{"navegacao":null,"view":"views/exibenormativo.aspx","conteudo":[{"Titulo":"Instrução Normativa BCB N° 292","Tipo":"Instrução Normativa BCB","Documentos":null,"DOU":"Publicada no DOU de 4/8/2022, Seção 1, p. 96.","Id":51841,"Data":"2022-08-01T13:08:00Z","DataTexto":"1/8/2022 10:08","Numero":292.0,"VersaoNormativo":1.0,"Assunto":"Divulga procedimentos, documentos e informações necessários à instrução dos pedidos de autorização para que instrumentos componham o Capital Principal, o Capital Complementar e o Nível II do Patrimônio de Referência (PR), de recompra e de resgate dos referidos instrumentos e de aditamento, alteração e revogação de seus núcleos de subordinação, de que trata a Resolução CMN nº 4.955, de 21 de outubro de 2021.","NormasVinculadas":"RESOLUÇÃO CMN;@5007;@2022;#RESOLUÇÃO CMN;@4955;@2021;#CIRCULAR;@3343;@2007;#","Referencias":"Portaria BCB nº 84.287/2015, Anexo (Regimento Interno do BCB), arts. 23, inciso I, “a”, e 96, inciso XII.;#Resolução CMN nº 4.955/2021.;#Cita Lei nº 6.404/1976, art. 168.;#Cita Resolução CMN nº 5.007/2022, art. 5º, § 6º.;#Altera Circular BCB nº 3.343/2007 - Revoga: arts. 1º, 2º e 3º.;#","Atualizacoes":null,"Revogado":false,"Cancelado":false,"Texto":"<div class=\"ExternalClass8A76E2E858504B34809AF757190D59C9\">\n\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;18.0pt;text-align&#58;center;\" align=\"center\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">INSTRUÇÃO\nNORMATIVA BCB Nº 292, DE 1º DE AGOSTO DE 2022</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-top&#58;0cm;margin-right&#58;0cm;margin-bottom&#58;6.0pt;margin-left&#58;212.65pt;text-align&#58;justify;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Divulga procedimentos, documentos e informações\nnecessários à instrução dos pedidos de autorização para que instrumentos\ncomponham o Capital Principal, o Capital Complementar e o Nível II do\nPatrimônio de Referência (PR), de recompra e de resgate dos referidos\ninstrumentos e de aditamento, alteração e revogação de seus núcleos de\nsubordinação, de que trata a Resolução CMN nº 4.955, de 21 de outubro de 2021.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">O Chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf),\nsubstituto, no uso da atribuição que lhe conferem os arts. 23, inciso I, alínea\n“a”, e 96, inciso XII, do Regimento Interno do Banco Central do Brasil, anexo à\nPortaria nº 84.287, de 27 de fevereiro de 2015, com base nos arts. 25 e 33,\ninciso I, da Resolução CMN nº 4.955, de 21 de outubro de 2021,</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">R E S O L V E &#58;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 1º &#160;Ficam divulgados\nprocedimentos, documentos e informações necessários à instrução dos pedidos de\nautorização para que instrumentos componham o Capital Principal, o Capital\nComplementar e o Nível II do Patrimônio de Referência (PR), de recompra e de\nresgate dos referidos instrumentos e de aditamento, alteração e revogação de\nseus núcleos de subordinação, de que trata a Resolução CMN nº 4.955, de 21 de\noutubro de 2021.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 2º &#160;Os pedidos de autorização\nreferidos nesta Instrução Normativa deverão ser protocolizados no Banco Central\ndo Brasil, direcionados ao Departamento de Organização do Sistema Financeiro\n(Deorf), na forma da regulamentação vigente, acompanhados dos documentos e\ninformações pertinentes.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 3º &#160;O pedido de autorização\npara que instrumentos componham o Capital Principal, o Capital Complementar ou\no Nível II, deve ser acompanhado de&#58;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">I - cópia do Núcleo de Subordinação, de que trata o art. 12 da Resolução\nCMN nº 4.955, de 2021;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">II - comprovante de registro do instrumento em sistema de registro e de\nliquidação financeira de ativos autorizado pelo Banco Central do Brasil ou pela\nComissão de Valores Mobiliários (CVM), que deve abranger os componentes do\nNúcleo de Subordinação;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">III - comprovante da integralização dos recursos.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">§ 1º &#160;No caso de instrumento\nemitido no exterior, o pedido deve ser acompanhado, adicionalmente, de&#58;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">I - tradução para a língua portuguesa do Núcleo de Subordinação, de que\ntrata o art. 12 da Resolução CMN nº 4.955, de 2021, realizada por tradutor\npúblico juramentado; e</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">II - parecer jurídico, emitido por advogado ou escritório de advocacia\nhabilitado no país cuja legislação seja aplicável ao instrumento, atestando,\nsem ressalvas, que as cláusulas contratuais do instrumento não colidem com a\nestrutura regulamentar do país onde realizada a operação, acompanhado de sua\ntradução para a língua portuguesa, realizada por tradutor público juramentado.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">§ 2º &#160;No caso de instrumento que\ncontenha previsão de conversão de seu saldo em ações, conforme disposto nos\nart. 15, inciso XV, ou art. 20, inciso X, da Resolução nº 4.955, de 2021, o\npedido deve ser acompanhado das seguintes informações&#58;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">I - data e tipo do ato societário que autorizou a emissão do instrumento\ne das ações a serem utilizadas na conversão;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">II - critérios que serão utilizados para a conversão e o limite máximo\nde ações a ser entregue ao investidor, que também deverão constar do Núcleo de\nSubordinação do instrumento;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">III - manifestação do Conselho Fiscal sobre a emissão, se for o caso;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">IV - demonstração de que foi respeitado o direito de preferência dos\nacionistas minoritários, se for o caso;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">V - declaração da instituição emissora informando que possui todas as\nautorizações internas necessárias para a emissão do instrumento elegível ao Capital\nComplementar e das ações a serem utilizadas na conversão, inclusive o capital\nautorizado de que trata o art. 168 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,\nem valor suficiente para abranger eventual aumento de capital decorrente da\nconversão; e</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">VI - compromisso de preservar o limite de capital autorizado de que\ntrata o art. 168 da Lei nº 6.404, de 1976, necessário para eventual conversão\ndos instrumentos em ações, durante o período em que os créditos representados\npelos instrumentos permanecerem exigíveis.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 4º &#160;Os pedidos de autorização\npara o resgate ou para a recompra de instrumentos autorizados a compor o\nCapital Principal, o Capital Complementar e o Nível II do PR devem ser\nacompanhados de&#58;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">I - descrição das condições de negócio que justifiquem a pretensão da\ninstituição, inclusive com a estimativa de impacto nos limites operacionais de\nque trata a regulamentação prudencial, nos seis meses subsequentes ao pedido;\nou</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">II - informações relativas à emissão de novos instrumentos, em valor\nequivalente ao resgate ou à recompra e em condições mais favoráveis.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 5º &#160;O disposto no art. 4º\naplica-se ao pedido de resgate antecipado de Letra Financeira com cláusula de\nsubordinação para fins de imediata troca do título por outra Letra Financeira\nde emissão da mesma instituição, exceto na hipótese de dispensa de autorização\nde que trata o art. 5º, § 6º, da Resolução CMN nº 5.007, de 24 de março de\n2022.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Parágrafo único. &#160;Adicionalmente\nao disposto no art. 4º, o pedido deve ser acompanhado dos códigos de registro\ndas Letras Financeiras objeto do resgate em sistema de registro e de liquidação\nfinanceira de ativos.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 6º &#160;Os pedidos de autorização\npara o aditamento, a alteração ou a revogação do Núcleo de Subordinação, de que\ntrata o art. 12 da Resolução CMN nº 4.955, de 2021, devem ser acompanhados de&#58;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">I - descrição das condições de negócio que justifiquem a pretensão da\ninstituição; e</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">II - minuta do núcleo de subordinação refletindo as alterações\npretendidas.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 7º &#160;Ficam revogados os arts.\n1º a 3º da Circular nº 3.343, de 1º de março de 2007.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;36.0pt;text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Art. 8º &#160;Esta Instrução Normativa\nentra em vigor na data de sua publicação.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;6.0pt;text-align&#58;center;\" align=\"center\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Adriano\nPereira Rubim Silva</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align&#58;center;\" align=\"center\"><span style=\"color&#58;black;font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">&#160;</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align&#58;center;\" align=\"center\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">NOTA</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align&#58;justify;text-indent&#58;70.9pt;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">A Resolução CMN nº 4.955, de 21 de outubro de 2021, dispõe sobre a\nmetodologia para apuração do Patrimônio de Referência (PR), inclusive as\ncaracterísticas dos instrumentos que o compõem. Com base na citada resolução, a\npresente Instrução Normativa BCB (IN BCB) tem o intuito de divulgar os\nprocedimentos, os documentos e as informações necessários à instrução dos\npedidos de autorização para que instrumentos componham o Capital Principal, o\nCapital Complementar e o Nível II do PR, de recompra e de resgate dos referidos\ninstrumentos e de aditamento, alteração e revogação de seus núcleos de\nsubordinação, de que trata a referida resolução.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom&#58;36.0pt;text-align&#58;justify;\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\">2.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O\nDecreto nº 10.411, de 30 de junho de 2020, regulamenta a realização de análise\nde impacto regulatório (AIR) como pré-requisito à edição de ato normativo. Entretanto,\nem seu artigo 4º, o referido decreto estabelece as hipóteses de dispensa de\nrealização de AIR. A presente IN BCB se enquadra na hipótese prevista no inciso\nIII, ato normativo considerado de baixo impacto, pois apenas orienta a execução\nde obrigação já contida em outra norma vigente. Assim, com base no inciso III\ndo art. 4º do Decreto nº 10.411, de 2020, entendo que a edição da presente IN\nBCB dispensa a realização de AIR.</span></p><p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align&#58;center;\" align=\"center\"><span style=\"font-family&#58;Calibri;font-size&#58;17.3333px;\"><span id=\"ms-rterangepaste-start\" aria-hidden=\"true\"></span><span><span dir=\"none\"><span style=\"font-family&#58;calibri;font-size&#58;17.3333px;\">Adriano\nPereira Rubim Silva</span></span></span><span id=\"ms-rterangepaste-end\" aria-hidden=\"true\"></span><br>Chefe, substituto</span></p></div>","Voto":null,"DataAssinatura":null,"DataAssinaturaTexto":""}]}