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Estatísticas monetárias e de crédito

NOTA PARA A IMPRENSA - 26.4.2018
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 Ajuda


1. Operações de crédito

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$3,1 trilhões em março, com expansão de 0,6% no mês. Em 12 meses, esse saldo permaneceu estável, variação de 0,1%, com comportamentos distintos para pessoas físicas, crescimento de 5,9%, e para pessoas jurídicas, redução de 6%. A relação crédito/PIB atingiu 46,6%.


O saldo das operações de crédito livre cresceu 1,3% em março. A carteira de pessoas físicas ampliou-se 0,7% no mês, devido aos aumentos nas modalidades aquisição de veículos, 1,2%, e crédito não consignado, 1,3%. As operações de crédito livre com pessoas jurídicas cresceram 2,1% no mês, impulsionadas por descontos de duplicatas, 11,1%, financiamentos de exportações, 1,9%, e ACC, 8,6%.

Nos recursos direcionados, apesar da estabilidade do saldo no mês, destaca-se a redução de 1,1% nos financiamentos de investimentos do BNDES, mantendo tendência observada desde dezembro de 2015.

As concessões realizadas em março totalizaram R$302 bilhões, ampliações de 14,3% no mês e de 5,5% em doze meses. Em relação às concessões médias diárias do mês, houve redução de 2% em relação a fevereiro, considerando-se três dias úteis a mais em março. Destacaram-se as concessões para pessoas jurídicas, com crescimento de 18%, disseminado em praticamente todas as modalidades.

O Indicador de Custo de Crédito (ICC) alcançou 21,5% a.a. em março, reduções de 0,3 p.p. no mês e de 1,3 p.p. em doze meses, destacando-se a variação nas operações com recursos livres, declínio mensal de 0,7 p.p. para 34,6% a.a., com destaque para desconto de duplicatas, -1,1%, e para capital de giro, -0,3%. O spread do ICC reduziu 0,2 p.p. no mês, para 14,4 p.p. Nas operações com crédito livre, o spread do ICC atingiu 25,8 p.p. em março, com reduções de 0,5 p.p. no mês e de 1,9 p.p. em doze meses.


A taxa média de juros das operações contratadas em março situou-se em 26,2% a.a., diminuição de 0,7 p.p. no mês, devolvendo o aumento ocorrido em fevereiro. Essa variação refletiu, notadamente, a redução na taxa de juros livres de 0,8 p.p., para 41,4% a.a., acompanhando declínios tanto nas operações com pessoas jurídicas, 1 p.p., quanto com pessoas físicas, 0,5 p.p. No caso de pessoas jurídicas, ênfase nas reduções em capital de giro, 1,2 p.p., e desconto de duplicatas, 1,9 p.p.; enquanto para pessoas físicas, crédito pessoal não consignado, 0,7 p.p., e aquisição de veículos, 0,7 p.p.

A partir desta publicação, passam a ser divulgados, adicionalmente, o ICC e as taxas médias de juros para o crédito total e para o crédito livre considerando as operações de crédito não rotativo. Esse novo conceito contribui para complementar o conjunto de informações disponíveis sobre o custo do crédito. Em março, o ICC para o crédito não rotativo situou-se em 18,6%, com comportamento estável. O ICC para o crédito livre não rotativo reduziu-se 0,4 p.p. no mês e 1,5 p.p. em doze meses, atingindo 30,4%. As taxas de juros para o crédito não rotativo alcançaram 19,2% a.a., com declínios de 0,7 p.p. e de 2 p.p. no mês e em doze meses, respectivamente. A trajetória para as taxas de juros do crédito livre não rotativo, que atingiu 30% a.a., foi similar, com reduções de 0,8 p.p. e de 3,3 p.p., na mesma ordem.


Os spreads bancários diminuíram no mês. O spread do ICC registrou 14,4 p.p., redução de 0,2 p.p., e o spread das taxas de juros alcançou 20 p.p., variação de -0,4 p.p. Na comparação em doze meses, houve redução nos spreads em ambos os conceitos, 0,3 p.p. e 3,8 p.p., respectivamente.

2. Agregados monetários

Em março, a base monetária atingiu R$275,1 bilhões, aumentos de 4% no mês e de 12,9% em doze meses. As reservas bancárias e o papel-moeda emitido variaram 29,3% e -0,4% no mês. Os principais fatores que determinaram a expansão da base foram as operações com títulos públicos federais, R$14,3 bilhões (compras líquidas de R$39,4 bilhões no mercado secundário e colocações líquidas de R$25,1 bilhões no mercado primário), e as operações do setor externo, R$5,3 bilhões, com as recompras a termo de divisas.

Em relação aos meios de pagamento em poder do público não emissor de moeda, o M1 (papel-moeda e depósitos à vista) alcançou R$330,6 bilhões, expansão de 1,2% no mês, com aumento de 2,4% em depósitos à vista. O M2 totalizou R$2,5 trilhões, com expansão de 1,5%, influenciado pela variação de 1,9% nos títulos, incluindo captações líquidas de R$25,9 bilhões em depósitos a prazo. O conceito M3 atingiu R$5,9 trilhões e cresceu 1% no mês, destacando-se o aumento de 1% no saldo dos fundos de investimentos. O agregado monetário mais amplo, M4, situou-se em R$6,7 trilhões, o que representa variação de 0,6% em fevereiro.

3. Alterações divulgadas nesta Nota

A partir da publicação das estatísticas de crédito referentes a março de 2018, passam a ser divulgadas as seguintes tabelas adicionais:

1. Taxas de juros totais e livres, com respectivos spreads, para as operações de crédito não rotativo;
2. ICC por modalidade de operações e ICC, total e livre, excluindo o crédito rotativo; e
3. Crédito por porte de empresas.

As estatísticas de crédito por atividade econômica foram aprimoradas, com revisão dos setores e maior segmentação das informações publicadas.

As tabelas listadas a seguir deixam de compor a Nota para a Imprensa, com as informações permanecendo disponíveis na página do Banco Central do Brasil na internet, no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/n/SERIESTEMPORAIS):

1. Taxas de juros ao mês para todas as modalidades de pessoas jurídicas e, no caso de pessoas físicas, do crédito direcionado;
2. Prazos médios das concessões de prazos de carteiras (ambos por modalidades);
3. Atrasos de 15 a 90 dias por modalidades;
4. Saldo de crédito por regiões;
5. Base Monetária - média de dias úteis;
6. Meio de pagamento M1 - média de dias úteis; e
7. Recolhimentos compulsórios.