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Política Monetária e Operações de Crédito do SFN

NOTA PARA A IMPRENSA - 28.6.2017

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro
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 Ajuda


I - Operações de crédito do sistema financeiro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$3.065 bilhões em maio (-0,2% no mês e -2,6% em doze meses). A carteira de pessoas jurídicas, saldo de R$1.478 bilhões, contraiu 1% no mês, enquanto as operações com pessoas físicas registraram crescimento de 0,6%, alcançando R$1.587 bilhões. A relação crédito/PIB declinou 0,2 p.p. no mês, situando-se em 48,6%, ante 51,8% em maio de 2016.

A carteira com recursos livres totalizou R$1.521 bilhões (-0,3% no mês e -3,7% em doze meses). O saldo dos empréstimos a pessoas físicas cresceu 1% no mês, somando R$814 bilhões, destacando-se o crédito consignado e o cartão à vista. As operações com empresas recuaram 1,6% no mês, alcançando R$707 bilhões, sobressaindo retrações em capital de giro e conta garantida.

O crédito direcionado somou R$1.544 bilhões (-0,1% no mês e -1,5% em doze meses). O saldo das operações para pessoas físicas cresceu 0,3% no mês, atingindo R$773 bilhões, destacando-se o crédito imobiliário. No segmento corporativo, o saldo apresentou redução mensal de 0,4%, alcançando R$771 bilhões, com destaque para liquidações dos financiamentos para investimentos do BNDES.

As principais retrações, considerados os segmentos de atividade econômica dos tomadores, foram observadas na indústria de transformação (-1%, R$388 bilhões), na construção (-1,6%, R$94 bilhões) e no comércio (-2,1%, R$251 bilhões). Regionalmente, consideradas as operações acima de R$1 mil, destacaram-se as reduções no Sudeste (-0,1%, R$1.620 bilhões) e na Região Sul (-0,1%, R$550 bilhões).


Taxas de juros e inadimplência

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que apura o custo médio de todas as operações de crédito ativas, recuou pelo terceiro mês consecutivo, alcançando 22,3% (-0,5 p.p. no mês e -0,4 p.p. em doze meses). No mês, o indicador para o crédito livre registrou queda de 0,9 p.p, situando-se em 37,5%, com reduções de 1,7 p.p para pessoas físicas (49,4%) e de 0,6 p.p. para pessoas jurídicas (24,8%). No crédito direcionado, o ICC permaneceu em 8,9%.
A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, consideradas as operações com recursos livres e direcionados, recuou 1 p.p. no mês, situando-se em 29,2% a.a. em maio (-3,5 p.p. em doze meses). A taxa média no crédito livre diminuiu 2,5 p.p. no mês, alcançando 46,8% a.a., enquanto no direcionado, situou-se em 10,2% a.a., com alta de 0,4 p.p.
A taxa média de juros do crédito a pessoas físicas manteve trajetória de queda, atingindo 36,9% a.a. (-1,9 p.p. no mês e -5,3 p.p. em doze meses). No segmento livre, a taxa decresceu 4,5 p.p. no mês, para 63,8% a.a., destacando-se a queda de 50,2 p.p. no cartão de crédito rotativo regular (297,7% a.a. para 247,5% a.a.). No segmento direcionado, a taxa de juros aumentou 0,7 p.p., atingindo 9,7% a.a., destacando-se a elevação de 0,9 p.p. em financiamentos imobiliários.

Consideradas taxas de juros mensais, o recuo observado no cartão de crédito rotativo regular correspondeu à redução de 12,2% a.m. para 10,9% a.m. No cartão parcelado, a taxa recuou de 8,4% a.m. para 8,3% a.m. A taxa de juros do cheque especial, outra modalidade de crédito rotativo a pessoas físicas, diminuiu de 12,9% a.m. para 12,8% a.m.

No segmento corporativo, a taxa média de juros atingiu 19% a.a. (-0,2 p.p. no mês e -2,6 p.p. em doze meses). No crédito livre, a taxa manteve trajetória de queda, disseminada por diversas modalidades, situando-se em 25,9% a.a. (-0,4 p.p. no mês). No direcionado, a taxa média atingiu 11,1% a.a. (+0,1 p.p.).

O spread médio das contratações com recursos livres e direcionados situou-se em 21,2 p.p. (-1,1 p.p. no mês e -1,6 p.p. em doze meses), refletindo redução de 2,4 p.p. no crédito livre (36,9 p.p.) e elevação de 0,1 p.p. no direcionado (4,2 p.p.). No segmento de pessoas físicas, o spread registrou redução de -2,2 p.p. no mês, para 28,8 p.p., enquanto créditos às empresas, declinou 0,1 p.p., para 11,1 p.p.

A taxa de inadimplência, correspondente à participação dos saldos com atrasos superiores a noventa dias, atingiu 4% em maio (+0,1 p.p. no mês e +0,3 p.p. em doze meses). No crédito às famílias, a taxa alcançou 4,1% (+0,1 p.p. no mês e -0,2 p.p. em doze meses) e, no segmento corporativo, 4% (+0,2 p.p. e +0,8 p.p.). No crédito livre, a inadimplência aumentou 0,2 p.p. no mês, alcançando 5,9%, enquanto, no direcionado, permaneceu estável em 2,2%.


II - Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária situou-se em R$248,1 bilhões em maio, com variações de -0,3% no mês e de 4,1% em doze meses. O resultado mensal refletiu o declínio de 0,6% no saldo do papel-moeda emitido e a elevação de 1,9% nas reservas bancárias.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se as operações com títulos públicos federais, com impacto contracionista de R$39,8 bilhões (resgates líquidos de R$21,3 bilhões no mercado primário e vendas líquidas de R$61,1 bilhões no mercado secundário) e as operações do Tesouro Nacional, que implicaram expansão de R$17,1 bilhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) somou R$312,5 bilhões em maio, após redução de 0,6% no mês, decorrente das retrações de 1% nos depósitos à vista e de 0,4% no papel-moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 cresceu 3,2%.

O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos de poupança e títulos privados, elevou-se 1,3% em maio, totalizando R$2,4 trilhões. Esse resultado refletiu os acréscimos mensais de 2,1% em títulos privados, saldo de R$1,4 trilhão, e de 0,6% nos depósitos de poupança, que atingiram R$669 bilhões. No mês, ocorreram captações líquidas de R$35,3 bilhões em depósitos a prazo e de R$762 milhões em depósitos de poupança.

O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, expandiu-se 0,9% em maio, somando R$ 5,5 trilhões. O saldo das quotas de fundos cresceu 0,9% no período, para R$3 trilhões, após captações líquidas de R$16,4 bilhões. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, apresentou elevação de 0,7% no mês e de 9,2% nos últimos doze meses, totalizando R$6,3 trilhões.