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NOTA PARA A IMPRENSA - março/2012 arquivo de transferência (ZIP - 1,7 Mb)

I. Operações de mercado aberto e de swap cambial


Em março, o Banco Central tomou recursos semanalmente por meio de leilões de venda de títulos com compromisso de recompra em seis meses. Nas operações liquidadas no mês, foram vendidas NTN-F, LTN e NTN-B, nos percentuais de 42,0%, 36,4% e 21,7%, respectivamente. O volume financeiro dessas vendas atingiu R$14,9 bilhões, enquanto as recompras decorrentes de operações anteriores foram de R$20,1 bilhões, o que resultou em um impacto monetário expansionista de R$5,2 bilhões. Com isso, o saldo em mercado dessas operações, atualizado pelas taxas contratadas, passou de R$147,0 bilhões, em 29 de fevereiro, para R$143,0 bilhões, em 30 de março. No mesmo período, o prazo médio a decorrer caiu de 67 para 60 dias úteis.

Na administração da liquidez bancária de curto prazo, o Banco Central tomou recursos no overnight em todos os dias úteis do mês. O volume financeiro médio dessas intervenções alcançou R$55,8 bilhões e a taxa máxima aceita foi de 10,40% a.a. ou de 9,65% a.a. O Banco Central efetuou também, em 8, 12, 19 e 26 de março, intervenções tomadoras de recursos de prazos de 29, 27, 22 e 17 dias úteis e montantes de R$239,0 bilhões, R$ 30,0 bilhões, R$12,7 bilhões e R$3,3 bilhões, respectivamente, à taxa máxima aceita de 9,72% a.a.

No mês, não ocorreram operações de nivelamento.

Em 27 de março, o Banco Central realizou leilão de swap cambial reverso. Foram firmados 13.000 contratos de vencimento em 1/6/2012, à taxa de 0,5599% a.a., e 28.200 contratos de vencimento em 2/7/2012, à taxa de 0,6383% a.a., totalizando US$2,1 bilhões. No último dia do mês, a posição líquida ativa em câmbio relativa às operações de swap atingiu US$3,1 bilhões.


II. Negociação no mercado secundário de títulos federais registrados no Selic


Em março, o volume de operações definitivas entre instituições de mercado com títulos públicos federais custodiados no Selic aumentou 5,7% em relação ao mês anterior, totalizando R$17,1 bilhões e 1.982 operações por dia, em média.

As operações com títulos de rentabilidade prefixada, LTN e NTN-F, cresceram 12,4% em relação ao mês anterior, totalizando R$8,0 bilhões, ou 47,0% no total do mercado. No segmento de títulos atualizados por índice de preços, o giro diário médio elevou-se em 8,2%, para R$5,9 bilhões, o que representou 34,7% do volume total de operações definitivas. Por outro lado, no segmento de títulos de rentabilidade atrelada à taxa Selic, os negócios diminuíram 11,7% em relação a fevereiro, tendo sido responsáveis por um volume financeiro diário médio de R$3,1 bilhões, equivalente a 18,3% do mercado secundário.

O título mais negociado em volume financeiro no mercado secundário foi a LTN de vencimento em 1º/7/2012, com a média de R$1,8 bilhão por dia, o que significou 10,5% de todo o mercado. A seguir, figuraram as NTN-B de vencimento em 15/8/2014 e em 15/8/2016, com médias diárias de R$1,6 bilhão e de R$1,3 bilhão, respectivamente. O título que registrou a maior quantidade de transações em todo o mercado secundário foi a LFT de vencimento em 7/3/2013, com a média de 239 operações por dia.

O volume financeiro diário médio das operações contratadas a termo aumentou 28,4%, alcançando R$6,9 bilhões em março, ante R$5,4 bilhões em fevereiro. O giro no segmento de títulos de rentabilidade prefixada cresceu 22,0%, com o volume atingindo R$3,9 bilhões e o de títulos atualizados por índice de preços ampliou-se em 37,6% em relação ao mês anterior, alcançando R$3,0 bilhões. A NTN-B de vencimento em 15/8/2014 foi o título mais negociado a termo, com o volume financeiro de R$850,0 milhões e participação de 12,3% no total desse mercado.

As operações compromissadas, excluídas as realizadas com o Banco Central (vide Tabela 36 - Volume de operações com títulos federais no mercado secundário), alcançaram médias diárias de R$535,6 bilhões e de 5.255 operações. As operações intradia apresentaram médias diárias de R$2,7 bilhões e de 17 operações.

As operações overnight corresponderam a 97,3% do total das operações compromissadas, com médias diárias de R$520,9 bilhões e de 5.181 operações. As operações de prazo superior a um dia e com livre movimentação do título objeto registraram médias diárias de R$546,9 milhões e de 12 operações. No caso daquelas em que não é facultada a livre movimentação do título, essas médias foram de R$11,5 bilhões e de 44 transações.

O volume diário médio das operações definitivas com corretagem subiu 22,0% em relação ao mês anterior, para R$7,4 bilhões, e sua participação no total de operações definitivas passou de 37,4% para 43,2%. Em março, o menor volume de negociação foi de R$2,8 bilhões, no dia 27, e o maior, de R$10,0 bilhões, no dia 9.

Considerando-se apenas os títulos de rentabilidade prefixada, o volume financeiro diário das operações definitivas com corretagem subiu para R$3,6 bilhões em março, contra R$2,8 bilhões em fevereiro. A quantidade de operações passou de 93 para 102 por dia, em média. Da mesma forma, a participação dessa modalidade de negócio sobre o total das operações definitivas com títulos de remuneração prefixada elevou-se de 39,3% para 45,0%.

Para os títulos atrelados a índice de preços, o volume de operações definitivas com corretagem foi de R$2,5 bilhões, equivalendo a 42,9% do mercado de NTN-B e NTN-C.

A NTN-B de vencimento em 15/8/2014, que registrou em março uma média diária de R$731,0 milhões em negócios com corretagem, ou 46,2% do total das suas operações definitivas, foi o título mais transacionado nessa modalidade.

O volume financeiro das operações compromissadas com corretagem atingiu a média diária de R$2,7 bilhões.