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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 20.12.2016

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I - Balanço de pagamentos - Novembro de 2016

Em novembro, as transações correntes apresentaram deficit de US$878 milhões, acumulando, nos últimos doze meses, deficit de US$20,3 bilhões, equivalente a 1,12% do PIB. Na conta financeira, a expansão dos passivos superou o aumento dos ativos em US$652 milhões, destacando-se os ingressos líquidos de US$8,8 bilhões em investimentos diretos no país, a concessão líquida de US$4,3 bilhões em ativos de créditos comerciais, e as saídas líquidas de US$3,1 bilhões em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico.

A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$2,3 bilhões no mês, patamar semelhante ao observado em novembro de 2015. Na mesma base de comparação, recuaram as despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual apresentaram relativa estabilidade, enquanto as despesas líquidas com aluguel de equipamentos decresceram 11,0%. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$731 milhões, aumento de 44,9%, no mesmo período comparativo. As receitas e as despesas com viagens cresceram, respectivamente, 1,3% e 23,9%, relativamente a novembro de 2015.

As despesas líquidas de renda primária atingiram US$3,3 bilhões em novembro de 2016, aumento de 90,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As remessas líquidas de lucros e dividendos alcançaram US$2,0 bilhões, expansão de 125,1% em relação ao mês correspondente de 2015. As despesas líquidas de juros atingiram US$1,4 bilhão, aumento de 54,0%, na mesma base de comparação.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$271 milhões em novembro de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais atingiram US$90 milhões no mês, 1,4% inferiores ao ocorrido em novembro do ano anterior.

A constituição líquida de ativos de investimento direto no exterior atingiu de US$217 milhões em novembro de 2016, ante redução líquida de US$984 milhões observada em mesmo mês de 2015.

Os investimentos diretos no país somaram ingressos líquidos de US$8,8 bilhões, repercutindo fluxos positivos de US$6,9 bilhões em participação no capital, incluídas as entradas líquidas de US$636 milhões decorrentes de lucros reinvestidos, e créditos líquidos recebidos do exterior, US$1,9 bilhão, em operações intercompanhia. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país totalizaram US$78,9 bilhões, equivalentes a 4,38% do PIB.

Os passivos de investimentos em carteira registraram saídas líquidas de US$839 milhões em novembro, compostas por entradas líquidas em ações e fundos, US$194 milhões, saídas em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, US$3,1 bilhões, e ingressos líquidos em títulos de renda fixa negociados no mercado externo, US$2,1 bilhões. A taxa de rolagem para títulos de longo prazo, negociados do mercado externo, situou-se em 310%, contribuindo para que a taxa de rolagem total, incluindo empréstimos diretos de longo prazo, atingisse 190% em novembro.

Os outros investimentos ativos registraram aumento de US$8,0 bilhões, compreendendo, dentre outros, concessão de US$4,3 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, e expansão de US$3,5 bilhões em depósitos de bancos brasileiros mantidos no exterior.

Os outros investimentos passivos apresentaram entradas líquidas de US$1,3 bilhão. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$1,8 bilhão, concentrados em operações de curto prazo. As amortizações líquidas de empréstimos de longo prazo e de curto prazo alcançaram, na ordem, US$329 milhões e US$77 milhões.


II - Reservas internacionais

As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$372,8 bilhões em novembro de 2016, redução de US$2,7 bilhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra recuou US$700 milhões, comparado à posição de outubro de 2016. A receita de remuneração das reservas somou US$247 milhões em novembro, enquanto as variações por preços e por paridades contribuíram para reduzir o estoque em US$1,6 bilhão e em US$1,4 bilhão, respectivamente. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$365,6 bilhões em novembro, redução mensal de US$2,0 bilhões.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para novembro de 2016 totalizou US$333,8 bilhões, redução de US$4,5 bilhões em relação ao estoque de setembro de 2016. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$267,7 bilhões, redução de US$4,6 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo permaneceu estável em US$66,1 bilhões, no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se as reduções de estoque provocadas por variação cambial, US$2,2 bilhões, e por recuo nos de preços dos títulos do governo, outros US$2,2 bilhões.