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Política Monetária e Operações de Crédito do SFN

NOTA PARA A IMPRENSA - 25.6.2014

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro
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I - Operações de crédito do sistema financeiro

O saldo total de empréstimos e financiamentos, incluindo recursos livres e direcionados, alcançou R$2.804 bilhões em maio, após elevações de 1% no mês e 12,7% em doze meses, correspondendo a 56,1% do PIB, ante 56% em abril e 54,5% em maio de 2013. Os créditos a pessoas físicas totalizaram R$1.311 bilhões, crescendo 1,3% no mês e 14,7% em doze meses, e os destinados a pessoas jurídicas, R$1.493 bilhões, expandindo-se 0,7% e 11,1%, nos mesmos períodos.

O saldo das operações com recursos livres, correspondendo a 54% da carteira total do sistema financeiro, alcançou R$1.513 bilhões em maio, com variações de 0,7% no mês e 5,7% em doze meses. O resultado mensal traduziu a elevação de 0,7% na carteira de pessoas jurídicas e de 0,6% na de pessoas físicas, totalizando, respectivamente, R$757 bilhões e R$756 bilhões. No segmento corporativo, destacaram-se os crescimentos em capital de giro, adiantamentos sobre contratos de câmbio e financiamentos a exportações, enquanto nas operações com famílias, a variação foi impulsionada, principalmente, pelos aumentos no crédito consignado e no cartão de crédito à vista.

O crédito direcionado atingiu saldo de R$1.291 bilhões em maio, ao crescer 1,3% no mês e 22,3% em doze meses. Os financiamentos a pessoas físicas elevaram-se 2,2% no mês, com saldo de R$554 bilhões, mantendo desempenho expressivo os financiamentos imobiliário e rural. Os créditos direcionados para empresas somaram R$737 bilhões, após aumento mensal de 0,6%, influenciado pelas variações nas carteiras de imobiliário com taxas de mercado e financiamentos para investimentos com recursos do BNDES.

Consideradas as operações com recursos livres e direcionados, os empréstimos ao setor privado avançaram 1% no mês, situando-se em R$2.636 bilhões em maio. O crédito imobiliário para as pessoas físicas e jurídicas mostrou expansão de 2,5% no mês e 30,9% em doze meses, ao atingir saldo de R$440 bilhões, equivalente a 8,8% do PIB, ante 7,4% em maio de 2013. Os créditos para a indústria, impulsionados pelos ramos de alimentos e bebidas e construção, somaram R$522 bilhões, elevando-se 0,9% no mês. O crédito rural cresceu 1,8% no mês e 33,3% em doze meses, alcançando R$236 bilhões.


Taxas de juros e inadimplência

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, consideradas as operações com recursos livres e direcionados, atingiu 21,4% a.a. em maio, avançando 0,3 p.p. no mês e 3,3 p.p. em doze meses. No crédito com recursos livres, o custo médio elevou-se para 32% a.a., após aumentos de 0,3 p.p. no mês e de 6,2 p.p. em relação a maio de 2013. No segmento com recursos direcionados, a taxa média alcançou 8,4% a.a., apresentando elevações de 0,4 p.p. e 1,5 p.p. nas mesmas bases de comparação.

Nos empréstimos a pessoas físicas, a taxa média de juros subiu 0,2 p.p. no mês e 3,9 p.p. em doze meses, ao registrar 27,9% a.a. No segmento com recursos livres, a taxa média situou-se em 42,5% a.a., após elevação mensal de 0,5 p.p. As operações com recursos direcionados apresentaram custo médio de 7,9% a.a., após aumento de 0,2 p.p. no mês.

Nos empréstimos às empresas, a taxa média alcançou 16,3% a.a., após elevações de 0,3 p.p. no mês e de 2,8 p.p. em doze meses. Nas operações com recursos livres, o custo médio elevou-se 0,1 p.p. no mês, situando-se em 23% a.a. No segmento com recursos direcionados, a taxa média atingiu 8,7% a.a., assinalando avanço de 0,4 p.p. no mês.

O spread bancário das operações de crédito, consideradas as operações com recursos livres e direcionados, alcançou 12,9 p.p. em maio, apresentando elevações de 0,4 p.p. no mês e de 1,7 p.p. em doze meses. Os spreads relativos aos segmentos de pessoas jurídicas e físicas atingiram 8,2 p.p. e 18,8 p.p., respectivamente.

A inadimplência do sistema financeiro, referente a operações com atrasos superiores a noventa dias, considerando-se as operações com recursos livres e direcionados, situou-se em 3,1%, com aumento de 0,1 p.p. no mês e redução de 0,5 p.p. em doze meses. A inadimplência situou-se em 4,5% no crédito às famílias e em 2% no crédito às empresas. Nas operações com recursos livres, o indicador alcançou 5%, após elevações de 0,2 p.p. nos empréstimos a pessoas físicas e a pessoas jurídicas, cujas taxas de inadimplência situaram-se em 6,7% e 3,5%, respectivamente, enquanto no crédito direcionado, manteve-se em 1,1%.


II - Evolução dos agregados monetários

A base monetária apresentou média dos saldos diários de R$222,9 bilhões em maio, recuando 1% no mês, mas elevando-se 7,2% em doze meses. A variação mensal refletiu a redução de 1,4% no papel-moeda emitido e o crescimento de 1,1% nas reservas bancárias.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da emissão monetária, destacaram-se as operações do Tesouro Nacional e os ajustes nas operações com derivativos, com impactos contracionistas respectivos de R$4,9 bilhões e R$2,2 bilhões. Contribuíram no sentido expansionista, as compras líquidas de divisas no mercado interbancário, R$3,4 bilhões, e a atuação do Banco Central no ajuste da liquidez do mercado monetário, com R$827 milhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) atingiu R$306,1 bilhões em maio, após retração mensal de 2%, correspondente aos declínios de 2,9% nos depósitos à vista e de 1% no papel-moeda em poder do público. O crescimento acumulado do M1 em doze meses situou-se em 5,3%.

O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos de poupança e títulos privados, registrou recuo de 0,1% em maio, totalizando R$2 trilhões. Essa variação refletiu, sobretudo, o decréscimo de 1,7% no saldo do M1. Os títulos privados permaneceram estáveis, alcançando R$1,1 trilhão, após resgates líquidos de R$2,6 bilhões em depósitos a prazo. O saldo dos depósitos de poupança cresceu 0,6%, somando R$620 bilhões, com captações líquidas de R$2,3 bilhões.

O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, expandiu-se 0,8% no mês, totalizando R$3,9 trilhões. O saldo das quotas de fundos de renda fixa cresceu 1,9% no período, atingindo R$1,8 trilhão, após captações líquidas de R$9,5 bilhões. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, apresentou elevação de 0,7% no mês e de 7,6% nos últimos doze meses, totalizando R$4,6 trilhões.