BCB - Abstracts

 

Working Paper 387

Foreign Capital Flows, Credit Growth and Macroprudential Policy in a DSGE Model with Traditional and Matter-of-Fact Financial Frictions


Fabia A. de Carvalho and Marcos R. Castro


Abstract

We investigate the transmission channel of reserve requirements, capital requirements, and risk weights of different types of credit in the computation of capital adequacy ratios and compare the power of each macroprudential instrument to counteract the impact of domestic and international shocks that potentially challenge financial stability. To this end, we model a small open economy that receives inflows of foreign direct investment, foreign portfolio investment, and issues foreign debt. The central bank manages international reserves, with an impact on the foreign exchange market and on the country risk premium. Shocks in international markets affect domestic credit even though foreign capital flows are directly destined to non-financial institutions. Banks operate in four distinct credit markets: consumer, housing and commercial– each of them facing default risk and having specific borrowing constraints– and safe export-related credit lines in the form of working capital loans to exporters. Consumer loans are granted based on banks’ expectations with respect to borrowers’ future labor income net of senior debt services. Banks optimize their balance sheet allocation facing frictions intended to reproduce banks’ incentives given regulatory constraints. The model is estimated with Bayesian techniques using data from Brazil.

Resumo

Nesse artigo, investigamos os canais de transmissão do recolhimento compulsório, do requerimento de capital, e dos pesos de risco sobre diferentes modalidades de crédito no cômputo da adequação de capital, e comparamos a potência de cada instrumento macroprudencial para contrapor os efeitos de choques que possam afetar a estabilidade financeira originados tanto na economia doméstica quanto nos mercados internacionais. Para esse propósito, desenvolvemos um modelo de uma economia aberta pequena onde agentes não financeiros recebem fluxos de investimento estrangeiro direto e em portfolio, e emitem dívida externa. O banco central gerencia as reservas internacionais, com impactos sobre o mercado de câmbio e o prêmio de risco do país. Choques nos mercados internacionais afetam o crédito doméstico mesmo sendo os fluxos de capital diretamente destinados a instituições financeiras. Os bancos operam em quatro mercados de crédito distintos: crédito ao consumidor, crédito habitacional e crédito a pessoa jurídica – cada um desses sendo concedidos com tipos distintos de colateral e apresentando riscos de default endógenos – além do crédito à exportação, na forma de capital de giro em moeda estrangeira. Os empréstimos ao consumidor são concedidos com base na expectativa em relação à renda do trabalho futura, líquida de pagamentos de dívidas com maior senioridade. Os bancos otimizam seu balanço bancário sujeitos a fricções introduzidas de forma a reproduzir os incentivos dos bancos dada a regulamentação bancária. O modelo é estimado com técnicas bayesianas usando dados do Brasil.