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Campanha de utilidade pública "Nosso Dinheiro"

19/10/2009 11:15:00

Rio de Janeiro – Com o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre o uso do dinheiro, será lançada na quarta-feira, 21 de outubro, a campanha de utilidade pública “Nosso dinheiro”. O objetivo do projeto é mobilizar a sociedade para ajudar na prevenção e combate à falsificação de dinheiro e estimular o uso de moedas metálicas. A campanha veiculará filmes publicitários na televisão, spots de rádio, filmes educativos, anúncios em revistas, folders, cartilhas, além de hotsite na internet. De abrangência nacional, a campanha tem o custo estimado de R$ 12 milhões e será veiculada até o final de 2009.

 
1 – RECONHECIMENTO DO REAL
 
O problema de falsificação do dinheiro existe em todos os países, sendo aqueles de economia estável os que mais verificam tentativa de falsificação de moedas. As falsificações do dinheiro brasileiro podem ser detectadas usando os olhos e o tato. Entretanto, a maioria das pessoas desconhece os elementos de segurança presentes nas cédulas, conforme demonstrado em pesquisas realizadas pelo BC sobre hábitos de uso do dinheiro. Isso dificulta o combate à circulação de cédulas suspeitas, pois os falsários contam com esse desconhecimento e com a falta de atenção das pessoas.


Desde 2002, o Banco Central possui um programa de divulgação permanente junto a um público diversificado, que abrange desde trabalhadores do comércio e de instituições financeiras até estudantes e policiais. Esse programa consiste em cursos e palestras para a apresentação das principais características de segurança do Real, visando a inibir a circulação de cédulas suspeitas de falsificação.


Com a atual campanha, o BC pretende ampliar esse conhecimento para toda a população e simultaneamente incentivar e disseminar o hábito de se verificar as cédulas para checar sua autenticidade. A partir desta ação, o BC espera uma redução do número de cédulas falsas no país.

 
2 - CIRCULAÇÃO DE MOEDAS
 
A resistência por parte da população brasileira em utilizar moedas metálicas no seu dia-a-dia provoca o fenômeno chamado de entesouramento. O hábito de deixar as moedas guardadas leva o BC a encomendar permanentemente mais peças junto à Casa da Moeda, fazendo com que o gasto de recursos públicos seja significativo.

Existem atualmente 15,1 bilhões de moedas metálicas do Real em circulação – uma proporção de cerca de 79 moedas metálicas por brasileiro, um padrão internacional. No entanto, estima-se que menos de 50% desse volume esteja efetivamente circulando, o que gera transtornos nas transações comerciais de varejo, ou seja, falta de troco em praticamente todas as regiões brasileiras. A atual campanha visa reverter este cenário de baixa circulação de moedas metálicas, estimulando a população a usá-las no seu dia-a-dia e retornar as moedas entesouradas à circulação, o que pode inclusive levar à redução do gasto público com produção de novas moedas. 

 
MAIS INFORMAÇÕES
  
I – As notas de R$ 50 são as mais falsificadas. Das cédulas falsas registradas no BC em 2009, cerca de 59% eram deste valor.

II – Mais de 50% das cédulas falsas registradas no BC foram apreendidas na Região Sudeste.

III - Pesquisa encomendada pelo Banco Central, realizada pelo Instituto IPSOS do Brasil, em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Recife, Porto Alegre, Goiânia e Manaus), constatou que:
1)     É comum a preocupação com a circulação de cédulas falsas. A maioria dos entrevistados teme recebê-las, principalmente as de valores mais elevados. No entanto, grande parte não sabe identificar uma nota suspeita e não descarta a hipótese de já ter passado adiante alguma cédula falsificada, sem má-fé.
2)     Os entrevistados não tinham familiaridade com a maior parte dos elementos de segurança.
3)     As pessoas não sabem como agir em relação às notas suspeitas de falsificação e temem ser tratadas como suspeitos em vez de vítimas.
4)     Há um desconhecimento geral sobre quais os caminhos a serem adotados no caso de identificar uma cédula suspeita, quais são seus direitos e quem se responsabiliza pelo prejuízo.
5)     A maioria dos pesquisados afirma se sentir constrangido quando um profissional do caixa verifica a autenticidade da cédula.
6)     Colocar cédulas contra a luz explicitamente é visto como falta de delicadeza em relação ao cliente, prejudicando a imagem da empresa.


Rio de Janeiro, 19 de outubro de 2009

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
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