{"conteudo":[{"LinkPagina":"/publicacoes/atascopom/cronologicos","data":"2016-06-16T03:00:00Z","Titulo":"199ª Reunião","DataReferencia":"2016-06-08T03:00:00Z","Edicao":null,"Volume":null,"Introducao":null,"BoxDestaque":null,"Grafico":null,"OutrasInformacoes":"\n\n<body link=blue vlink=purple>\n\n<div>\n\n<div><b>Sumário</b></div>\n\n<div><a\nhref=\"#_Toc453780260\">Evolução recente da economia</a></div>\n\n<div><a href=\"#_Toc453780261\">Avaliação\nprospectiva das tendências da inflação</a></div>\n\n<div><a href=\"#_Toc453780262\">Implementação\nda política monetária</a></div>\n\n<div><b>&nbsp;</b></div>\n\n<div><b>Data:</b> 7 e 8/6/2016</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div><b>Local:</b> Sala de reuniões do 8º andar (7/6) e do 20º andar (8/6) do\nEdifício-Sede do Banco Central do Brasil – Brasília – DF</div>\n\n<div><b>Horário de início:</b> 16h24 (7/6) e 16h51 (8/6)</div>\n\n<div><b>Horário de término:</b> 18h55 (7/6) e 19h53 (8/6)</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div><b>Presentes:</b></div>\n\n<div><b>Membros do Copom</b></div>\n\n<div>Alexandre Antonio\nTombini – Presidente</div>\n\n<div>Aldo\nLuiz Mendes</div>\n\n<div>Altamir\nLopes</div>\n\n<div>Anthero\nde Moraes Meirelles</div>\n\n<div>Luiz\nEdson Feltrim</div>\n\n<div>Otávio\nRibeiro Damaso</div>\n\n<div>Sidnei\nCorrêa Marques</div>\n\n<div>Tony\nVolpon</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div><b>Chefes de Departamento (presentes em 7/6)</b></div>\n\n<div>Ariosto Revoredo de\nCarvalho – Departamento das Reservas Internacionais</div>\n\n<div>Bruno Walter Coelho\nSaraiva – Departamento de Assuntos Internacionais</div>\n\n<div>Eduardo José Araújo\nLima – Departamento de Estudos e Pesquisas (também presente em 8/6)</div>\n\n<div>Flávio Túlio Vilela –\nDepartamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos</div>\n\n<div>Renato Jansson Rosek –\nDepartamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais</div>\n\n<div>Tulio José Lenti Maciel\n– Departamento Econômico</div>\n\n<div><b>&nbsp;</b></div>\n\n<div><b>Demais participantes (presentes em 7/6)</b></div>\n\n<div>Gustavo Paul Kurrle –\nAssessor de Imprensa</div>\n\n<div>Lilian Carla dos Reis\nArquete – Chefe de Subunidade do Departamento Econômico</div>\n\n<div>Luiz Donizete Felício –\nChefe Adjunto do Departamento de Operações do Mercado Aberto</div>\n\n<div>Maurício Costa de Moura\n– Chefe de Gabinete da Presidência</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div>Os membros do Copom analisaram\na evolução recente e as perspectivas para a economia brasileira e para a\neconomia internacional, no contexto do regime de política monetária, cujo\nobjetivo é atingir as metas fixadas pelo governo para a inflação.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div><a name=\"_Toc429590427\"></a><a\nname=\"_Toc436842420\"></a><a name=\"_Toc450148949\"></a><a name=\"_Toc453780260\"></a></span><b>E</b><b>volução recente da\neconomia</b></div>\n\n<div><b>&nbsp;</b></div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>1.</span>\nA\ninflação medida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo\n(IPCA) atingiu 0,78% em maio, 0,17 ponto percentual (p.p.) acima da registrada\nno mês anterior. Dessa forma, a inflação acumulada em doze meses registrou 9,32%\nem maio (8,47% em maio de 2015), com os preços livres aumentando 8,82% (6,82%\nem maio de 2015), e os administrados, 10,90% (14,09% em maio de 2015).\nEspecificamente sobre preços livres, os de itens comercializáveis aumentaram 9,55%\nem doze meses até maio (5,71% em maio de 2015), e os de não comercializáveis,\n8,19% (7,79% em maio de 2015). Note-se, ainda, que os preços no segmento de\nalimentação e bebidas variaram 12,72% em doze meses até maio (8,80% em maio de\n2015), e os dos serviços, 7,51% (8,23% em maio de 2015). Em síntese, as\ninformações disponíveis refletem, em parte, a dinâmica de maior persistência\ndos preços no segmento de serviços – mas que já mostram alguma desaceleração –,\nos processos de realinhamento de preços relativos e choques temporários de\noferta no segmento de alimentação e bebidas.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>2.</span>\nA\nmédia das variações mensais das medidas de inflação subjacente, calculadas pelo\nBanco Central, deslocou-se de 0,61% em abril para 0,73% em maio, e, assim, a\nvariação acumulada em doze meses atingiu 8,08% (0,85 p.p. acima da registrada\nem maio de 2015). O núcleo por dupla ponderação deslocou-se de 0,78% em abril para\n0,81% em maio; o núcleo por médias aparadas sem suavização, de 0,54% para 0,62%;\no núcleo por médias aparadas com suavização, de 0,67% para 0,73%; o núcleo por\nexclusão, que descarta dez itens de alimentação no domicílio, bem como\ncombustíveis, de 0,65% para 0,98%; e o núcleo por exclusão de monitorados e de\nalimentação no domicílio, de 0,43% para 0,50%. O índice de difusão situou-se em\n63% em maio (7,24 p.p. abaixo do registrado em maio de 2015).</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>3.</span>\nO\nÍndice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) aumentou 1,13% em maio,\ncom variação acumulada em doze meses de 11,26% (4,83% em maio de 2015). O\nprincipal componente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA),\nvariou 12,92% em doze meses até maio (3,29% em maio de 2015), 24,56% no\nsegmento de produtos agropecuários e 8,46% no de produtos industriais. O Índice\nde Preços ao Consumidor (IPC), segundo componente mais importante do IGP-DI,\naumentou 9,15% em igual período (8,63% em maio de 2015), e o Índice Nacional de\nCusto da Construção (INCC), componente de menor peso no IGP-DI, variou 6,36% (5,74%\nem maio de 2015), com os custos de mão de obra crescendo 7,81% no período. Por\nsua vez, o Índice de Preços ao Produtor/Indústria de Transformação (IPP/IT),\ncalculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recuou\n0,71% em abril, com variação em doze meses de 5,03%. O Copom avalia que os\nefeitos do comportamento dos preços no atacado sobre a inflação ao consumidor\ndependerão das condições atuais e prospectivas da demanda e das expectativas\ndos formadores de preços em relação à trajetória da inflação.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>4.</span>\nO\nÍndice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) incorpora estimativas\npara a produção mensal dos três setores da economia, bem como para impostos\nsobre produtos, e constitui importante indicador coincidente da atividade\neconômica. Em março de 2016, o IBC-Br recuou 6,31% em relação ao mesmo mês do\nano anterior e, ajustado sazonalmente, contraiu 0,36% em relação a fevereiro. O\níndice de produção consolidado para o Brasil, com dados agregados do <i>Purchasing Managers’ Index</i> (PMI), após\najuste sazonal, atingiu em maio o nível mais baixo na história da pesquisa, 38,3,\nindicando acentuada redução na atividade do setor privado. Os índices de\nConfiança da Indústria (ICI), de Serviços (ICS), e do Consumidor (ICC)\navançaram 1,7, 1,2 e 3,5 pontos, respectivamente, entre abril e maio. No que se\nrefere à agricultura, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA),\ndo IBGE, projeta para 2016 uma retração de 1,9% na safra anual de grãos, em\ncomparação à safra de 2015.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>5.</span>\nO\nProduto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado recuou 0,3% no primeiro\ntrimestre de 2016, comparado com o trimestre imediatamente anterior, após queda\nde 1,3% no quarto trimestre de 2015, de acordo com dados dessazonalizados pelo\nIBGE. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve retração de 5,4%\nno primeiro trimestre de 2016, ante retração de 5,9% no quarto trimestre de 2015.\nSob a ótica da demanda agregada, o consumo das famílias recuou 1,7% ante o\ntrimestre anterior, de acordo com dados dessazonalizados, e 6,3% em relação ao\nmesmo trimestre de 2015. Por sua vez, o consumo do governo avançou 1,1% na\nmargem, mas recuou 1,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Já a\nFormação Bruta de Capital Fixo (FBCF) recuou 2,7% em relação ao trimestre\nimediatamente anterior e 17,5% em relação ao primeiro trimestre de 2015.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>6.</span>\nA\natividade fabril manteve-se estável em abril, expandindo 0,1% ante o mês\nanterior, de acordo com a série livre de influências sazonais divulgada pelo\nIBGE. Assim, o setor industrial acumula, nos últimos doze meses, variação de\n-9,6% em abril de 2016. Na série sem ajuste sazonal, a produção industrial\nrecuou 7,2% em abril, em relação ao mesmo mês do ano anterior, com resultados\nnegativos em três das quatro categorias de uso e em 21 dos 26 ramos\npesquisados. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional da\nIndústria (CNI), o faturamento real da indústria de transformação caiu 0,6% em abril\nde 2016, em relação ao mês anterior, de acordo com a série livre de influências\nsazonais, e encontra-se em nível 9,9% menor do que o registrado em abril de\n2015. O indicador PMI do setor industrial, por seu turno, reduziu-se de 42,6 em\nabril para 41,6 em maio, menor valor desde a crise de 2008, apontando para forte\ndesaceleração, corroborada pela retração observada no mercado de bens de\ninvestimento.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>7.</span>\nEntre\nas categorias de uso, comparando-se a produção de abril com a de março, de\nacordo com a série ajustada sazonalmente, os setores de bens de consumo\nduráveis (-4,4%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,6%) registraram\nrecuo. Por outro lado, os setores de bens de capital (1,2%) e o de bens\nintermediários (0,5%) registraram resultados positivos no mês. Comparando-se a\nprodução de abril com a do mesmo mês de 2015, houve redução em três das quatro\ncategorias: bens de consumo duráveis (-23,7%), bens de capital (-16,5%), bens\nintermediários (-7,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (+1,9%).</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>8.</span>\nDe\nacordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), a\ntaxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em abril desse ano foi estimada\nem 11,2%, 3,2 p.p. acima da aferida no trimestre móvel encerrado em abril do\nano passado. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social\n(MTPS) mostram redução de 62,8 mil postos de trabalho formais em abril e\nfechamento de 1,83 milhão de vagas nos últimos doze meses. Em suma, dados disponíveis confirmam intensificação do\nprocesso de distensão no mercado de trabalho.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>9.</span>\nDe\nacordo com dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o\nvolume de vendas do comércio varejista recuou 5,7% em março de 2016, em relação\nao mesmo mês do ano anterior. Por sua vez, o volume de vendas do comércio\nampliado, que inclui o setor automobilístico e o setor de materiais de\nconstrução, diminuiu 7,9% em março, na mesma base de comparação. Já as\nvariações mensais indicaram queda de 0,9% e de 1,1%, respectivamente, de acordo\ncom as séries dessazonalizadas, com recuo em oito dos dez segmentos\npesquisados. Em doze meses, o comércio varejista registrou queda de 5,8%, e o\nampliado, redução de 9,6% no volume de vendas. O Índice de Confiança do\nComércio (ICOM), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 4,3 pontos\nem maio e atingiu 70,9 pontos,o maior nível desde junho de 2015.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>10.</span> O Nível de Utilização\nda Capacidade Instalada (Nuci) na indústria de transformação, calculado pela\nFGV, sem ajuste sazonal, alcançou 73,1% em maio e, na série dessazonalizada,\n73,8%. Entre as categorias de uso da indústria, de acordo com as séries com\najuste sazonal, as que mostram Nuci mais elevado são as de bens de consumo não\nduráveis (77,2%) e de bens consumo (74,7%), seguidas pelas de bens\nintermediários (74,1%), bens de consumo duráveis (68,9), e de capital (66,0%).\nPor sua vez, a absorção de bens de capital recuou 22,7% no período de doze\nmeses encerrado em abril.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>11.</span> De acordo com o\nMinistério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a balança\ncomercial registrou <i>superavit</i> de US$41,7\nbilhões em doze meses até maio de 2016. Esse resultado adveio de exportações de\nUS$190,0 bilhões e de importações de US$148,3 bilhões, com recuo de 9,4% e de 29,8%,\nrespectivamente, em relação ao acumulado até maio de 2015. Por sua vez, o <i>deficit</i> em transações correntes\nacumulado em doze meses atingiu US$34,1 bilhões em abril de 2016, equivalente a\n2,0% do Produto Interno Bruto (PIB). Já os investimentos diretos no país\ntotalizaram US$79,9 bilhões na mesma base de comparação, equivalentes a 4,6% do\nPIB.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>12.</span> Sobre a atividade\nglobal, indicadores antecedentes apontam tendência de moderação no horizonte\nrelevante para a política monetária, com taxas de crescimento relativamente\nmais homogêneas nas economias maduras, ainda que baixas e abaixo do crescimento\npotencial. Especificamente sobre a Europa, em que pesem ações de política monetária\nrecentes, altas taxas de desemprego, aliadas à consolidação fiscal e a\nincertezas políticas, seguem como elementos de contenção de investimentos e do\ncrescimento. Nos Estados Unidos, a tendência é de recuperação da economia,\nentretanto antecipa-se algum arrefecimento na dinâmica de crescimento. Nas\neconomias emergentes, o ritmo de atividade tem sido constantemente revisado\npara baixo, em cenário cercado de incertezas quanto aos desdobramentos da perda\nde dinamismo na China e suas implicações para a economia mundial. Em relação à\npolítica monetária, de modo geral, nas economias maduras e emergentes\nprevalecem posturas acomodatícias, reforçadas por sinais de um processo mais\ngradual de normalização das condições monetárias nos EUA. As taxas de inflação permanecem\nbaixas nas economias maduras e relativamente elevadas nas emergentes.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>13.</span> O preço do barril de\npetróleo do tipo <i>Brent</i> avançou desde\na reunião anterior do Copom, atingindo valores em torno do patamar de US$52.\nCabe ressaltar que a complexidade geopolítica que envolve o setor de petróleo\ntende a acentuar o comportamento volátil dos preços, que é reflexo, também, da\nbaixa previsibilidade de alguns componentes da demanda global, acentuada pelos\nefeitos da desaceleração da economia chinesa, e da oferta, influenciada pela\nredução dos investimentos no processo de produção. Desde a reunião anterior do\nCopom, os preços internacionais das <i>commodities</i>\nagrícolas e das metálicas avançaram 2,7% e 1,7%, respectivamente. Por sua vez,\no Índice de Preços de Alimentos, calculado pela Organização das Nações Unidas\npara Agricultura e Alimentação (FAO), recuou 6,8% em doze meses até maio de\n2016.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div><a\nname=\"_Toc426564886\"></a><a name=\"_Toc433821380\"></a><a name=\"_Toc436842421\"></a><a\nname=\"_Toc450148950\"></a><a name=\"_Toc453780261\"></a></span><b>Avaliação\nprospectiva das tendências da inflação</b></div>\n\n<div><b>&nbsp;</b></div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>14.</span> Os choques\nidentificados, e seus impactos, foram reavaliados de acordo com o novo conjunto\nde informações disponível.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>15.</span>\nPara\no conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, projeta-se\nvariação de 6,8% em 2016, mesmo valor da reunião do Copom de abril. Entre\noutros fatores, essa projeção considera reajuste médio de 19,7% nas tarifas de\nágua e esgoto, de 13,6% nos planos de saúde e redução de 3,5% nos preços da\nenergia elétrica. Para 2017, considera-se variação de 5,0%, mesmo valor das\ntrês últimas reuniões. Os itens para os quais se dispõe de mais informações\nforam projetados individualmente e, para os demais, as projeções se baseiam em\nmodelos de determinação endógena de preços administrados, que consideram, entre\noutras variáveis, componentes sazonais, inflação de preços livres e inflação\nmedida pelo Índice Geral de Preços (IGP). </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>16.</span>\nA\ntrajetória estimada para a taxa do <i>swap</i>\npré-DI de 360 dias indica <i>spread</i>\nsobre a taxa Selic, no cenário de referência, de 49 pontos base (p.b.) e de 8\np.b. para o quarto trimestre de 2016 e de 2017, respectivamente.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>17.</span> Considera-se como\nindicador fiscal o resultado primário estrutural que deriva das trajetórias de <i>deficit</i> primário de 2,8% do PIB para\n2016 e de 0,9% do PIB para 2017, de acordo com o projeto de alteração da LDO\n2016 aprovado pelo Congresso Nacional e com o PLDO 2017. Cabe destacar, ainda,\nque, em determinado período, o impulso fiscal equivale à variação do resultado\nestrutural em relação ao observado no período anterior.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>18.</span>\nDesde a última reunião do Copom, a mediana das\nprojeções coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e\nEstudos Especiais (Gerin) para a variação do IPCA, para 2016, deslocou-se de\n6,98% para 7,12% e, para 2017, reduziu-se de 5,80% para 5,50%.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>19.</span> O cenário\nde referência leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em\nR$3,60/US$ e da taxa Selic em 14,25% ao ano (a.a.) em todo o horizonte\nrelevante. Nesse cenário, houve, em relação ao valor considerado na reunião\nanterior, elevação da projeção para a inflação em 2016, que se situa acima da\nmeta de 4,5%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já para 2017,\nhouve redução da projeção no cenário de referência, que atinge a meta de 4,5%\nfixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No cenário de mercado, que leva\nem conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas pelo Gerin com analistas\nde mercado no período imediatamente anterior à reunião do Copom, a projeção de\ninflação para 2016 elevou-se em relação ao valor considerado na reunião de\nabril. A projeção para 2017, por sua vez, reduziu-se em relação à projeção da\nreunião anterior. Entretanto, as projeções encontram-se acima da meta de 4,5%,\ntanto para 2016 quanto para 2017.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div><a\nname=\"_Toc450148951\"></a><a name=\"_Toc453780262\"></a></span><b>Implementação da\npolítica monetária</b></div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>20.</span> O Copom ressalta que a evidência internacional, no que é ratificada pela\nexperiência brasileira, indica que taxas de inflação elevadas geram distorções\nque levam a aumento dos riscos e deprimem os investimentos. Essas distorções se\nmanifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das\nfamílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de\nempresários. O Comitê enfatiza, também, que taxas de inflação elevadas subtraem\no poder de compra de salários e de transferências, com repercussões negativas\nsobre a confiança e o consumo das famílias. Por conseguinte, taxas de inflação\nelevadas reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como o de geração\nde empregos e de renda. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>21.</span> À vista disso, o Copom avalia que a política monetária deve contribuir\npara a consolidação de um ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais\nlongos. Nesse sentido, reitera que, no regime de metas para a inflação, orienta\nsuas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação pelo Banco\nCentral e com base na análise de cenários alternativos para a evolução das\nprincipais variáveis que determinam a dinâmica dos preços. O Comitê entende,\ntambém, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a\nreduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena,\nfacilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária, assim como\nauxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em\nparticular dos formadores de preços. Note-se, adicionalmente, que riscos baixos\npara a inflação subjacente no curto prazo tendem a potencializar os efeitos das\nações de política monetária, fazendo com que elas possam afetar, de forma mais\nduradoura, a dinâmica da inflação plena no futuro. Embora reconheça que outras\nações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, o\nCopom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária\nmanter-se vigilante, para garantir que pressões detectadas em horizontes mais\ncurtos não se propaguem para horizontes mais longos.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>22.</span> O Copom considera que o ambiente externo permanece especialmente\ncomplexo. Entretanto, em que pese a ocorrência de episódios de maior\nvolatilidade afetando importantes economias emergentes, o Comitê identifica, ainda,\nbaixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros\ninternacionais. Para o Comitê, a atividade global mostra tendência de maior\nmoderação ao longo do horizonte relevante para a política monetária. As\nperspectivas recentes indicam modesta recuperação da atividade nas economias\nmaduras, enquanto importantes economias emergentes experimentam período de\ntransição. Nesse contexto, de redução no ritmo de atividade, destaca-se a\ncontinuada preocupação com a economia chinesa e seus desdobramentos para outras\neconomias, somada a incertezas quanto às perspectivas para a economia dos\nEstados Unidos. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>23.</span> Ainda sobre os mercados financeiros internacionais, o Copom destaca\nmoderação na dinâmica dos preços de <i>commodities</i>,\napesar da valorização no período recente. Sobre o petróleo, o Comitê assinala\nque, independentemente do comportamento dos preços domésticos da gasolina, a\nevolução dos preços internacionais tende a se transmitir à economia doméstica\npor meio de cadeias produtivas, como a petroquímica. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>24.</span> Adicionalmente, deve-se ressaltar o aumento das incertezas geradas pelos\nbaixos preços do petróleo e suas implicações para empresas do setor e países\nprodutores, bem como para os mercados financeiros em geral, com riscos para a\nestabilidade financeira global.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>25.</span> O Copom reitera que, em conformidade com o processo de ajuste\nmacroeconômico em curso, os indicadores disponíveis mostram que as taxas de\ncrescimento da absorção interna e do PIB continuam a se ajustar, indicando baixo\nritmo de expansão da atividade doméstica neste ano. Esse processo está sendo\nespecialmente intensificado pelas incertezas oriundas do efeito de eventos não\neconômicos. Em particular, o investimento tem-se retraído, influenciado,\nprincipalmente, pela ocorrência desses eventos, e o consumo privado também se\ncontrai, em linha com os dados de crédito, emprego e renda. Entretanto, para o\nComitê, depois de um período necessário de ajustes, que se tem mostrado mais\nintenso e mais longo que o antecipado, à medida que a confiança de firmas e\nfamílias se fortaleça, o ritmo de atividade tende a se intensificar. Além\ndisso, o Comitê avalia que, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer\nna composição da demanda e da oferta agregada. O consumo tende a crescer em\nritmo moderado e os investimentos tendem a ganhar impulso. Essas mudanças,\nsomadas a outras ora em curso, antecipam uma composição do crescimento da\ndemanda agregada no médio prazo mais favorável ao crescimento potencial. No que\nse refere ao componente externo da demanda agregada, a depreciação do real\nmilita no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia\nbrasileira. Pelo lado da oferta, o Comitê avalia que, em prazos mais longos,\nemergem perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria e da agropecuária.\nO setor de serviços, por sua vez, tende a crescer a taxas menores do que as\nregistradas em anos recentes. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>26.</span> Para o Comitê, é plausível afirmar que esses desenvolvimentos\ntraduzir-se-ão numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia\ne em ganhos de produtividade. Entretanto, a velocidade de materialização dessas\nmudanças e dos ganhos delas decorrentes depende, fundamentalmente, de uma\ntrajetória de <i>superavit</i> primários que\nfortaleça a percepção de sustentabilidade do balanço do setor público, além da\nredução de incertezas que cercam o ambiente doméstico e\ninternacional.&nbsp;Ressalte-se a importância de se garantir uma trajetória de\nresultados primários que permita a estabilização e a posterior redução do\nendividamento público em relação ao PIB, medida crucial para reforçar a\npercepção positiva sobre o ambiente econômico, para melhorar a confiança dos\nagentes e para contribuir para a ancoragem das expectativas de inflação. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>27.</span> O Copom reitera que o cenário central para a inflação leva em conta a\nmaterialização das trajetórias recentemente anunciadas para as variáveis\nfiscais. Relativamente ao resultado fiscal estrutural e a depender do ciclo\neconômico, o Comitê pondera que o balanço do setor público encontra-se em zona\nexpansionista. O Comitê ressalta que indefinições e alterações significativas\nna trajetória de geração de resultados primários, bem como na sua composição,\nimpactam as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação. Sobre\no combate à inflação, o Comitê destaca que a literatura e as melhores práticas\ninternacionais recomendam um desenho de política fiscal consistente e\nsustentável, de modo a permitir que as ações de política monetária sejam\nplenamente transmitidas aos preços.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>28.</span> O Copom destaca que o cenário central contempla moderação do crédito, o\nque já havia sido observado e tende a persistir. A esse respeito, importa\ndestacar que, após anos em forte expansão, o mercado de crédito voltado ao\nconsumo passou por moderação, de modo que, nos últimos trimestres,\nobservaram-se, de um lado, redução de exposição por parte de bancos e, de\noutro, desalavancagem das famílias. No agregado, portanto, infere-se que os\nriscos no segmento de crédito ao consumo vêm sendo mitigados. Em outra\ndimensão, a exemplo de ações implementadas, o Comitê considera oportuno\ncontinuar reforçando as iniciativas no sentido de moderar concessões de\nsubsídios por intermédio de operações de crédito. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>29.</span> No mercado de fatores, como antecipado em Notas anteriores, o Copom\nobserva que a margem de ociosidade no mercado de trabalho encontra-se elevada,\ncom dados confirmando a intensificação da distensão esperada nesse mercado. No\nentanto, ainda prevalece risco significativo relacionado, particularmente, à\npossibilidade de concessão de elevados aumentos de salários nominais, com\nrepercussões negativas sobre a inflação. Não obstante a ocorrência mais recente\nde variações reais de salários condizentes com as estimativas de ganhos de\nprodutividade do trabalho, o Comitê avalia que a dinâmica salarial permanece\noriginando pressões inflacionárias de custos. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>30.</span> O Copom considera que o ainda elevado patamar da inflação em doze meses é\nreflexo dos processos de ajustes de preços relativos ocorridos em 2015, bem\ncomo do processo de recomposição de receitas tributárias observado nos níveis\nfederal e estadual, no início deste ano, além dos choques temporários de oferta no\nsegmento de alimentação, e que fazem\ncom que a inflação mostre resistência. Ao tempo em que reconhece que esses\nprocessos têm impactos diretos sobre a inflação, o Comitê reafirma sua visão de\nque a política monetária pode, deve e está contendo os efeitos de segunda ordem\ndeles decorrentes.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>31.</span> O Comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em\nespecial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços\nrelativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em doze meses\ne as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não\noferecem espaço para flexibilização da política monetária.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>32.</span> Dessa forma, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em\n14,25% a.a., sem viés. Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê:\nAlexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes,\nAnthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Sidnei\nCorrêa Marques e Tony Volpon.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>33.</span> O Copom reitera que a demanda agregada continuará a se apresentar\nmoderada no horizonte relevante para a política monetária. De um lado, o\nconsumo das famílias tende a ser influenciado por fatores como emprego, renda e\ncrédito; de outro, a concessão de serviços públicos e a ampliação da renda\nagrícola, entre outros, tendem a favorecer os investimentos. Por sua vez, as\nexportações líquidas apresentam melhor resultado, seja pelo aumento das\nexportações, beneficiadas pela depreciação do real, seja pelo processo de\nsubstituição de importações em curso. Para o Comitê, os efeitos conjugados\ndesses elementos, o desenvolvimento nos âmbitos fiscal, parafiscal e no mercado\nde ativos e, neste ano, a dinâmica dos preços administrados, o processo de\ndistensão no mercado de trabalho e a perspectiva de um hiato do produto mais\ndesinflacionário que o inicialmente previsto são fatores importantes do contexto\nem que decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a\nassegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5% estabelecida pelo CMN,\nem 2017. </div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>34.</span>\nO Comitê ressalta que, apesar dos avanços no combate\nà inflação, há incertezas associadas ao balanço de riscos, notadamente\nrelacionadas ao gradual processo de recuperação dos resultados fiscais, e que o\nprocesso de realinhamento de preços relativos mostrou-se mais demorado e mais\nintenso que o previsto. Adicionalmente, que remanescem incertezas em relação ao\ncomportamento da economia mundial. Nesse contexto, o Comitê reitera que adotará\nas medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do\nregime de metas, ou seja, circunscrever a inflação aos limites estabelecidos pelo\nCMN, em 2016, e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. Nesse\ncontexto, ressalta que o cenário central não permite trabalhar com a hipótese\nde flexibilização das condições monetárias.</div>\n\n<div>&nbsp;</div>\n\n<div class='lista1'><span class='lista1'>35.</span>\nAo final da reunião, foi registrado que o Comitê voltará\na se reunir em 19 de julho de 2016, para as apresentações técnicas e, no dia\nseguinte, para deliberar sobre a política monetária, conforme estabelecido pelo\nComunicado nº 28.079, de 26 de junho de 2015.</div>\n\n</div>\n\n\n</html>\n","Id":537,"ImagemCapa":"/content/publicacoes/PublishingImages/Capas/atascopom/capa-atascopom.png"}]}