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Estatísticas fiscais

NOTA PARA A IMPRENSA - 29.10.2018

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1. Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$24,6 bilhões em setembro. O Governo Central e os governos regionais foram deficitários em R$24,3 bilhões e R$795 milhões, respectivamente, e as empresas estatais, superavitárias em R$466 milhões no mês.


No acumulado no ano, o resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$59,3 bilhões, comparativamente a déficit de R$82,1 bilhões no mesmo período de 2017. No acumulado em doze meses até setembro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$87,8 bilhões (1,29% do PIB), 0,04 p.p. do PIB superior ao déficit acumulado até agosto.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$14,6 bilhões em setembro, comparativamente a R$32 bilhões em setembro de 2017. Contribuiu para essa redução o resultado das operações de swap cambial (ganho de R$12,8 bilhões em setembro de 2018 ante perda de R$188 milhões em setembro de 2017). No acumulado em doze meses, os juros nominais atingiram R$401 bilhões (5,90% do PIB), reduzindo-se em relação ao período de doze meses encerrado em setembro de 2017 (R$415,1 bilhões, 6,40% do PIB).


O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$39,2 bilhões em setembro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$488,8 bilhões (7,20% do PIB), reduzindo-se 0,25 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado no mês anterior.


2. Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP alcançou R$3.543,6 bilhões (52,2% do PIB) em setembro, aumento de 1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Contribuiu para essa evolução o efeito da valorização cambial de 3,2% no mês (aumento de 0,6 p.p. do PIB). No ano, o crescimento de 0,6 p.p. na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, a incorporação de juros nominais (aumento de 4,5 p.p.), o déficit primário (aumento de 0,9 p.p.), o efeito da desvalorização cambial acumulada de 21% (redução de 3,1 p.p.) e o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 1,8 p.p.).

A DBGG - que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais - alcançou R$5.246,7 bilhões em setembro, equivalente a 77,2% do PIB, reduzindo-se 0,1 p.p. do PIB no mês. No ano, a relação DBGG/PIB registra expansão de 3,2 p.p, decorrente da incorporação de juros nominais (aumento de 4,6 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (aumento 0,9 p.p.), das emissões líquidas (aumento de 0,4 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (redução de 2,5 p.p.).