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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 25.4.2017

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I - Balanço de pagamentos - Março de 2017

Em março, as transações correntes apresentaram superavit de US$1,4 bilhão, determinado por expressivo saldo comercial. Foi o melhor resultado para meses de março, desde 2005. Nos doze meses encerrados em março, as transações correntes registraram deficit de US$20,6 bilhões, equivalente a 1,10% do PIB. Na conta financeira, os ingressos líquidos de investimentos diretos no país somaram US$7,1 bilhões no mês, acumulando US$85,9 bilhões nos últimos doze meses, ou 4,62% do PIB.

A conta de serviços registrou deficit de US$2,5 bilhões em março, diminuição de 13,1% com relação ao mesmo mês do ano anterior. As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$ 880 milhões, acréscimo de 26,8% comparadas ao resultado de março de 2016, derivado principalmente de elevação de 18,5% nos gastos em viagens ao exterior. A conta de aluguel de equipamentos apresentou deficit de US$1,6 bilhão em março, redução de 8,5% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.

As despesas líquidas de renda primária totalizaram US$3,2 bilhões no mês, incremento de 30,8% com relação a março de 2016. As despesas líquidas com juros atingiram US$1,3 bilhão, 27,5% acima do ocorrido em março do ano anterior. As remessas líquidas de lucros e dividendos somaram US$1,9 bilhão no mês, aumento de 32,7% quando comparadas aos fluxos observados em março de 2016.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$178 milhões, recuo de 25,8% em relação a março do ano anterior. As receitas brutas em transferências pessoais totalizaram US$235 milhões, elevação de 14,4% na comparação com março de 2016.

Os investimentos diretos no exterior apresentaram regressos líquidos de US$12 milhões no mês. No primeiro trimestre, a conta soma aplicações líquidas de US$705 milhões, 52,3% inferiores aos investimentos ocorridos em período correspondente do ano anterior.

Os investimentos diretos no país totalizaram ingressos líquidos de US$7,1 bilhões no mês, aumento de 27,9% com relação ao mesmo mês do ano anterior, destacando-se ingressos líquidos de US$4,2 bilhões na modalidade participação no capital. Os ingressos líquidos de empréstimos intercompanhia somaram US$2,9 bilhões em março.

Os passivos de investimento em carteira registraram saídas líquidas de US$1,4 bilhão no mês, com destaque para fluxos líquidos negativos em ações, US$2,9 bilhões. Os títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico apresentaram saídas líquidas de US$59 milhões, enquanto aqueles negociados no mercado externo propiciaram ingressos líquidos de US$881 milhões, incluída a reabertura de bônus soberano, Global 2026, US$1,1 bilhão em valor de mercado.

As aplicações líquidas de outros investimentos ativos totalizaram US$6,9 bilhões no mês, destacando-se constituição líquida de depósitos no exterior, US$4,1 bilhões, e US$2,7 bilhões em concessões líquidas de créditos comerciais e adiantamentos.

Em março, houve captação líquida de US$1,6 bilhão em passivos de outros investimentos, composto por ingresso líquido de US$2,1 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, e saídas líquidas de US$345 milhões em empréstimos.


II - Reservas internacionais

Em março de 2017, as reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$375,3 bilhões, redução de US$20 milhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra atingiu US$5,2 bilhões, recuo de US$1,2 bilhão, comparativamente à posição de fevereiro. A receita de remuneração das reservas somou US$314 milhões no em março, enquanto as variações por preços e paridades contribuíram para modificar o estoque com reduções de US$454 milhões e US$47 milhões, na ordem. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$370,1 bilhões em março, aumento de US$1,1 bilhão em relação ao mês anterior.



III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para março de 2017 totalizou US$313,7 bilhões, redução de US$7,6 bilhões em relação à posição de dezembro de 2016. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$263,6 bilhões, redução de US$1,4 bilhão no mesmo período comparativo, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$50,1 bilhões, recuo de US$6,3 bilhões.

Dentre os determinantes de variação da dívida externa de longo prazo, destacaram-se as amortizações de US$2,5 bilhões, US$1,3 bilhão e US$1,1 bilhão, respectivamente, de empréstimos tomados por outros setores, títulos emitidos por empresas não financeiras, e bônus da República. Adicionalmente, o estoque cresceu US$587 milhões devido a variações cambiais, e US$1,8 bilhão por elevação de preço dos títulos soberanos. A retração da dívida externa de curto prazo decorreu, principalmente, de amortizações líquidas de US$6,1 bilhões em empréstimos contraídos pelo setor financeiro.