Logomarca BCB

Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 23.11.2017

Setor Externo
 ZIP - 216 Kb

 Ajuda


I - Balanço de pagamentos - outubro de 2017

As transações correntes apresentaram deficit de US$343 milhões em outubro, levando o resultado acumulado em doze meses para deficit de US$9,6 bilhões, equivalentes a 0,48% do PIB. Na conta financeira, o ingresso líquido de investimentos diretos no País somou US$8,2 bilhões em outubro, acumulando US$83,3 bilhões nos últimos doze meses, ou 4,14% do PIB.

A conta de serviços registrou deficit de US$2,7 bilhões em outubro, 2,7% menor em relação ao mesmo mês do ano anterior. A despesa líquida com viagens internacionais totalizou US$1,2 bilhão, 18,9% superior à registrada em outubro de 2016, resultado do crescimento dos gastos de residentes no Brasil em viagens ao exterior, 15,2%, enquanto observou-se aumento de 6,7% das receitas auferidas em viagens ao País. A conta de aluguel de equipamentos apresentou deficit de US$1,3 bilhão em outubro, recuo de 21,1% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.

A despesa líquida na conta de renda primária atingiu US$2,8 bilhões no mês, diminuição de 8,0% comparativamente a outubro de 2016. A despesa líquida com juros alcançou US$1,3 bilhão, 8,7% abaixo do ocorrido em período correspondente do ano anterior. A despesa líquida de lucros e dividendos totalizou US$1,5 bilhão no mês, 7,1% menor quando comparada à observada em outubro de 2016.

No mês, a conta de renda secundária registrou ingresso líquido de US$216 milhões, comparativamente a US$330 milhões observados em outubro do ano passado.

O fluxo líquido de investimentos diretos no exterior atingiu US$496 milhões no mês, e US$3,4 bilhões no período de janeiro a outubro, ante US$7,7 bilhões ocorridos nos dez meses iniciais de 2016.

Em outubro, o ingresso líquido de investimento direto no país (IDP) atingiu US$8,2 bilhões, dos quais US$5,9 bilhões em participação no capital, e US$2,4 bilhões em operações intercompanhia. Nos dez primeiros meses de 2017 o ingresso líquido de IDP acumula US$60,0 bilhões, 9,3% acima do ocorrido em intervalo similar, em 2016.

Os passivos de investimentos em carteira proporcionaram ingressos líquidos de US$2,3 bilhões no mês, destacando-se a entrada líquida de US$2,3 bilhões em títulos de renda fixa. O ingresso líquido em fundos de investimento somou US$283 milhões, e houve resgate líquido de US$339 milhões em ações. A República emitiu o Global 28 no mercado internacional, US$3 bilhões, e aceitou como pagamento títulos de sua própria emissão, em circulação no mercado secundário, cujo valor de mercado somou US$2,1 bilhões. O ingresso líquido decorrente de títulos negociados no mercado doméstico somou US$1,5 bilhão em outubro, e saídas líquidas próximas a zero, apenas US$34 milhões, no acumulado do ano.

O passivo de outros investimentos registrou ingressos líquidos de US$760 milhões em outubro, dos quais saídas líquidas de US$743 milhões em empréstimos e entradas líquidas de US$1,6 bilhão decorrente de créditos comerciais e adiantamentos.


II - Reservas internacionais

As reservas internacionais totalizaram US$380,4 bilhões em outubro de 2017, redução de US$894 milhões em relação à posição de setembro. A receita de remuneração das reservas somou US$349 milhões em outubro, enquanto as variações por preços e por paridades reduziram o estoque em US$144 milhões e em US$1,2 bilhão, na ordem.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para outubro de 2017 totalizou US$320,7 bilhões, elevação de US$5,8 bilhões em relação ao estoque de junho de 2017. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$260,6 bilhões, aumento de US$1,7 bilhão, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$60 bilhões, aumento de US$4,1 bilhões no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo, destacam-se desembolsos líquidos de títulos do governo e do setor financeiro, US$3,4 bilhões, e amortizações de empréstimos de outros setores, US$2 bilhões. Adicionalmente, a variação de preços de títulos de dívida do governo geral contribuiu para elevar esse estoque em US$693 milhões. A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada principalmente pelos desembolsos líquidos de empréstimos do setor financeiro, US$4,1 bilhões.