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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 26.9.2017

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I - Balanço de pagamentos - agosto de 2017

As transações correntes apresentaram deficits de US$ 302 milhões em agosto, e de US$ 13,5 bilhões nos últimos doze meses, equivalentes a 0,68% do PIB. Na conta financeira, o ingresso líquido de investimentos diretos no País somou US$ 5,1 bilhões em agosto, e US$ 82,5 bilhões no acumulado de doze meses, ou 4,18% do PIB.

A conta de serviços registrou deficit de US$ 2,9 bilhões em agosto, elevação de 30% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A despesa líquida com viagens internacionais totalizou US$ 1,3 bilhão, 87% superior à registrada em agosto de 2016, resultado de elevação de 35% nos gastos em viagens ao exterior, e redução de 24% nas receitas auferidas em viagens ao País. A conta de aluguel de equipamentos apresentou deficit de US$ 1,1 bilhão em agosto, diminuição de 18% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.

A despesas líquida na conta de renda primária alcançou US$ 2,9 bilhões no mês, acréscimo de 12% com relação a agosto de 2016. A despesa líquida com juros alcançou US$ 737 milhões, 10% abaixo do ocorrido no mesmo mês do ano anterior. A remessa líquida de lucros e dividendos totalizou US$ 2,2 bilhões no mês, aumento de 22% quando comparada à observada em agosto de 2016.

No mês, a conta de renda secundária registrou ingresso líquido de US$ 141 milhões, 34% inferior ao observado em agosto do ano passado. As transferências pessoais recebidas do exterior superaram as enviadas em US$ 5 milhões.

O fluxo líquido de investimentos diretos no exterior atingiu US$ 342 milhões no mês, e US$ 1,8 bilhão no período de janeiro a agosto, ante US$ 6,9 bilhões ocorridos no mesmo período de 2016.

O investimento direto no País totalizou ingresso líquido de US$ 5,1 bilhões no mês (US$ 3,8 bilhões em participação no capital e de US$ 1,3 bilhão em operações intercompanhia), e US$ 45,5 bilhões de janeiro a agosto de 2017, 10% acima do ocorrido no mesmo intervalo de 2016.

O ingresso líquido em passivo de investimentos em carteira somou US$ 398 milhões no mês, incluindo ingressos líquidos de US$ 1,2 bilhão em ações e fundos de investimento, e saída líquida de US$ 622 milhões em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico. A conta de títulos negociados no mercado externo registrou amortização líquidas de US$ 214 milhões em agosto.

Os fluxos de passivos de outros investimentos foram positivos em US$ 2,7 bilhões, aumento de 31% com relação ao mesmo mês do ano anterior. A conta de empréstimos passivos registrou ingresso líquido de US$ 428 milhões, ante saída líquida de US$ 127 milhões em agosto de 2016.


II - Reservas internacionais

As reservas internacionais nos conceitos caixa e liquidez totalizaram US$381,8 bilhões em agosto de 2017, aumento de US$815 milhões em relação ao mês anterior. Contribuíram para a elevação do estoque as receitas de remuneração das reservas, US$337 milhões, e as variações por preços, US$440 milhões. As variações por paridades contribuíram para a redução do estoque em US$114 milhões.


III - Dívida externa

O estoque de dívida externa bruta estimado para agosto de 2017 totalizou US$315,3 bilhões, aumento de US$409 milhões em relação à posição de junho de 2017. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$259,1 bilhões em agosto, aumento de US$222 milhões relativamente à junho, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$56,1 bilhões, aumento de US$188 milhões, no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação ocorrida da dívida externa de longo prazo entre junho e agosto, destacam-se os desembolsos de empréstimos do governo, US$239 milhões e as amortizações de empréstimos de bancos e de outros setores, US$1,1 bilhão e US$400 milhões, respectivamente. Contribuíram para elevar o estoque a variação cambial de longo prazo, US$976 milhões, e os preços dos títulos de dívida externa do governo geral, US$893 milhões.