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Política Monetária e Operações de Crédito do SFN

NOTA PARA A IMPRENSA - 26.11.2014

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro
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Operações de crédito do sistema financeiro

O estoque total de crédito do sistema financeiro alcançou R$2.926 bilhões em outubro, com crescimentos de 0,8% no mês e 12,2% em doze meses, ante elevações respectivas de 1,3% e 11,7% em setembro. Como resultado, a relação crédito/PIB alcançou 57,3%, comparativamente a 57,2% em setembro e a 54,7% em outubro do ano passado. A elevação mensal foi determinada pelos acréscimos respectivos de 1,3% e 0,4% nas carteiras de pessoas físicas e de pessoas jurídicas, destacando-se a expansão do crédito direcionado em ambos os segmentos.

O saldo de crédito livre alcançou R$1.538 bilhões, após expansões de 0,2% no mês e 4,9% em doze meses, sendo o crescimento mensal concentrado nas modalidades de pessoas físicas, com variação de 0,7% e saldo de R$773 bilhões, destacando-se o crédito consignado e o cartão de crédito à vista. O saldo de pessoas jurídicas, R$765 bilhões, recuou 0,2%, com reduções notadamente em descontos de duplicatas e empréstimos de capital de giro de curto prazo. Os adiantamentos sobre contratos de câmbio apresentaram o crescimento mais expressivo no mês. O crédito direcionado totalizou R$1.388 bilhões em outubro, com elevações de 1,5% no mês e 21,5% em doze meses, sustentadas, em particular, pelos financiamentos imobiliários para pessoas físicas e para investimentos com recursos do BNDES, para pessoas jurídicas.

O crédito ao setor privado, compreendendo operações com recursos livres e direcionados, alcançou R$2.739 bilhões em outubro, registrando expansão de 0,8% no mês, com destaque para as contratações das famílias. O saldo dos financiamentos imobiliários, vinculados às finalidades de construção e aquisição, cresceu 2,2%, totalizando R$485 bilhões e correspondendo a 9,5% do PIB, comparativamente a 8% em outubro de 2013. O crédito rural, influenciado pela maior demanda por investimento agrícola por parte das pessoas físicas, elevou-se 0,4% no mês, somando R$249 bilhões. No crédito à indústria, saldo de R$534 bilhões e aumento de 0,4%, destacaram-se os ramos extrativo, de alimentos e bebidas, e de máquinas e equipamentos. O volume de empréstimos para o comércio cresceu 0,5%, impulsionado por operações destinadas ao segmento atacadista, enquanto no segmento de outros serviços, aumento de 0,2%, sobressaíram os créditos às atividades relacionadas a serviços financeiros. O saldo dos financiamentos para o setor público totalizou R$187 bilhões, após expansão de 1,6% no mês, resultado do acréscimo de 1,7% no crédito a estados e municípios e de 1,4% nas operações destinadas ao governo federal.


I.1 - Taxas de juros e inadimplência

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as contratações com recursos livres e direcionados, atingiu 21,3% a.a. em outubro, após aumentos de 0,3 p.p. no mês e 1,5 p.p. em doze meses. O custo médio do crédito livre situou-se em 32,8% a.a., com avanços de 0,9 p.p. no mês e 3,8 p.p. em doze meses. No crédito direcionado, a taxa média alcançou 7,9% a.a., após retração de 0,2 p.p. no mês e crescimento de 0,5 p.p. em doze meses.

No segmento de pessoas físicas, o custo médio subiu 0,6 p.p. no mês e 1,9 p.p. em doze meses, situando-se em 28,1% a.a. Nas contratações com recursos livres, elevação mensal de 1,2 p.p., a taxa alcançou 44% a.a. No crédito direcionado, o custo médio das operações com as famílias subiu 0,1 p.p. no mês, atingindo 8% a.a.

Nos empréstimos às empresas, a taxa média de juros alcançou 15,9% a.a., após elevações de 0,1 p.p. no mês e de 1,1 p.p. em doze meses. Nas operações com recursos livres, a taxa média subiu 0,6 p.p. no mês, atingindo 23,4% a.a., enquanto, no crédito direcionado, reduziu-se 0,4 p.p. no mesmo período, situando-se em 7,9% a.a.

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados aumentou 0,1 p.p. no mês e 1,2 p.p. em doze meses, alcançando 12,8 p.p. Os indicadores relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas alcançaram 19,2 p.p. e 7,7 p.p., respectivamente. No crédito livre, o spread elevou-se 0,5 p.p. no mês, atingindo 21,3 p.p., enquanto, no crédito direcionado, alcançou 2,8 p.p., com retração de 0,2 p.p.

A inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, com recursos livres e direcionados e referente a atrasos superiores a noventa dias, recuou 0,1 p.p. no mês e 0,3 p.p, em doze meses, situando-se em 2,9%. A taxa permaneceu estável em 4,2% no crédito às famílias, enquanto, nas operações com pessoas jurídicas, situou-se em 1,9%, após recuo de 0,1 p.p. Nos segmentos livre e direcionado, a inadimplência diminuiu 0,2 p.p. e subiu 0,1 p.p. no mês, respectivamente, situando-se em 4,8% e 1%.


II - Evolução dos agregados monetários

A base monetária apresentou saldo médio diário de R$234,2 bilhões em outubro, após elevações de 1% no mês - acréscimos de 1,2% no papel-moeda emitido e de 0,3% nas reservas bancárias - e de 7,9% em doze meses.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da emissão monetária, destacaram-se as operações com títulos públicos federais, que incluem a atuação do Banco Central no ajuste da liquidez do mercado monetário, e os ajustes nas operações com derivativos, com impactos contracionistas de R$3,7 bilhões e R$6,8 bilhões, respectivamente. Em contraponto, os depósitos de instituições financeiras, que incluem os recolhimentos compulsórios, provocaram expansão de R$3 bilhões. O impacto referente aos títulos públicos correspondeu a vendas líquidas de R$55 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$51,3 bilhões no mercado primário.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) atingiu R$317 bilhões em outubro, com elevação mensal de 0,4%, resultante dos crescimentos de 0,6% no papel-moeda em poder do público e de 0,2% nos depósitos à vista. A expansão acumulada do M1 em doze meses alcançou 4,8%.

O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1, mais depósitos de poupança e títulos privados, aumentou 0,1% em outubro, totalizando R$2,1 trilhões. O montante dos depósitos de poupança alcançou R$647,5 bilhões, com crescimento mensal de 0,3% e captações líquidas de R$540 milhões, enquanto o saldo dos títulos privados somou R$1,1 trilhão, recuando 0,1% no mês, após resgates líquidos de R$8,8 bilhões em depósitos a prazo.

O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 0,6% no mês, atingindo R$4,2 trilhões, reflexo do aumento de 1,2% no saldo das quotas de fundos de renda fixa, que alcançou R$2 trilhões. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevação de 1,2% no mês, influenciado pelo saldo dos títulos federais, que avançou 5,3% na comparação com setembro, totalizando R$707 bilhões. Nos últimos doze meses, o M4 cresceu 12,9%, alcançando R$4,9 trilhões.