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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 23.8.2017

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I - Balanço de pagamentos - Julho de 2017

Em julho, as transações correntes apresentaram deficit de US$3,4 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, deficit de US$ 13,8 bilhões, equivalente a 0,71% do PIB. Na conta financeira, a ampliação dos passivos superou o incremento dos ativos em US$3,0 bilhões, destacando-se o ingresso líquido US$4,1 bilhões em investimentos diretos no país, que acumularam US$84,5 bilhões nos doze meses encerrados em julho, ou 4,37% do PIB.

A conta de serviços registrou deficit de US$3 bilhões em julho, elevação de 31% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$1,4 bilhão, 60,7% superiores às registradas em julho de 2016, resultado de elevação de 38% nos gastos em viagens ao exterior, e redução de 5,5% nas receitas auferidas em viagens ao país. A conta de aluguel de equipamentos apresentou deficit de US$1,1 bilhão em julho, diminuição de 26,2% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.

As despesas líquidas de renda primária alcançaram US$6,6 bilhões no mês, acréscimo de 6,3% com relação a julho de 2016. As despesas líquidas com juros alcançaram US$4,5 bilhões, 1,6% abaixo do ocorrido no mesmo mês do ano anterior. As remessas líquidas de lucros e dividendos totalizaram US$2,1 bilhões no mês, aumento de 28,9% quando comparadas às observadas em julho de 2016.

No mês, a conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$144 milhões, 36,2% inferiores ao observado em julho do ano passado. As transferências pessoais enviadas ao exterior superaram aquelas recebidas do exterior em US$2 milhões.

Os fluxos líquidos de investimentos diretos no exterior atingiram US$502 milhões no mês, e US$1,4 bilhão no período de janeiro a julho, ante US$6,6 bilhões ocorridos no mesmo período de 2016.

Os investimentos diretos no país totalizaram ingressos líquidos de US$4,1 bilhões no mês (ingressos de US$2,6 bilhões em participação no capital e de US$1,5 bilhão em operações intercompanhia), e US$40,4 bilhões de janeiro a julho de 2017, 18,6% acima do ocorrido no mesmo intervalo de 2016.

Os passivos de investimentos em carteira somaram ingresso líquido de US$3,7 bilhões no mês, incluindo aplicações líquidas de US$ 1,6 bilhão em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, e US$2,2 bilhões em ações e fundos de investimento. Os títulos negociados no mercado externo registraram amortizações líquidas de US$282 milhões em julho.

Os passivos de outros investimentos totalizaram amortizações líquidas de US$223 milhões em julho, incluindo ingresso líquido de US$1,5 bilhão em créditos comerciais e adiantamentos, e amortizações líquidas de US$1,4 bilhão em empréstimos.


II - Reservas internacionais

Em julho, com o retorno de US$1,2 bilhão ao Banco Central, e zeragem do estoque de linhas com recompra, as reservas internacionais totalizaram US$381 bilhões, tanto no conceito liquidez como no conceito caixa. Contribuíram para a elevação do estoque, as receitas de remuneração das reservas, US$330 milhões, e as variações por preços e paridades, US$130 milhões e US$2,1 bilhões, respectivamente.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para julho de 2017 totalizou US$306,1 bilhões, redução de US$8,2 bilhões em relação ao estoque de março de 2017. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$259,9 bilhões, redução de US$1,8 bilhão, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$46,2 bilhões, redução de US$6,3 bilhões no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo, destacaram-se os desembolsos de títulos do setor financeiro, US$1,3 bilhão, as amortizações de empréstimos de outros setores, US$3,7 bilhões, e de títulos do governo, US$763 milhões, e elevação decorrente de variação cambial, US$1,3 bilhão. Com relação ao curto prazo destacaram-se as amortizações de empréstimos tomados pelo setor financeiro, US$5,2 bilhões, e por outros setores, US$1,3 bilhão.