BCB - Abstracts

 

Working Paper 207

Brazilian Strategy for Managing the Risk of Foreign Exchange Rate Exposure During a Crisis


Antonio Francisco A. Silva Jr.


Resumo

As autoridades monetárias intervêm no mercado de moedas mesmo em regime de câmbio flutuante em função de demanda por liquidez ou em eventos de crises. Em geral, os bancos centrais intervêm usando compras e vendas de moedas ou utilizando a taxa de juros em crises. Neste trabalho, essas intervenções são discutidas utilizando um modelo de controle estocástico com impulso. As equações de controle e de desempenho incluem intervenções com swaps no mercado doméstico, uma vez que o Banco Central do Brasil faz uso dessas operações. Com base no modelo são avaliadas estratégias de gerenciamento de riscos com as intervenções em momentos de crises. Essas avaliações sugerem que as estratégias de gerenciamento de riscos com base em elevação do volume de reservas internacionais e redução da exposição vendida em taxa de câmbio da dívida pública, após 2004, ofereceram maior flexibilidade ao país no gerenciamento do risco de taxa de câmbio em 2008, o que evitou a necessidade de elevação de taxa de juros para atração de capitais no mercado internacional, o que foi verificado em crises anteriores.

Abstract

Even in a floating foreign exchange rate regime, monetary authorities sometimes intervene in the currency market due to liquidity demand and foreign exchange crises. Typically, central banks intervene using foreign currency trades and/or by changing domestic interest rates. We discuss this framework in the context of an optimal impulse stochastic control model. The control and performance equations include interventions with swap operations in the domestic market, since the Central Bank of Brazil also uses these operations. We evaluate risk management strategies for central bank interventions in case of crisis based on the model. We conclude that the Brazilian risk management strategy of increasing holdings of international reserves and decreasing short foreign exchange rate exposure in domestic public debt after 2004 gave the country more flexibility to manage foreign exchange rate risk in 2008 and to avoid higher interest rates to attract international capital as was necessary in previous crises.