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Política Monetária e Operações de Crédito do SFN

NOTA PARA A IMPRENSA - 27.6.2016

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro
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I - Operações de crédito do sistema financeiro

O crédito total do sistema financeiro, incluindo as operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$3.145 bilhões em maio, com aumentos de 0,1% no mês e de 2% em doze meses. O saldo de operações com pessoas físicas apresentou melhor desempenho, totalizando R$1.526 bilhões (+0,4% no mês e +4,8% em doze meses). O crédito a pessoas jurídicas recuou 0,1% e 0,5% nos mesmos períodos, situando-se em R$1.619 bilhões. A relação crédito/PIB atingiu 52,4%, ante 52,6% em abril e 53,3% em maio do ano anterior.

O crédito com recursos livres alcançou R$1.580 bilhões em maio (+0,2% no mês e -0,2% em doze meses). A carteira de pessoas físicas alcançou R$800 bilhões (+0,5% no mês), com destaque para as concessões em cartão de crédito à vista, refletindo a demanda sazonal relacionada ao Dia das Mães. No segmento de pessoas jurídicas, saldo de R$780 bilhões (-0,1% no mês), as expansões em adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC) e em repasses externos foram contrabalançadas por retrações em capital de giro e conta garantida.

O crédito direcionado atingiu R$1.565 bilhões (+0,1% no mês e +4,4% em doze meses). A carteira contratada pelas famílias aumentou 0,4%, somando R$726 bilhões, destacando-se o crédito imobiliário (+0,7%). No crédito às empresas, saldo de R$840 bilhões (-0,2% no mês), a maior retração ocorreu na carteira de crédito rural (-1,4%).

Entre os setores de atividade econômica, as retrações mais significativas ocorreram em comércio (-1,4%, saldo de R$278 bilhões), construção (-1,3%, R$106 bilhões) e indústria extrativa (-3,2%, R$43 bilhões). Destacou-se o crescimento dos saldos destinados a transportes (+1,9%, R$162 bilhões).

Consideradas as operações acima de R$1 mil, os saldos de crédito recuaram 0,5% no Norte (situando-se em R$116,3 bilhões), 0,3% no Sul (R$548 bilhões) e 0,1% no Sudeste (R$1.684 bilhões). No Nordeste, cresceram 0,3% (R$401 bilhões) e permaneceram estáveis no Centro-Oeste (R$327 bilhões).


I.1 - Taxas de juros e inadimplência

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, incluindo operações com recursos livres e direcionados, atingiu 32,7% a.a. em maio, nível mais alto da série histórica iniciada em março de 2011, com elevações de 0,2 p.p. no mês e 5,6 p.p. em doze meses. A taxa alcançou 52,3% a.a. no crédito livre (+0,2 p.p. no mês e +9,7 p.p. em doze meses) e 11,1% a.a. no crédito direcionado (+0,4 p.p. e +1,9 p.p., respectivamente).

Nas contratações às famílias, a taxa média situou-se em 42% a.a. (+0,6 p.p. no mês e +7,2 p.p. em doze meses). No segmento livre, a taxa atingiu 71,7% a.a., aumento de 0,7 p.p. (cheque especial, 2,6 p.p.; cartão rotativo, 18,9 p.p.) enquanto no direcionado alcançou 10,4% a.a., alta de 0,4 p.p. (financiamentos imobiliários, +0,6 p.p.).

O custo médio atingiu 21,9% a.a. nos créditos às empresas, declinando 0,2 p.p. no mês e aumentando 3,1 p.p. em doze meses. No mês, a taxa decresceu 0,5 p.p. (30,6% a.a.) nas contratações com recursos livres (repasses externos, -8,8 p.p.; e capital de giro, -0,3 p.p.) e aumentou 0,2 p.p., para 11,8% a.a., no crédito direcionado (financiamentos para investimentos com recursos do BNDES, 0,4 p.p.).

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 22,8 p.p. em maio, com crescimento de 0,4 p.p. no mês e 5,4 p.p. em doze meses. O avanço mensal repercutiu elevação de 0,8 p.p., para 39,7 p.p., nas operações com recursos livres, e aumento de 0,3 p.p., para 4,2 p.p., em recursos direcionados. O indicador atingiu 32 p.p. no segmento de pessoas físicas e 12,2 p.p. no de pessoas jurídicas, crescendo 0,8 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente, no mês.

A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, computados os atrasos superiores a noventa dias, atingiu 3,8% em maio (+0,1 p.p. no mês e +0,8 p.p. em doze meses). O nível de atrasos manteve-se estável em 4,3% nos créditos às famílias e aumentou 0,1 p.p., para 3,2%, no segmento de empresas. A inadimplência elevou-se 0,2 p.p., para 5,9%, no crédito livre, e 0,1 p.p. para 1,7%, no crédito direcionado.


II - Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária atingiu R$238,4 bilhões em maio, elevando-se 0,4% no mês e 2,7% em doze meses. A variação mensal refletiu crescimento de 5,4% nas reservas bancárias e declínio de 0,4% no papel-moeda emitido.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, sobressaíram as compras líquidas de divisas no mercado interbancário, expansionistas em R$13,9 bilhões, e as operações com títulos públicos federais, que implicaram contração de R$18,4 bilhões, a partir de colocações líquidas de R$42,9 bilhões no mercado primário e compras líquidas de R$24,5 bilhões no mercado secundário.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) totalizou R$302,7 bilhões em maio, com redução mensal de 0,2%, associada aos recuos de 0,2% no papel-moeda em poder do público e nos depósitos à vista. Em doze meses, o M1 decresceu 1,2%.

O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos de poupança e títulos privados, cresceu 0,4% em maio, somando R$2,2 trilhões. Os títulos privados avançaram 0,8%, alcançando R$1,3 trilhão, após captações líquidas de R$12 bilhões em depósitos a prazo. O saldo dos depósitos de poupança retraiu 0,1%, totalizando R$642,1 bilhões, com resgates líquidos de R$6,6 bilhões.

O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, expandiu-se 0,7% em maio, somando R$4,9 trilhões. O saldo das quotas de fundos de renda fixa cresceu 1,1% no período, atingindo R$2,5 trilhões, após captações líquidas de R$13,3 bilhões. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, apresentou elevações de 0,9% no mês e de 11,3% em doze meses, totalizando R$5,8 trilhões.