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Estatísticas fiscais

NOTA PARA A IMPRENSA - 30.11.2018
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1. Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$7,8 bilhões em outubro. No Governo Central e nas empresas estatais houve superávit de R$10,2 bilhões e R$690 milhões, respectivamente, e nos governos regionais, déficit de R$3,1 bilhões no mês.


No ano, o resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$51,5 bilhões, comparativamente a déficit de R$77,4 bilhões no mesmo período de 2017. No acumulado em doze meses até outubro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$84,8 bilhões (1,24% do PIB), 0,05 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até setembro.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$13,9 bilhões em outubro, comparativamente a R$35,3 bilhões em outubro de 2017. Contribuiu para essa redução o resultado das operações de swap cambial (ganho de R$19,3 bilhões em outubro de 2018 ante perda de R$1,8 bilhão em outubro de 2017). No acumulado em doze meses, os juros nominais atingiram R$379,7 bilhões (5,55% do PIB), reduzindo-se em relação ao período de doze meses encerrado em outubro de 2017 (R$414,2 bilhões, 6,36% do PIB).


O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$6,1 bilhões em outubro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$464,4 bilhões (6,79% do PIB), reduzindo-se 0,40 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado no mês anterior.


2. Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP alcançou R$3.642,5 bilhões (53,3% do PIB) em outubro, aumento de 1,1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. O efeito da valorização cambial de 7,1% no mês contribuiu para esse crescimento com R$87,5 bilhões (1,3 p.p. do PIB). No ano, o crescimento de 1,7 p.p. na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, a incorporação de juros nominais (aumento de 4,6 p.p.), o déficit primário (aumento de 0,8 p.p.), o efeito da desvalorização cambial acumulada de 12,4% (redução de 1,8 p.p.) e o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 2,1 p.p.).

A DBGG - que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais - alcançou R$5.231,4 bilhões em outubro, equivalente a 76,5% do PIB, reduzindo-se 0,7 p.p. do PIB no mês. No ano, a relação DBGG/PIB registra expansão de 2,5 p.p, decorrente da incorporação de juros nominais (aumento de 5,1 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (aumento 0,5 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (redução de 3,0 p.p.).