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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 20.12.2017

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I - Balanço de pagamentos - novembro de 2017

As transações correntes apresentaram deficit de US$2,4 bilhões em novembro, acumulando, em doze meses, deficit de US$11,3 bilhões, equivalentes a 0,56% do PIB. Na conta financeira, o ingresso líquido de investimentos diretos no País somou US$5,0 bilhões em novembro, totalizando US$80,3 bilhões nos últimos doze meses, ou 3,96% do PIB.

A conta de serviços registrou deficit de US$3,1 bilhões em novembro, 33,0% maior em relação ao mesmo mês do ano anterior. A despesa líquida com viagens internacionais totalizou US$1,1 bilhão, 51,8% superior à registrada em novembro de 2016, resultado do crescimento dos gastos de residentes no Brasil em viagens ao exterior, 32,5%, e aumento de 2,6% das receitas auferidas em viagens ao País. A conta de aluguel de equipamentos apresentou deficit de US$1,5 bilhão em novembro, 6,0% maior comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.

A despesa líquida na conta de renda primária atingiu US$2,6 bilhões no mês, diminuição de 16,6% comparativamente a novembro de 2016. A despesa líquida com juros alcançou US$1,1 bilhão, 21,1% abaixo do ocorrido em período correspondente do ano anterior. A despesa líquida de lucros e dividendos totalizou US$1,6 bilhão no mês, 12,4% menor quando comparada à observada em novembro de 2016.

Os investimentos diretos no exterior reduziram US$564 milhões no mês, acumulando crescimento de US$2,9 bilhões no período de janeiro a novembro, ante US$7,9 bilhões ocorridos nos onze meses iniciais de 2016.

Em novembro, o ingresso líquido de investimento direto no País (IDP) atingiu US$5,0 bilhões, dos quais US$4,6 bilhões em participação no capital, e US$456 milhões em operações intercompanhia. Nos onze primeiros meses de 2017 o ingresso líquido de IDP soma US$65,0 bilhões, 3,4% acima do ocorrido em intervalo similar em 2016.

Os passivos de investimentos em carteira registraram saídas líquidas de US$2,1 bilhões no mês, das quais US$2,0 bilhões em títulos de renda fixa. Os papéis negociados no mercado doméstico atingiram ingresso líquido de US$692 milhões em novembro, ao mesmo tempo em que os negociados no mercado externo registraram amortização líquida de US$2,7 bilhões, composta por amortização de US$1,8 bilhões em bônus soberanos e de US$951 milhões de outros títulos, sobretudo de longo prazo. O ingresso líquido em ações somou US$306 milhões, e houve resgate líquido de US$395 milhões em fundos de investimento.

Os passivos de outros investimentos anotaram ingresso líquido de US$1,6 bilhão em novembro, dos quais ingressos líquidos de US$1,3 bilhão em empréstimos de US$584 milhões decorrente de créditos comerciais e adiantamentos.


II - Reservas internacionais

As reservas internacionais nos conceitos caixa e liquidez totalizaram US$381,1 bilhões em novembro de 2017, aumento de US$705 milhões em relação ao mês anterior. Esse aumento pode ser explicado principalmente pela variação por paridade cambial, que contribuiu com US$694 milhões para elevar o estoque de reservas internacionais medidas em dólares norte-americanos, e pela receita remuneração das reservas, US$337 milhões. Esses dois fatores mais que compensaram a perda por variações de preço, US$542 milhões.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para novembro de 2017 totalizou US$317,2 bilhões, dos quais US$263,2 bilhões de longo prazo e US$53,9 bilhões de curto prazo. Em relação à posição de setembro de 2017, a estimativa aponta redução de US$1,2 bilhão, redução de US$2 bilhões e aumento de US$746 milhões, respectivamente.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se amortizações de títulos do setor financeiro, US$914 milhões, amortizações de empréstimos de outros setores, US$362 milhões, e redução provocada pela variação de preços de títulos de dívida do governo geral, US$426 milhões. Dentre os determinantes da variação da dívida externa de curto prazo no período, destacam-se os desembolsos de empréstimos de outros setores, US$1,1 bilhão, além de amortizações de empréstimos do setor financeiro, US$332 milhões.