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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 24.6.2014

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I - Balanço de pagamentos - Maio de 2014

O balanço de pagamentos registrou superavit de US$1,7 bilhão em maio. As transações correntes foram deficitárias em US$6,6 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, saldo negativo de US$81,9 bilhões, equivalente a 3,61% do PIB. A conta financeira foi superavitária em US$7,4 bilhões, destacando-se os ingressos líquidos em investimentos estrangeiros em carteira e diretos, na ordem, US$6,3 bilhões e US$6 bilhões.

A conta de serviços apresentou deficit de US$4,5 bilhões no mês, elevação 4,6%, na comparação com o resultado de maio do ano anterior. As despesas líquidas com transportes recuaram 12,5%, na mesma base de comparação, atingindo US$823 milhões. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$1,7 bilhão, crescimento de 2,1%, comparativamente ao ocorrido em maio de 2013. Os gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior registraram elevação de 2% enquanto as despesas de viajantes estrangeiros ao Brasil cresceram 1,8%. Destacaram-se os aumentos nas despesas líquidas com aluguel de equipamentos, 21,7%, royalties e licenças, 21,2%; e serviços de computação e informações, 7,8%.

As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$2,9 bilhões no mês, recuo de 2% na comparação com maio de 2013. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$2,4 bilhões, estáveis na comparação com o mês correspondente do ano anterior. As despesas líquidas de juros somaram US$599 milhões, recuo de 8,7% no mesmo período comparativo. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$1,8 bilhão, elevação de 49,9% em comparação ao observado em maio de 2013. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira somaram US$824 milhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, US$798 milhões, e de juros de títulos de renda fixa, US$26 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$300 milhões, redução de 20,2% comparado ao mês equivalente do ano anterior.

As transferências unilaterais registram ingressos líquidos de US$70 milhões, ante US$161 milhões em maio de 2013. O ingresso bruto de manutenção de residentes somou US$147 milhões, recuo de 9,5% no mesmo período comparativo.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior somaram aplicações líquidas de US$2,6 bilhões, compreendendo US$4,7 bilhões em aquisição de participação no capital de empresas no exterior, enquanto os ingressos líquidos provenientes de empréstimos intercompanhias registraram retornos de US$2,1 bilhões.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$6 bilhões. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País atingiram US$4,6 bilhões, enquanto os desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias totalizaram US$1,4 bilhão. Nos doze meses encerrados em maio, os ingressos líquidos de IED somaram US$66,5 bilhões, equivalentes a 2,93% do PIB.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram entradas líquidas de US$6,3 bilhões em maio, compostos por ingressos líquidos de US$6,6 bilhões em ações, e saídas líquidas de US$279 milhões em títulos de renda fixa. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País somaram saídas líquidas de US$32 milhões. As amortizações líquidas de bônus públicos negociados no exterior somaram US$57 milhões, integralmente no âmbito do programa de recompras em mercado secundário. As saídas líquidas de notes e commercial papers atingiram US$189 milhões no mês, com desembolsos de US$411 milhões e amortizações de US$600 milhões. Não houve operações em títulos de renda fixa de curto prazo negociados no exterior.

Os outros investimentos brasileiros no exterior apresentaram aplicações líquidas de US$4,2 bilhões, compreendendo, dentre outros, redução de US$1,5 bilhão no saldo de depósitos mantidos por bancos brasileiros no exterior, e expansão de US$2 bilhões nos depósitos mantidos por empresas não financeiras. As concessões líquidas de empréstimos e créditos comerciais de curto prazo ao exterior atingiram US$3,8 bilhões no mês.

Os outros investimentos estrangeiros no País somaram ingressos líquidos de US$2,2 bilhões. O crédito comercial registrou ingressos líquidos de US$550 milhões, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos totalizaram ingressos líquidos de US$1,7 bilhão, destacando-se os desembolsos líquidos de empréstimos diretos, US$1,2 bilhão.


II - Reservas internacionais

As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$379,2 bilhões em maio, elevação de US$735 milhões em relação ao mês anterior. Em maio, o estoque de linhas com recompra atingiu US$10,4 bilhões, recuo de US$1,3 bilhão em relação à posição de abril. A receita de remuneração das reservas somou US$267 milhões. As variações por preços aumentaram o estoque em US$823 milhões, enquanto as variações por paridades provocaram redução de US$522 milhões. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$368,8 bilhões em maio, aumento de US$2 bilhões em relação ao mês anterior.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para maio totalizou US$326,7 bilhões, acréscimo de US$6,5 bilhões em relação ao montante apurado para março de 2014. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$288,6 bilhões, elevação de US$6,5 bilhões, enquanto o estoque de curto prazo manteve-se estável em US$38,1 bilhões.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo, destacaram-se os desembolsos líquidos de empréstimos de longo prazo tomados pelos setores financeiro e não financeiro, US$1,9 bilhão e US$2,5 bilhões, na ordem, e emissão líquida de títulos de longo prazo pelo governo, US$1,3 bilhão.