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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 22.11.2016

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I - Balanço de pagamentos - Outubro de 2016

Em outubro, as transações correntes apresentaram deficit de US$3,3 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, deficit de US$22,3 bilhões, equivalente a 1,25% do PIB. Na conta financeira, as captações líquidas superaram as concessões líquidas em US$3,2 bilhões, destacando-se os ingressos líquidos de US$8,4 bilhões em investimentos diretos no país e a redução de US$1,7 bilhão nos passivos de investimentos em carteira.

A conta de serviços apresentou despesas líquidas de US$2,8 bilhões no mês, mesmo patamar de outubro de 2015. Na mesma base de comparação, cresceram as despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual, 17,8%, e recuaram aquelas relativas a aluguel de equipamentos e transportes, respectivamente, 18,6 e 9,3%. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$988 milhões, aumento de 80%, no mesmo período comparativo. As receitas com viagens decresceram 4,3%, enquanto as despesas subiram 41,9%, relativamente a outubro de 2015.

As despesas líquidas de renda primária somaram US$3,0 bilhões em outubro de 2016, recuo de 15,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$1,6 bilhão, retração de 31,0% em relação ao mês correspondente de 2015. As despesas líquidas de juros atingiram US$1,5 bilhão, aumento de 13,4%, na mesma base de comparação.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$330 milhões em outubro de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais atingiram US$67 milhões no mês, 64,0% inferiores ao observado em mesmo mês de 2015.

Os investimentos diretos no exterior apresentaram aumento de US$1,0 bilhão no mês, concentrados em participação no capital, comparado a resultado de estabilidade ocorrido em outubro do ano anterior.

Os investimentos diretos no país somaram ingressos líquidos de US$8,4 bilhões, repercutindo ingressos líquidos de US$4,7 bilhões em participação no capital, incluídas as entradas líquidas de US$816 milhões decorrentes de lucros reinvestidos, e créditos líquidos recebidos do exterior, US$3,7 bilhões, em operações intercompanhia. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país totalizaram US$75,1 bilhões, equivalentes a 4,20% do PIB.

Os investimentos em carteira passivos registraram saídas líquidas de US$1,7 bilhão em outubro, compostas por entradas líquidas em ações e fundos, US$1,6 bilhão, e saídas em títulos de renda fixa negociados no exterior e no mercado doméstico, US$3,3 bilhões.

Os outros investimentos ativos registraram aumento de US$1,3 bilhão, compreendendo, dentre outros, concessão de US$2,7 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, expansão de US$8,0 bilhões em depósitos de bancos brasileiros mantidos no exterior, e redução de US$9,4 bilhões em depósitos de propriedade de pessoas físicas e empresas do setor não financeiro.

Os outros investimentos passivos apresentaram saídas líquidas de US$1,2 bilhão. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$753 milhões, concentradas em operações de curto prazo. As amortizações líquidas de empréstimos de longo prazo alcançaram US$2,1 bilhões, e os ingressos líquidos de empréstimos de curto prazo, US$218 milhões.


II - Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais no conceito liquidez totalizou US$375,4 bilhões em outubro de 2016, redução de US$2,4 bilhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra atingiu US$7,9 bilhões em outubro de 2016, crescimento de US$525 milhões, quando comparado à posição do mês anterior. Em outubro, a receita de remuneração das reservas somou US$255 milhões, enquanto as variações por preços e por paridades reduziram o estoque de reservas em US$836 milhões e US$1,7 bilhão, na ordem. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$367,5 bilhões em outubro, redução de US$2,9 bilhões em relação ao mês anterior.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para outubro de 2016 totalizou US$335,4 bilhões, redução de US$1,1 bilhão em relação ao montante referente a junho de 2016. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$269,5 bilhões, redução de US$3,2 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$65,9 bilhões, aumento de US$2,1 bilhões, no mesmo período comparativo.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, cabe mencionar as amortizações de empréstimos de empresas não financeiras, US$4,4 bilhões, e os desembolsos de títulos do governo, US$1,5 bilhão. A variação da dívida externa de curto prazo no período decorreu, principalmente, dos desembolsos de empréstimos de US$1,8 bilhão recebidos pelo setor financeiro.