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BCB - Abstracts

 

Working Paper 159

Behavior and Effects of Equity Foreign Investors on Emerging Markets


Barbara Alemanni and José Renato Haas Ornelas


Abstract

This paper analyzes empirically the behavior of foreign investors on emerging equity markets in a cross-country setting, including 14 emerging markets from the year 2000 to 2005. We could find little evidence that these investors have brought problems to local emerging markets. Foreign investors seem to build and unwind their positions on emerging stock markets slowly enough to avoid problems as price pressure or volatility and kurtosis upswings on the stock market. Also, no negative effects on the foreign exchange market could be found. Regarding feedback trading, we support two hypotheses: positive feedback trading by hedged investors and negative feedback trading by unhedged investors. The latter has stronger statistical evidence and is more likely to occur in the real world. We conclude that there is no reason to impose long-term restrictions to foreign flows.

Resumo

Este artigo analisa empiricamente o comportamento dos investidores estrangeiros em mercados de ações de um grupo diversificado de 14 países emergentes, no período de 2000 a 2005. São avaliados o comportamento de feedback trading e os efeitos de tais investidores nos mercados emergentes. Não foram encontradas evidências de efeitos negativos significativos nos mercados locais. Confirmando estudos anteriores, foi identificada uma forte persistência nos fluxos de investidores estrangeiros para as bolsas dos países emergentes, indicando que tais investidores constroem suas posições de maneira gradual, evitando assim uma pressão temporária sobre os preços e também um aumento da volatilidade dos mercados acionários. Nenhum efeito negativo foi encontrado também no mercado de câmbio. Com relação ao feedback trading, encontramos duas possibilidades: feedback positivo de investidores que fazem hedge de taxa de câmbio e feedback negativo de investidores que não fazem hedge cambial. O segundo caso possui resultados estatisticamente mais significantes, porém não podemos refutar a hipótese de que ambos ocorrem ao mesmo tempo, sendo o comportamento da taxa câmbio o responsável por tornar compatíveis as duas hipóteses. Dado os efeitos benéficos dos investimentos estrangeiros, como maior liquidez e compartilhamento de riscos, e os efeitos negativos desprezíveis, conclui-se que não há razão para restrições de longo prazo ao capital estrangeiro no mercado de ações de paises emergentes.