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NOTA PARA A IMPRENSA - 25.10.2018

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1. Balanço de pagamentos

Em setembro de 2018, as transações correntes foram superavitárias em US$32 milhões, comparativamente ao saldo positivo de US$423 milhões no mês correspondente de 2017. O superávit em transações correntes foi favorecido pelo saldo comercial positivo de US$4,6 bilhões (ante US$4,9 bilhões em setembro de 2017). O déficit em transações correntes acumulado nos doze meses encerrados em setembro situou-se em US$14,5 bilhões (0,75% do PIB).


O resultado da balança comercial refletiu as expansões interanuais das importações de bens, 5,3%, e das exportações, 2,0%. Em setembro, não ocorreram exportações e importações sob amparo do Repetro. No acumulado dos três primeiros trimestres deste ano, ante mesmo período de 2017, as exportações de bens cresceram 9,2% e as importações, 22,5%.


O déficit da conta de serviços atingiu US$2,2 bilhões no mês e foi 22,2% menor que o resultado observado em setembro de 2017. Destaque-se o recuo interanual de 15,8% nos gastos líquidos de aluguel de equipamento; de 37,7% em viagens, com influência da depreciação cambial; e de 18,4% nos de transportes. No acumulado do ano até setembro, o déficit em serviços aumentou 1,9% relativamente ao mesmo período de 2017.

Em setembro de 2018, o déficit em renda primária aumentou 21,1% na comparação interanual, atingindo US$2,4 bilhões. Os gastos líquidos com juros somaram US$344 milhões no mês, comparativamente a US$777 milhões em setembro de 2017, em função da expansão de 60,9% das receitas de juros, que totalizaram US$750 milhões, afetadas pela elevação das taxas de juros internacionais. As despesas líquidas de lucros e dividendos somaram US$2,1 bilhões no mês, incremento de 67,3% ante o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, houve redução de 18,8% no déficit em renda primária, para US$25,5 bilhões, destacando-se as expansões das receitas de juros (37,0%) e de lucros e dividendos (96,3%).

Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$7,8 bilhões em setembro, atingindo US$70,8 bilhões no acumulado em doze meses, equivalentes a 3,68% do PIB. No período de janeiro a setembro de 2018, os ingressos líquidos de IDP somaram US$52,2 bilhões, volume aproximadamente igual ao observado nos nove primeiros meses de 2017.


Em setembro de 2018, as saídas líquidas de investimentos em ações, fundos de investimento e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico somaram US$3,5 bilhões, mantendo a tendência de volatilidade que vem sendo observada. No acumulado em 12 meses, ocorreram saídas líquidas de US$5,4 bilhões.



2. Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$381,7 bilhões em setembro de 2018, correspondendo a 309,3% da dívida externa de curto prazo residual (exceto operações intercompanhia e títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico). O estoque de reservas internacionais recuou US$655 milhões em relação a agosto de 2018, com destaque para a variação negativa por preço, US$1,5 bilhão, e para a receita de juros, US$622 milhões.