Logomarca BCB

Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 24.6.2016

Setor Externo
 ZIP - 213 Kb

 Ajuda


I - Balanço de pagamentos - Maio de 2016

Em maio, as transações correntes apresentaram superavit de US$1,2 bilhão, acumulando, nos últimos doze meses, deficit de US$29,5 bilhões, equivalente a 1,70% do PIB. Na conta financeira, as concessões líquidas superaram as captações líquidas em US$1,7 bilhão, destacando-se o ingresso líquido de US$6,1 bilhões em investimento direto no país, e a saída líquida em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, US$5,3 bilhões.

A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$2,5 bilhões no mês, redução de 25,7% na comparação com o resultado de maio de 2015. As despesas líquidas com transportes diminuíram 59,8%, comparativamente ao ocorrido em mesmo mês do ano anterior, somando US$187 milhões. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$679 milhões, recuo de 32,0%, na mesma base de comparação, resultado de aumento de 4,1% nas despesas de viajantes estrangeiros no Brasil e redução de 21,3% nos gastos de turistas brasileiros no exterior. As despesas líquidas de aluguel de equipamentos recuaram 16,3% relativamente a maio de 2015.

As despesas líquidas de renda primária somaram US$2,8 bilhões no mês, aumento de 5,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$1,7 bilhão, recuo de 12,3% ante mês correspondente em 2015, resultado de retrações respectivas de 39,4% e 16,9% nas receitas e nas despesas; enquanto as despesas líquidas de juros somaram US$1,1 bilhão, aumento de 43,6% no período comparativo. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$2,0 bilhões, 12,1% acima do observado em mês equivalente do ano anterior. As despesas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$557 milhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, US$150 milhões; de juros de títulos negociados no mercado externo, US$266 milhões; e no mercado doméstico, US$141 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos atingiu US$556 milhões, aumento de 79,7% na mesma base de comparação, enquanto as rendas de reservas cresceram19,9%.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$273 milhões em maio de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais alcançaram US$106 milhões no mês, 3,6% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior.

Os investimentos diretos no exterior cresceram US$3,3 bilhões no mês, concentrados em participação no capital e incluído o reinvestimento de lucros.

Os investimentos diretos no país atingiram US$6,1 bilhões, dos quais US$5,4 bilhões em participação no capital, incluídos US$796 milhões decorrentes de lucros reinvestidos, e US$710 milhões em operações intercompanhia. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país totalizaram US$79,4 bilhões, equivalentes a 4,57% do PIB.

O regresso de ativos de investimentos em carteira ao Brasil atingiu US$202 milhões no mês, dos quais US$130 milhões provenientes de fundos de investimento.

Os investimentos em carteira passivos registraram saídas líquidas de US$6,8 bilhões em maio, enquanto no mesmo mês do ano anterior ocorreram ingressos líquidos de US$3,1 bilhões. Os investimentos em ações registraram saídas líquidas de US$883 milhões e, em fundos de investimentos, houve receitas líquidas de US$227 milhões. Destacaram-se saídas líquidas de títulos de renda fixa, US$6,1 bilhões, compostas por despesas líquidas de US$5,3 bilhões em títulos negociados no mercado doméstico; e de US$839 milhões em títulos negociados no mercado externo.

Os outros investimentos ativos reduziram US$3,8 bilhões, compreendendo recuo de US$8,5 bilhões em depósitos de bancos brasileiros no exterior, ampliação de US$644 milhões em depósitos de propriedade de empresas não financeiras, e elevação de US$3,6 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos.

Os outros investimentos passivos apresentaram ingressos líquidos de US$1,8 bilhão. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$2,5 bilhões, fundamentalmente em operações de curto prazo. As amortizações líquidas de empréstimos de longo prazo atingiram US$677 milhões, enquanto as amortizações líquidas de empréstimos de curto prazo totalizaram US$139 milhões em maio.


II - Reservas internacionais

Em maio, as reservas internacionais totalizaram US$374,6 bilhões no conceito liquidez, redução de US$2,1 bilhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra atingiu US$11,2 bilhões, decréscimo de US$3,3 bilhões em relação à posição de abril de 2016. A receita de remuneração das reservas somou US$256 milhões em maio, enquanto as variações por preços e paridades contribuíram para diminuir o estoque em US$344 milhões e US$2,2 bilhões, na ordem. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$363,4 bilhões em maio, aumento de US$1,2 bilhão em relação ao mês anterior.


III - Dívida externa

O estoque de dívida externa bruta estimado para maio de 2016 totalizou US$331,4 bilhões, diminuição de US$3,2 bilhões em relação ao montante apurado para março de 2016. Na posição de maio, a dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$270,9 bilhões, diminuição de US$2,4 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$60,5 bilhões, diminuição de US$831 milhões, nas comparações com março.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se as amortizações de empréstimos dos bancos e títulos de dívida, US$1,1 bilhão cada; além de redução de US$270 milhões provocada pela variação cambial, e aumento de preço de títulos, US$532 milhões. A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada decorreu de amortizações de empréstimos por setores financeiro e não financeiro, respectivamente US$529 milhões e US$346 milhões.