadas as seguintes informações:

  1. setorização das operações compromissadas com títulos públicos federais, proveniente do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central;

  2. cotas dos fundos extramercado, para a identificação das cotas de propriedade das entidades públicas federais;

  3. cotas dos fundos de propriedade de não-residentes, provenientes da CVM (Comissão de Valores Mobiliários);

  4. para a geração do agregado monetário M1, são utilizadas também informações extracontábeis atualizadas diariamente pelas instituições financeiras, que posteriormente serão substituídas pelos dados definitivos dos balancetes contábeis;

  5. no caso do agregado monetário M4, são utilizados também os dados oficiais da dívida mobiliária federal, consolidados pelo Departamento Econômico do Banco Central.

Práticas de compilação (e.g., esquemas de ponderação, métodos de imputação, técnicas de balanceamento/verificação)

No caso das séries do Panorama das sociedades de depósitos, os saldos das contas ativas e passivas dos balancetes mensais do Banco Central, das instituições financeiras e fundos de investimento são classificados e consolidados segundo as normas do Manual de Estatísticas Monetárias e Financeiras do Fundo Monetário Internacional, com o objetivo de gerar séries por instrumento financeiro, moeda e setor da contraparte.

Para os agregados monetários, são apresentadas a seguir as formas de apuração:

A. conceito M1

A.1 - Fórmula de Cálculo

M1 = PMPP + DV

onde:
M1 = Meios de Pagamento;
PMPP = Papel-moeda em Poder do Público = Papel Moeda Emitido (PME) menos encaixe do Sistema Bancário; e
DV = Depósitos à Vista no Sistema Bancário(*).

(*) Os depósitos à vista incluem:

  • Depósitos do Setor Privado;

  • Depósitos dos Governos Federal, Estaduais e Municipais;

  • Depósitos de Empresas Federais, Estaduais e Municipais;

  • Depósitos de instituições financeiras não sujeitas a recolhimento compulsório;

  • Depósitos de domiciliados no exterior;

  • Cheques de Viagem;

  • Cheques Marcados;

  • Cheques-salário;

  • Saldos credores em contas de empréstimo e financiamento e

  • Obrigações por prestação de serviço de pagamento.

A.2 - Procedimentos Operacionais

Estimativa Diária - A variável PMPP considera dois componentes: PME e caixa das instituições financeiras. O dado representativo do primeiro componente é extraído diariamente da contabilidade do Banco Central. O segundo componente é estimado a partir da agregação dos dados daquelas instituições financeiras que compõem uma amostra representativa. Os dados amostrais são estimados para a população, considerando-se a participação relativa da amostra no universo das instituições financeiras. De igual maneira, é estimada para a população a variável "Depósitos à Vista no Sistema Bancário".

Posições Definitivas - Os dados das variáveis que compõem a fórmula de cálculo são extraídos diretamente, a partir de contas previamente estabelecidas, do balancete mensal do Banco Central do Brasil e dos balancetes mensais padronizados das instituições financeiras, considerando-se o universo das instituições financeiras, e são agregados de forma a permitir a operacionalização da fórmula de cálculo.

B. conceito M2

B.1 - Fórmula de Cálculo

M2 = M1 + DP + Ted

onde:
M2 = Meios de Pagamento;
DP= Depósitos em Poupança(*);
Ted= Títulos emitidos por instituições depositárias - incluem os Depósitos de Reaplicação Automática, Depósitos a prazo, Letras de Câmbio, Letras Imobiliárias e Letras Hipotecárias. Inclui também os títulos em poder dos fundos de investimento classificados como depositários. Desconsidera os títulos sob custódia das instituições financeiras;

(*) Os Depósitos de Poupança incluem:

  • Poupanças Livres;

  • Poupanças Pecúlio;

  • Poupanças de instituições do sistema financeiro;

  • Poupanças Programadas;

  • Poupanças - Valores Múltiplos;

  • Poupanças Vinculadas;

  • Poupanças Especiais.

B.2 - Procedimentos Operacionais

Estimativa - As estimativas do M2 são apuradas a partir das estimativas do M1, adicionando-se as agregações de cada componente da fórmula de cálculo extraídos dos dados contábeis oriundos do Plano Contábil das Instituições Financeiras(Cosif).

Dados Definitivos - são apurados a partir das posições definitivas do M1, adicionando-se as agregações de contas específicas representativas de cada um dos componentes da fórmula de cálculo. Os dados são extraídos dos balancetes padronizados das instituições financeiras e dos fundos de investimentos encaminhados, respectivamente, ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários.

C. conceito M3

C.1 - Fórmula de Cálculo

M3 = M2 + Quotas de fundos depositários (*) + Operações Compromissadas registradas no Selic

onde:
M3 = Meios de Pagamento;
Quotas de fundos depositários = Patrimônio Líquido Ajustado, excluídas as aplicações do SFN em quotas de fundos de investimento e os títulos emitidos por instituições financeiras, integrantes da carteira dos fundos de investimento. Os fundos depositários são: fundo de curto prazo, fundo de renda fixa, fundo cambial, fundo multimercado e fundo referenciado;
Operações Compromissadas registradas no Selic = posição líquida de títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), decorrentes de financiamentos em operações compromissadas.

C.2 - Procedimentos Operacionais

Estimativa - As estimativas do M3 são apuradas a partir das estimativas do M2, adicionando-se as agregações de cada componente da fórmula de cálculo extraídos dos dados contábeis.

Dados Definitivos - são apurados a partir das posições definitivas do M2, adicionando-se as agregações de contas específicas representativas de cada um dos componentes da fórmula de cálculo.

D. conceito M4

D.1 - Fórmula de Cálculo

M4 = M3 + TF

onde:
M4 = Meios de Pagamento;
TF = Títulos Federais - incluem Títulos do Banco Central do Brasil (até out/2006) e do Tesouro Nacional em poder do público.

D.2 - Procedimentos Operacionais

Estimativa - apuradas a partir das estimativas do M3, adicionando-se as agregações de cada componente da fórmula de cálculo extraídas de relatórios sobre títulos públicos produzidos pelo Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab).

Dados Definitivos – apurados a partir das posições definitivas do M3, adicionando-se as agregações de contas específicas representativas de cada um dos componentes da fórmula de cálculo.

Outros aspectos (e.g., ajustamento sazonal, restrição na divulgação, ano-base, ano de referência, transformação de ano fiscal para ano civil)