BCB - Abstracts

 

Working Paper 368

Asymmetric Transmission of a Bank Liquidity Shock


Rafael Felipe Schiozer and Raquel de Freitas Oliveira


Abstract

We investigate whether banks that receive a positive liquidity shock make up for the reduction in the loan supply by banks that suffer a negative liquidity shock. For identification, we use the exogenous shock to the Brazilian banking system caused by the international turmoil of 2008 that sparked a run on small and medium banks towards the systemically important banks. We find that a reduction in liquidity causes banks to strongly decrease their loan supply, whereas a positive liquidity shock has a small (if any) effect on the loan supply. Our findings are consistent with the theories that predict that borrowers face switching costs, and that agents tend to hold on to liquidity during periods of systemic uncertainty. In addition, we find that the shock causes small and medium companies to obtain less bank financing, compared to large firms, possibly because international and domestic capital markets dry out during the crisis. Our evidence suggests that the asymmetric effect of liquidity on loan supply derives mostly from the extensive, rather than the intensive margin. Nonetheless, because we do not identify the exact mechanism driving bank behavior, we cannot predict under which conditions we would find a similar effect should a new shock occur.

Resumo

Este trabalho investiga se bancos que recebem um choque positivo de liquidez compensam a redução na oferta de crédito por parte dos bancos que sofrem um choque negativo de liquidez. Para a identificação, usamos o choque exógeno ao sistema bancário brasileiro devido à crise internacional de 2008, que provocou uma corrida dos bancos pequenos e médios em direção aos bancos sistemicamente importantes. Os resultados apontam que uma redução na liquidez leva os bancos a diminuírem fortemente a sua oferta de crédito, ao passo que um choque positivo de liquidez tem um pequeno efeito (se algum) sobre a oferta de empréstimo. Esses resultados estão de acordo com as teorias que predizem que os credores enfrentam custos de mudança entre bancos, e que os agentes tendem a segurar a liquidez em períodos de incerteza sistêmica. Além disso, encontramos que o choque reduz mais o acesso a crédito para empresas pequenas e médias em comparação com as grandes empresas, provavelmente porque essas últimas substituíram por crédito bancário as suas outras fontes de financiamento, uma vez que os mercados de capitais nacional e internacional secaram durante a crise. As evidências sugerem que o efeito assimétrico de liquidez na oferta de crédito deriva principalmente da margem extensiva, mais do que da margem intensiva. Contudo, como não identificamos o exato mecanismo que determina o comportamento dos bancos, não podemos prever sob quais condições iríamos encontrar um efeito semelhante no caso de ocorrência de um novo choque.