BCB - Abstracts

 

Working Paper 379

OTC Derivatives: Impacts of Regulatory Changes in the Non-Financial Sector


Gustavo Silva Araujo and Sérgio Leão


Abstract

In the aftermath of the 2007-2008 global financial crisis, a series of measures has been proposed to regulate the OTC derivatives market. The motivation is to increase the disclosure of the OTC operations aiming to decrease the probability of crisis. The main objective of this paper is to investigate how regulatory changes in the OTC derivatives market affect the non-financial sector. The Brazilian FX derivatives market provides a natural experiment for the issue: in 2011 the Brazilian government taxed short positions in FX derivatives to reduce the carry trade that was causing the local currency to appreciate. Although Chamon and Garcia (2013) find that this policy helped reduce the incentives to perform carry trade strategies, it could have unintended consequences on other markets. For example, if the banks pass through the extra cost to its clients, this taxation may affect the FX hedges of non-financial firms. This paper investigates whether and how much of the increase in the cost of OTC derivatives is transferred to the non-financial sector. The results indicate that this cost more than doubled for companies exposed to devaluation of the local currency (for instance, importers). Albeit a thorough welfare analysis is beyond the scope of this paper, the findings suggest that this cost increase may be a concern to the extent that it could prevent EMEs firms from hedging their FX positions, as the NDF quotation of some EMEs is high due to the interest rate differentials.

Resumo

Após a crise financeira global de 2007-2008, uma série de medidas foi proposta para regulamentar o mercado de derivativos de balcão. A motivação seria aumentar a transparência das operações deste mercado com o objetivo de diminuir a probabilidade de crises. O objetivo deste trabalho é investigar como as mudanças regulatórias no mercado de derivativos de balcão afetam o setor não financeiro. O mercado brasileiro de derivativos cambiais fornece um experimento natural para a questão: em 2011, o governo brasileiro taxou posições vendidas em derivativos cambiais para reduzir o carry trade que estava levando à apreciação da moeda local. Embora Chamon e Garcia (2013) tenham constatado que esta política ajudou a reduzir os incentivos das estratégias de carry trade, ela pode trazer consequências indesejadas. Por exemplo, se os bancos repassam esse novo custo para os seus clientes, esta tributação pode afetar os hedges cambiais das empresas não financeiras. Este artigo investiga se o aumento do custo dos derivativos de balcão é transferido para o setor não financeiro. Os resultados indicam que este custo mais do que duplicou para as empresas expostas à desvalorização da moeda local (por exemplo, os importadores). Apesar de uma análise bem-estar mais ampla estar fora do escopo deste artigo, os resultados sugerem que o aumento deste custo pode ser um problema, pois poderia resultar na redução da proteção à exposição cambial das empresas, uma vez que a cotação dos NDFs de alguns destes mercados emergentes já é elevada devido aos altos diferenciais de taxas de juros.