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Working Paper 381

Demand for Services Rendered to Families in Brazil in the 2000’s: An Empirical Analysis of Consumer Patterns and Social Expansion


Andre de Queiroz Brunelli


Abstract

This paper aims at investigating the structural relation between patterns of services consumption and income. We focus on how patterns of services consumption adjust to different levels of income by using the perspective of social expansion as a narrative approach for the Brazilian case in the last decade. We present evidence of nonlinearity in the relation between services consumption and income by using data of the last two versions (2002-2003 and 2008-2009) of the POF-IBGE. The main conclusion follows. Although the population rise of the middle class was remarkably larger than the increase of the richest class, total expenditure and its share on services of the richest class was sufficiently large for this class to outweigh the middle class in accounting for the growth of families’ total expenditure on services. Thus, a policy implication arises. If one assume that Brazil is able to keep in a similar developing path that was experienced in the past decade, which combines expansion of the middle class and the richest class, then unless there are systematic increases in productivity stemming especially from the tradable sector, demand for services rendered to families is likely to be a source of persistent pressures on consumer inflation. The results additionally suggest that, other things equal, demand pressures will stem in special from personal services and transportation since consumption of these IPCA clusters has the particular feature of combining both a high share of total services consumption and a high sensitivity to income rises of Brazilian households in the period.

Resumo

Este artigo pretende analisar a relação estrutural entre padrões de consumo de serviços e renda. Em particular, o foco é em como padrões de consumo de serviços se ajustam a diferentes níveis de renda usando a perspectiva de expansão social como abordagem narrativa para o caso brasileiro na última década. Apresentamos evidência de não-linearidade na relação entre consumo de serviços e renda utilizando dados das duas últimas versões da POF-IBGE (2002-2003 e 2008-2009). As conclusões seguem. Apesar de o crescimento populacional da classe média ser consideravelmente maior do que o da classe mais rica, o gasto total e sua fração em serviços da classe mais rica foi suficientemente grande de modo que esta classe responde mais do que a classe média pelo crescimento dos gasto total das famílias com serviços. A partir deste fato, tem-se uma implicação de política. Se assumirmos que o Brasil conseguirá se manter em uma trajetória de desenvolvimento similar à observada na última década, que combina expansão tanto da classe média quanto da classe mais rica, então, ao menos que haja aumentos sistemáticos de produtividade advindos especialmente do setor de comercializáveis, a demanda por serviços prestados às famílias provavelmente será uma fonte de pressão persistente à inflação do consumidor. Os resultados sugerem, adicionalmente, que, tudo o mais constante, as pressões de demanda serão derivadas especialmente de serviços pessoais e transportes uma vez que o consumo destes agrupamentos do IPCA concilia tanto uma alta fração do consumo total de serviços quanto alta sensibilidade a aumentos de renda das famílias brasileiras.