| Com a edição das Resoluções 3.040, em 2002, e 3.106, em 2003, o acesso de novos agentes no SFN passou a depender da análise de elementos que permitam a aferição da consistência de cada projeto e do risco a ser assumido pelos controladores, comprovada por meio de planos de negócio contendo estudos de viabilidade econômico-financeira e definição de padrões de governança, seguindo as melhores práticas adotadas internacionalmente.
O aperfeiçoamento de métodos e processos de trabalho voltados para a análise de projetos de acesso ao SFN ou de reorganização societária ganhou então mais relevância no âmbito do Banco Central do Brasil, presentes aspectos importantes como o aumento da transparência, com ganhos para a sociedade, e o melhor cumprimento de sua missão. Dentro dessa ótica, iniciativas de interação com os diversos agentes econômicos envolvidos com o tema têm se revelado eficazes nos esforços com vistas à melhoria na qualidade do trabalho e na correção de rumos.
De parte dos agentes econômicos - principalmente consultorias externas e entidades de classe representativas dos diversos segmentos do SFN - o tema desperta interesse, não apenas pela necessidade de cumprimento de exigências regulamentares, mas também porque essas iniciativas de debate representam ganhos reais em termos de custos e de eficiência.
Em razão disso, o Banco Central promoveu, dia 30 de novembro, o II Seminário Banco Central sobre Acesso ao Sistema Financeiro, evento que se constitui em ótima oportunidade para atualização de conhecimentos e aperfeiçoamento dos processos de trabalho, presente o debate sobre os vários questionamentos, modelos, fontes de informação e motivações que conduziram ao atual marco regulatório.
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