Bandeira do Brasil

PEDD
Padrão Especial de
Disseminação de Dados

Data da última atualização: 10/6/2011

BALANÇO DE PAGAMENTOS

Dados sobre o Provedor da Categoria

Pessoa para Contato

Thiago Said Vieira

Instituição

Banco Central do Brasil, Departamento Econômico, Divisão de Balanço de Pagamentos
SBS Qd.3, Ed. Sede, Bl. B, 10º andar  
Brasília (DF) - Brasil
CEP 70.074-900

Número do Telefone

55 61 3414-2205

Número do Fax

55 61 3414-2036

Endereço eletrônico

dibap.depec@bcb.gov.br

 

Descrição
Dados: Cobertura, Periodicidade e Tempestividade

Características da Cobertura

Os dados do balanço de pagamentos são publicados em milhões de dólares norte-americanos, em valores correntes, sem ajustamento sazonal. Compreendem o país como um todo e estão compilados de acordo com os critérios estabelecidos na 5ª edição do Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional (BPM-5).

As seguintes informações são publicadas mensalmente:

  1. transações correntes: exportações, importações e saldo da balança comercial; receita, despesa e saldo de serviços e rendas; receita, despesa e saldo de serviços totais e os relacionados a transportes, viagens internacionais, seguros, financeiros, computação e informação, royalties e licenças, aluguel de equipamentos, governamentais e outros serviços; receita, despesa e saldo de rendas, incluindo salários e ordenados, renda de investimento direto (lucros e dividendos e juros de empréstimos intercompanhia), renda de investimento em carteira (lucros e dividendos e juros de títulos de dívida) e renda de outros investimentos (inclui juros de empréstimos, financiamentos, depósitos e outros ativos e passivos); saldo de transferências correntes; e saldo de transações unilaterais correntes;

  2. conta de capital: saldo da conta capital (inclui as transferências de patrimônio e compra e venda de ativos não produzidos/não-financeiros);

  3. conta financeira: total da conta financeira;

    1. receita, despesa e saldo de investimentos diretos; retorno, saída e saldo de investimentos diretos brasileiros no exterior (retorno, saída e saldo de participação no capital e amortização, desembolso e saldo de empréstimos intercompanhia); ingresso, saída e saldo de investimentos diretos estrangeiros no país; ingressos de investimentos diretos estrangeiros no país destinados a participação no capital na forma de moeda (autônomos e privatizações), conversões (autônomos e privatizações) e mercadorias; retornos de participação no capital; desembolso, amortização e saldo de empréstimos intercompanhia

    2. receita, despesa e saldo de investimentos brasileiros em carteira, receita, despesa e saldo de investimento brasileiros em ações – com destaque para o programa BDR (Brazilian Depositary Receipts )– e receita, despesa e saldo de títulos de renda fixa (bônus, notes, commercial papers), com destaque para as aplicações em bônus relativos à formação de colaterais (plano Brady); receita, despesa e saldo de investimento estrangeiro em carteira negociados no país e negociados no exterior; receita, despesa e saldo investimentos estrangeiros em ações; receita, despesa e saldo de investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa (bônus, notes e commercial paper), com destaque para a troca de bônus; receita, despesa e saldo de investimentos estrangeiros em títulos de curto prazo

    3. total de operações com derivativos, ativos e passivos;

    4. total de outros investimentos (inclui os créditos comerciais, empréstimos, moeda e depósitos, outros ativos e passivos e operações de regularização); total de outros investimentos brasileiros, classificados em: empréstimos – receita, despesa e saldo de empréstimos de longo prazo, saldo de empréstimos a curto prazo, moeda e depósitos separados por bancos e demais setores (destaque para a movimentação das garantias colaterais – plano Brady) e outros ativos, com receita, despesa e saldo de ativos de longo prazo e ativos de curto prazo pela movimentação líquida; total de outros investimentos estrangeiros, compreendendo desembolso, amortização e saldo de crédito comercial de longo prazo e o líquido de crédito comercial a curto prazo, desembolso, amortização e saldo de empréstimo de longo prazo da Autoridade Monetária – destaque para as operações de regularização (FMI e demais instituições) – desembolsos, amortizações e saldo dos empréstimos a longo prazo dos demais setores, discriminados pelos credores externos (organismos internacionais, agências governamentais, créditos de compradores e empréstimos diretos); moeda e depósitos pelas variações líquidas e os saldos de outros passivos de longo e curto prazos;
  4. erros e omissões;
  5. variação dos haveres da Autoridade Monetária.

A balança comercial é compilada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) com base nos registros alfandegários no Siscomex. Os dados de serviços e rendas, transferências correntes, conta capital e financeira são compilados com base nas operações de câmbio realizadas nas instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio, considerando, também, as transações em moeda nacional realizadas entre residentes e não residentes. Essas operações são compulsoriamente registradas no Sistema de Informações Banco Central (Sisbacen-Câmbio). Adicionalmente, são consideradas informações provenientes de pesquisas em empresas privadas, relatórios de órgãos governamentais e dos balancetes de instituições financeiras.

Periodicidade

Mensal

Tempestividade

Até três semanas após o fim do período em referência.
Acesso do Público

Divulgação do calendário de publicação

O calendário fornecendo as datas de divulgação com antecipação de um trimestre pode ser encontrado na página do Banco Central do Brasil na Internet (http://www.bcb.gov.br/sddsp/calendar_p.htm) e no IMF’s Data Dissemination Standards Bulletin Board (http://dsbb.imf.org).

O calendário para todo o ano seguinte é publicado em cada exemplar do mês de dezembro da Nota para a Imprensa do Banco Central e na página do Banco Central do Brasil na Internet: http://www.bcb.gov.br.

Divulgação simultânea a todas as partes interessadas

O balanço de pagamentos é divulgado simultaneamente a todas as partes interessadas na página do Banco Central do Brasil na Internet (http://www.bcb.gov.br).
Integridade

Divulgação dos termos e condições sob as quais as estatísticas oficiais são preparadas, incluindo confidencialidade das respostas individuais

O Banco Central compila e publica estatísticas monetárias e financeiras segundo a legislação em vigor, em particular a Lei de Criação do Banco Central (Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964) e as Resoluções do Conselho Monetário Nacional que ordenam a geração e divulgação de dados e informações, especialmente no que toca à confidencialidade dos dados. O Banco Central garante a confidencialidade dos dados relativos a instituições financeiras e indivíduos, em obediência ao estabelecido no Artigo 38 da Lei nº 4.595.

A Lei nº 4.595, as Resoluções do Conselho Monetário Nacional e outras normas emitidas pelo Banco Central do Brasil, bem como a legislação acessória, podem ser encontradas em português na página da Internet do Banco Central:
http://www.bcb.gov.br/?LEGISLACAO.

Essa legislação está disponível ao público em português, na página da Internet da Presidência da República, pesquisa de decretos e leis:
http://www.planalto.gov.br.

Acesso interno do governo aos dados antes de sua publicação

Nenhuma autoridade externa ao Banco Central do Brasil tem acesso às informações previamente à sua publicação.

Identificação de comentário ministerial na data da divulgação das estatísticas

Não há comentário ministerial.

Informação sobre revisão e comunicação antecipada de mudanças substanciais na metodologia

Dados preliminares são devidamente identificados por "*". Como regra, revisões de maior relevância são efetuadas até o fim dos seis primeiros meses do ano seguinte ao ano de referência. Os dados tornam-se definitivos ao fim do segundo ano subsequente ao ano de referência, com exceção da balança comercial, cuja revisão dos dados é definida pelo órgão competente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Alterações metodológicas significativas são informadas ao público no momento em que são introduzidas.

Qualidade

Divulgação de documentação sobre a metodologia e as fontes usadas na preparação das estatísticas

Notas explicativas com as fontes dos dados acompanham a Nota para Imprensa.

Divulgação de detalhes, conciliações com os dados relacionados e arcabouços estatísticos que possibilitem cruzamento de dados e assegurem razoabilidade às estatísticas

O Relatório Anual do Banco Central divulga dados de balanço de pagamentos contendo um maior detalhamento.

Notas

Página de resumo do plano de observância e transição

 

Formatos de Divulgação
Em Papel
X X Nota para a Imprensa As Notas para a Imprensa do Banco Central são publicações mensais. São distribuídas à imprensa em forma impressa no momento de sua divulgação.
    Boletim semanal  
    Boletim mensal  
    Boletim Trimestral  
  X Outros O Relatório Anual do Banco Central é publicado em português e em inglês e está disponível na biblioteca do Banco Central.
Em Meio Eletrônico
X   Tabela ou banco de dados on line do País  
  X Endereço na Internet: Nota à Imprensa - Setor Externo
http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT
Boletim do BC – Relatório anual:
http://www.bcb.gov.br/?BOLETIMANO
    Disquete:  
    CD ROM  
    Outros  

 

Sumário Metodológico
Arcabouço analítico, conceitos, definições e classificações (incluindo referência a orientações aplicáveis)
Os dados de balanço de pagamentos são divulgados em uma tabela principal – Balanço de Pagamentos – e em outras tabelas que apresentam o detalhamento da tabela principal. Os componentes do balanço de pagamentos estão agrupados em: transações correntes, conta capital, conta financeira, erros e omissões e resultado global. Detalha-se, a seguir, as tabelas que apresentam dados do balanço de pagamentos.

1. Transações correntes

1.a - Balança comercial - exportações (FOB), importações (FOB) e saldo.

1.b - Serviços - relaciona os serviços relativos a transportes, viagens internacionais, seguros, financeiros, computação e informações, royalties e licenças, aluguel de equipamentos, serviços governamentais e outros serviços. Os serviços financeiros compreendem as intermediações bancárias, tais como corretagens, comissões, garantias e fianças, e outros encargos acessórios sobre o endividamento externo. Em outros serviços estão consolidadas as informações referentes a serviços de corretagens e comissões mercantis, serviços técnicos profissionais, pessoais, culturais e recreação.

1.c – Rendas – registra a remuneração do trabalho assalariado (salários e ordenados) e as rendas de investimentos, que correspondem à remuneração das modalidades de aplicação detalhadas na conta financeira. Assim, as rendas de investimento direto abrangem os lucros e dividendos relativos a participações no capital de empresas e os juros correspondentes aos empréstimos intercompanhias nas modalidades de empréstimos diretos e títulos de qualquer prazo. Não incluem os ganhos de capital, classificados como investimento direto na conta financeira.

As rendas de investimento em carteira englobam os lucros, dividendos e bonificações relativos às aplicações em ações e os juros correspondentes às aplicações em títulos de dívida de emissão doméstica (títulos da dívida interna pública, debêntures e outros títulos privados) e no exterior (bônus, notes e commercial papers) de qualquer prazo. Excetuam-se os juros relativos à colocação de papéis entre empresas ligadas, alocados em rendas de investimento direto. Não incluem os ganhos de capital relativos a investimento em carteira, contabilizados na conta financeira.

As rendas de outros investimentos registram os demais juros de empréstimos, financiamentos, créditos comerciais, depósitos e outros ativos e passivos. Abrangem, portanto, os juros relativos aos financiamentos de exportações e importações, tais como os créditos de compradores e de fornecedores, agências governamentais, organismos internacionais e bancos e, também, os juros de empréstimos diretos, excetuando-se os relativos a empréstimos intercompanhias, alocados em rendas de investimento direto.

1.d - Transferências correntes - corresponde às transferências unilaterais, na forma de bens e moeda, para consumo corrente. Excluem-se as transferências relativas a patrimônio de migrantes internacionais, alocadas na conta capital.

 

2. Conta capital - registra as transferências de capital relacionadas com patrimônio de migrantes e a aquisição/alienação de bens não financeiros não produzidos, tais como cessão de patentes e marcas.

 

3. Conta financeira - registra fluxos decorrentes de transações com ativos e passivos financeiros entre residentes e não-residentes. A conta financeira é dividida em quatro grupos:

a – investimento direto,

b – investimentos em carteira,

c – derivativos e

d – outros investimentos.

Cada grupo é desdobrado em ativos e passivos, ou seja, há um item destinado a registrar fluxos envolvendo ativos externos detidos por residentes no Brasil e outro para registrar a emissão de passivos por residentes cujo credor é não-residente. Os ativos e passivos são, em seguida, desdobrados para evidenciar detalhes específicos de cada conta.

3.a – Investimento direto

3.a.1 – Investimento direto no exterior - registra os ativos externos detidos por residentes no Brasil sob a forma de investimento direto. Está dividido em duas modalidades:

  • Participação no capital
Considera as saídas de recursos em moeda ou bens relativos à aquisição/subscrição/aumento total ou parcial do capital social de empresas não-residentes. Os ingressos referem-se ao retorno derivados da alienação total ou parcial do capital social de empresas não-residentes e dos ganhos de capital relativos a essa alienação.

  • Empréstimos intercompanhias
Compreende os empréstimos concedidos pelas matrizes, sediadas no país, a suas subsidiárias ou filiais estabelecidas no exterior. Registra, também, a concessão de créditos pelas subsidiárias ou filiais no exterior a suas matrizes no Brasil (investimento cruzado). O investimento cruzado é uma conta retificadora do ativo de investimento direto pois trata-se de item de natureza passiva classificado no interior de grupo de natureza ativa. São considerados os empréstimos diretos e a colocação de títulos, sem distinção de prazo. Os empréstimos efetuados entre bancos ligados não são considerados empréstimos intercompanhias.

3.a.2 - Investimentos diretos no Brasil - representa a conta de passivo do grupo investimento direto. É igualmente dividido em dois grupos:

  • Participação no capital
Compreende os ingressos de recursos em bens, moeda e as conversões de obrigações externas em investimento estrangeiro direto, incluindo os valores destinados ao programa de privatizações, relacionados com a aquisição/subscrição/aumento total ou parcial do capital social de empresas residentes. As contrapartidas das conversões são alocadas nos itens correspondentes, amortização, renda de investimento direto (juros) e serviços. Nas saídas estão registradas a alienação total ou parcial do capital social de empresas residentes e a realização de ganhos de capital.

  • Empréstimos intercompanhias
Compreende os créditos concedidos pelas matrizes, sediadas no exterior, a suas subsidiárias ou filiais, estabelecidas no país. Registra, também, a concessão de créditos pelas subsidiárias ou filiais no país a suas matrizes no exterior (investimento cruzado). Nesse caso, o investimento cruzado é conta retificadora do passivo de investimento direto, pois trata-se de conta de natureza ativa classificada no grupo de natureza passiva. São considerados os empréstimos diretos ou colocação de títulos, sem distinção de prazo. As amortizações de empréstimos intercompanhias no grupo investimento direto no Brasil incluem o principal de empréstimos convertidos em investimento estrangeiro direto. Os empréstimos efetuados entre bancos ligados não são considerados empréstimos intercompanhias.

3.b - Investimentos em carteira - registra fluxos de ativos e passivos constituídos pela emissão de títulos de crédito comumente negociados em mercados secundários de papéis.

3.b.1 – Ativos

Os ativos de investimentos em carteira referem-se às aplicações brasileiras em títulos estrangeiros, negociados no país ou no exterior. Compõem esses ativos:

Títulos de renda variável negociados no exterior: ações de companhias não-residentes adquiridas em bolsas de valores no exterior por residentes no país, não classificados como investimento direto.

Títulos de renda variável negociados no país: títulos do programa de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são recibos representativos de ações de companhias não-residentes negociados em bolsas de valores brasileiras.

Títulos de renda fixa: bônus e notes negociados no exterior emitidos por não-residentes. Estão incluídas as movimentações de compra e venda de títulos que se constituíram em garantias colaterais no âmbito do acordo de renegociação da dívida externa (Plano Brady).

3.b.2 – Passivos

Os passivos de investimento em carteira registram as aquisições por não-residentes de títulos de renda variável (ações) e de renda fixa (títulos de dívida) de emissão brasileira.

A Resolução nº 2.689, de 26 de janeiro de 2000, liberou para os investidores estrangeiros todos os instrumentos e modalidades operacionais, dos mercados financeiros e de capitais, disponíveis no país. A apropriação dos fluxos de balanço de pagamentos, nos diversos instrumentos, segue a composição da carteira informada ao Banco Central do Brasil (Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro – DESIG) pelos administradores desses recursos.

Os investimentos em ações relacionam as operações diretas em bolsas de valores brasileiras (negociadas no país), incluindo os ganhos de capital, amparados, a partir de 26 de janeiro de 2000, pela Resolução nº 2.689. As ações negociadas no exterior estão representadas pelos DRs (Depositary Receipts), que são os recibos de ações de companhias brasileiras negociados em bolsas estrangeiras.

Os investimentos estrangeiros relacionados com "títulos de dívida" apresentam, também, em separado, os valores "negociados no país" e "negociados no exterior". Os valores "negociados no país" referem-se às aplicações amparadas pela Resolução nº 2.689 em títulos de dívida de curto e longo prazos em circulação no mercado doméstico emitidos pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional e também de emissão privada. Os títulos "negociados no exterior" referem-se às captações brasileiras nas modalidades de Bônus, Notes e Commercial Papers lançados em mercados de capitais fora do país.

Nessa modalidade, estão registradas as operações de troca de dívida. Na contabilização dessas operações são realizados os seguintes lançamentos: um crédito do valor de face do novo título emitido; um débito do valor de face do título resgatado; outro crédito pela apropriação dos descontos obtidos na transação. O valor residual eventualmente remanescente refere-se a juros pagos por meio dos novos títulos emitidos ou de valores em moeda eventualmente pagos para igualar o valor dos lotes dos títulos emitidos e resgatados.

Os papéis com prazo de vencimento inferior a um ano compõem o item "títulos de curto prazo". Esses títulos, quando negociados no país, referem-se à parcela de recursos ingressados ao amparo da Resolução nº 2.689 e aplicados em títulos de emissão do Banco Central e do Tesouro Nacional e também de emissão privada.

3.c - Derivativos financeiros

Registra os fluxos financeiros relativos à liquidação de haveres e obrigações decorrentes de operações de swap, opções e futuros e os fluxos relativos aos prêmios de opções. Não inclui os fluxos de depósitos de margens de garantia vinculados às operações em bolsas de futuros, alocados em outros ativos e outros passivos de curto prazo.

3.d - Outros investimentos

3.d.1 – Outros investimentos – Ativos

  • Empréstimos
Compreende os empréstimos e financiamentos brasileiros a curto e longo prazos concedidos a não-residentes, incluindo aqueles relativos ao Programa de Financiamento às Exportações (PROEX) e os concedidos por instituições financeiras.

  • Moeda e depósitos
Refere-se à movimentação de depósitos mantidos no exterior na forma de disponibilidades, cauções, depósitos judiciais e, ainda, as garantias para os empréstimos vinculados a exportações. Inclui a variação dos depósitos no exterior dos bancos comerciais e os depósitos relativos ao excesso de posição comprada dos bancos residentes depositados no Banco Central. Estão incluídas, também, as movimentações de garantias colaterais, na modalidade de depósitos, constituídas no âmbito do acordo de renegociação da dívida externa (Plano Brady).

  • Outros ativos
Compreende a participação do Brasil no capital de organismos internacionais e depósitos de cauções de longo prazo. No curto prazo, estão alocados os depósitos de margens de garantia relacionados a operações de derivativos. 

3.d.2 - Outros investimentos - passivos

  • Créditos comerciais
No item longo prazo, estão alocados as variações do passivo relacionadas com a concessão direta de crédito pelos exportadores estrangeiros a seus clientes no Brasil (créditos de fornecedores). No item curto prazo, estão considerados os pagamentos antecipados de exportações e demais créditos comerciais, inclusive os decorrentes da não-coincidência entre o momento do embarque e o pagamento da mercadoria.

  • Empréstimos
Compreende os empréstimos diretos (excetuando-se os intercompanhias), os financiamentos a importações na modalidade de crédito de compradores (buyers’ credit), e os concedidos pelos organismos internacionais e agências governamentais. Esses empréstimos são considerados, separadamente, em curto e longo prazos, dependendo do prazo original de vencimento das obrigações. Compreende, também, os empréstimos à Autoridade Monetária, que englobam os créditos autônomos e as operações de regularização decorrentes de acordos destinados ao financiamento do balanço de pagamentos.

  • Moeda e depósitos
Refere-se às disponibilidades de não-residentes depositadas no país, incluindo a variação do saldo das contas de não-residentes abertas ao amparo da Circular nº 2.677, de 10 de abril de 1996 (contas CC5).

  • Outros passivos
Refere-se aos depósitos de cauções e judiciais realizados no país por não-residentes, com prazo superior a um ano. No curto prazo, estão incluídos a variação do saldo devedor do Convênio de Credito Recíproco (CCR) e depósitos de margem de garantia relativos às operações em bolsa de mercadorias no país.

4. Erros e omissões

As partidas a crédito e a débito lançadas no balanço de pagamentos provem de diversas fontes de informações, gerando, na prática, um total líquido diferente de zero. A principal razão está nas discrepâncias temporais das diversas origens dos dados utilizados. Com isso, torna-se necessário o lançamento de partida equilibradora para o balanceamento das contas. Os erros e omissões se prestam, portanto, a compensar toda sobrestimação ou subestimação dos componentes registrados.

5. Resultado do balanço de pagamentos

Equivale a soma algébrica das contas do balanço de pagamentos, conta corrente, conta capital e financeira e erros e omissões.

O resultado do balanço de pagamentos representa a variação das reservas internacionais do país, detidas pelo Banco Central, no conceito de liquidez internacional, deduzidos os ajustes relativos a valorizações/desvalorizações das moedas estrangeiras e do ouro em relação ao dólar americano e os ganhos/perdas relativos a flutuações nos preços dos títulos e da cotação do ouro.

Abrangência dos dados (cobertura de e.g., unidades institucionais, transações e estoque, commodities, indústrias e áreas geográficas)
Fluxos relacionados ao uso de cartões de crédito internacionais são alocados em viagens internacionais e podem incluir valores referentes a transações internacionais não relacionadas com viagens. Operações efetuadas por residentes, no mercado secundário internacional, com títulos de emissão brasileira, não reduzem o passivo externo no balanço de pagamentos. Reescalonamentos de prazos de pagamentos não informados ao Banco Central não são contabilizados no balanço de pagamentos. Descontos obtidos ou concedidos em trocas de dívida (e.g. bônus trocados por outros passivos com maior prazo de pagamento) são classificados no próprio instrumento.
Convenções contábeis (e.g. período de registro, métodos de avaliação)
O Balanço de Pagamentos é compilado em dólares norte-americanos (US$). Informações coletadas em outras moedas são convertidas para US$, utilizando-se a taxa média diária praticada no mercado de câmbio, divulgada pelo Banco Central do Brasil.

A compilação do Balanço de Pagamentos adota práticas contábeis mistas de caixa e competência, devido à utilização em grande escala das estatísticas cambiais.

Natureza dos dados básicos (e.g., registros administrativos, pesquisas, levantamentos censitários, combinações destes)
Os dados da balança comercial são compilados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio baseados nos registros aduaneiros inseridos no Sistema de Comércio Exterior (Siscomex).

Dados sobre serviços, rendas, transferências correntes, conta capital e financeira têm como fonte básica o Sistema de Câmbio do Banco Central do Brasil, a Estatística Nacional das Operações de Câmbio, consolidada pelo Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (DESIG) do Banco Central do Brasil. Essas estatísticas compreendem os dados relativos às operações cursadas no mercado de câmbio, informados diretamente pelas instituições financeiras e demais agentes credenciados a operar em câmbio, por meio do Sistema de Informações Banco Central do Brasil (Sisbacen-Câmbio). Essas operações são formalizadas com a utilização de instrumento legal denominado "contrato de câmbio", emitido eletronicamente, ou por meio de boleto simplificado, nos quais constam as características e as condições, incluindo a classificação da natureza da transação, o que permite atender ao detalhamento do balanço de pagamentos. São, também, coletados por meio do Sisbacen e consolidados pelo Banco Central do Brasil, DESIG, os dados relativos às transações em moeda nacional realizadas entre residentes e não residentes. Os dados cambiais e operações em moeda nacional são complementados com informações prestadas por empresas e outros órgãos governamentais, e também, com dados extraídos dos balancetes patrimoniais das instituições financeiras. As fontes primárias de informações para os componentes do balanço de pagamentos são as seguintes:

1. Transações correntes

1.a Balança comercial: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

1.b Serviços

1.b.1 Transporte

· Marítimo

Estatística nacional das operações de câmbio.

· Aéreo

Estatística nacional das operações de câmbio.

· Terrestre

Estatística nacional das operações de câmbio.

1.b.2 Demais itens da conta serviços

Estatística nacional das operações de câmbio.

1.c Rendas

Estatística nacional das operações câmbio, exceto para receitas de juros sobre as reservas internacionais, apuradas pelo Departamento de Operações das Reservas Internacionais do Banco Central do Brasil (DEPIN).

1.d Transferências correntes

A fonte para as operações em moeda é a estatística nacional das operações de câmbio. Transferências sob forma de bens têm como fonte para as receitas a natureza cambial das importações disponibilizada pela Coordenação Geral de Tecnologia de Sistemas de Informação (COTEC) do Ministério da Fazenda, e para as despesas a natureza cambial das exportações elaborada pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

2. Conta capital

    Estatística nacional das operações de câmbio.

3. Conta financeira

3.a Investimento direto

3.a.1 Investimento direto no exterior

A fonte para as operações em moeda é a estatística nacional das operações de câmbio. Investimentos na forma de bens têm como fonte a natureza cambial das exportações elaborada pela SECEX do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

3.a.2 Investimento direto no Brasil

A fonte para as operações em moeda é a estatística nacional das operações de câmbio. Investimentos na forma de bens têm como fonte a natureza cambial das importações elaborada pela COTEC do Ministério da Fazenda. Os reinvestimentos, contrapartida dos lucros reinvestidos, originam-se dos registros efetuados no DESIG do Banco Central do Brasil.

3.b Investimento em carteira

3.b.1 Ativos

Estatística nacional das operações de câmbio.

3.b.2 Passivos

Estatística nacional das operações de câmbio. A apropriação dos recursos amparados pela Resolução n° 2.689 nos diversos instrumentos do balanço de pagamentos, segue a composição da carteira dos investidores estrangeiros informada ao DESIG pelos administradores desses fundos, no país.

3.c Derivativos financeiros

Estatística nacional das operações de câmbio.

3.d Outros investimentos

3.d.1 Ativos

· Empréstimos

Estatística nacional das operações de câmbio. Dados do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), fornecidos pelo Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Balancetes dos bancos comerciais.

· Moeda e depósito

Estatística nacional das operações de câmbio. Balancetes dos bancos comerciais.

· Outros ativos

Estatística nacional das operações de câmbio. Balancetes dos bancos comerciais.

3.d.2 Passivos

· Créditos comerciais

Estatística nacional das operações de câmbio. Natureza cambial das exportações (Secretaria do Comércio Exterior – SECEX do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e das importações (Coordenação Geral de Tecnologia de Sistemas de Informação – COTEC do Ministério da Fazenda).

· Empréstimos

Estatística nacional das operações de câmbio. Natureza cambial das importações (Coordenação Geral de Tecnologia de Sistemas de Informação – COTEC do Ministério da Fazenda). Balancete dos bancos comerciais. Informações de empresas brasileiras sobre linhas e créditos externos de curto prazo tomadas diretamente no exterior.

· Moeda e depósitos

Estatística nacional das operações de câmbio. Balancetes dos bancos comerciais.

· Outros passivos

Estatística nacional das operações de câmbio. Balancete do Banco Central (saldo devedor do Convênio de Crédito Recíproco – CCR).

4. Variações das reservas internacionais

A fonte de dados são os relatórios prestados pelo Departamento de Operações das Reservas Internacionais (DEPIN).

Práticas de compilação (e.g., esquemas de ponderação, métodos de imputação, técnicas de balanceamento/verificação)
Não aplicável.
Outros aspectos (e.g., ajustamento sazonal, restrição na divulgação, ano-base, ano de referência, transformação de ano fiscal para ano civil)
Não aplicável.