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Política Monetária e Operações de Crédito do SFN

NOTA PARA A IMPRENSA - 22.12.2014

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro
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Operações de crédito do sistema financeiro

O saldo total das operações de crédito, compreendendo recursos livres e direcionados, atingiu R$2.963 bilhões em novembro, com expansões de 1,3% no mês e 11,8% em doze meses, comparativamente a variações respectivas de 0,8% e 12,2% em outubro. Em decorrência, a relação crédito/PIB alcançou 58%, ante 57,6% no mês anterior e 55,1% em novembro de 2013. No mês, o crescimento resultou das variações de 1,6% na carteira das pessoas jurídicas e de 0,9% no saldo com pessoas físicas, ressaltando-se o comportamento sazonal do crédito livre para empresas.

A carteira de crédito com recursos livres totalizou R$1.553 bilhões em novembro, expansões de 0,9% no mês e 4,7% em doze meses. As operações destinadas a pessoas jurídicas registraram crescimento mais expressivo no mês (1,6%), atingindo R$779 bilhões, com destaque para capital de giro, conta garantida e outros créditos (notadamente aquisição de recebíveis). Os empréstimos a pessoas físicas somaram R$775 bilhões, acréscimos de 0,2% no mês e 4,9% em doze meses, influenciados pela evolução das carteiras de crédito consignado e cartão rotativo.

O crédito direcionado alcançou saldo de R$1.410 bilhões, aumento de 1,7% no mês e 20,7% em doze meses. As operações com empresas somaram R$795 bilhões, variação mensal de 1,5%, destacando-se a evolução no saldo dos financiamentos para investimentos com recursos do BNDES, parcialmente influenciada pela depreciação cambial do período. Os financiamentos para famílias alcançaram R$615 bilhões, expansão mensal de 1,9%, com variações mais expressivas nas carteiras habitacional e rural.

Considerando-se as operações de crédito por ramo de atividade econômica, o setor privado apresentou saldo de R$2.772 bilhões em novembro, variações de 1,2% no mês e 10,4% em doze meses. Destacaram-se, influenciadas por fatores sazonais, as elevações mensais nos empréstimos aos segmentos de comércio (2,4%); outros serviços (1,5%) e indústria (1,3%), atingindo, respectivamente, saldos de R$249 bilhões, R$440 bilhões e R$540 bilhões. O crédito imobiliário para pessoas físicas e jurídicas totalizou R$493 bilhões, com acréscimo mensal de 1,8%, passando a representar 9,7% do PIB, ante 9,5% em outubro e 8% em novembro de 2013. Os financiamentos concedidos ao setor público alcançaram R$192 bilhões, crescimento mensal de 2,3%, resultante das elevações respectivas de 2,6% e 1,9% nas operações com estados e municípios e com entidades do governo federal.


I.1 - Taxas de juros e inadimplência

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as contratações com recursos livres e direcionados, atingiu 21,3% a.a. em novembro, registrando estabilidade no mês e crescimento de 1,3 p.p. em doze meses. No crédito livre, o custo médio situou-se em 33% a.a., variação de 0,1 p.p. no mês e 3,6 p.p. em doze meses. No crédito direcionado, a taxa média manteve o patamar de 7,9% a.a. no mês, crescendo 0,4 p.p. em doze meses.

No segmento de pessoas físicas, o custo médio caiu 0,1 p.p. no mês e aumentou 1,9 p.p. em doze meses, situando-se em 28% a.a. Nas contratações com recursos livres, a taxa alcançou 44,2% a.a, após elevação mensal de 0,2 p.p. No crédito direcionado, o custo médio das operações com as famílias declinou 0,1 p.p. no mês, para 7,8% a.a.

Nos empréstimos às empresas, a taxa média de juros permaneceu estável no mês em 16% a.a., aumento de 0,8 p.p. em doze meses. Nas operações com recursos livres e direcionados, a taxa média cresceu 0,1 p.p. no mês, atingindo 23,5% a.a. e 8% a.a., respectivamente.

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados diminuiu 0,2 p.p. no mês e aumentou 1,1 p.p. em doze meses, situando-se em 12,6 p.p. Os indicadores relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas situaram-se em 18,9 p.p. e 7,6 p.p., respectivamente. No crédito livre, o spread declinou 0,2 p.p., fechando o mês em 21,2 p.p., enquanto no crédito direcionado, permaneceu estável em 2,8 p.p.

A inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, referente a atrasos superiores a noventa dias, permaneceu estável no mês e recuou 0,1 p.p. em doze meses, situando-se em 3%. No crédito às famílias, registrou-se nível de atrasos de 4,2%, redução mensal de 0,1 p.p., enquanto nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 2%. No segmento livre, a inadimplência diminuiu 0,1 p.p. no mês, situando-se em 4,9%, enquanto no direcionado permaneceu estável em 1%.


II - Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária situou-se em R$236 bilhões em novembro, com aumento de 0,8% no mês (crescimento de 1,1% no papel-moeda emitido e redução de 0,8% nas reservas bancárias) e de 6,5% em doze meses.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da emissão monetária, destacaram-se os depósitos de instituições financeiras, ao refletirem redução do percentual de encaixe obrigatório sobre poupança rural, de 18% para 13%; e os ajustes nas operações com derivativos, com impactos expansionistas respectivos de R$11,8 bilhões e R$8,7 bilhões. Esses impactos foram parcialmente neutralizados pelas operações com títulos públicos federais, contracionistas em R$8,1 bilhões, que refletiram colocações líquidas de R$24,5 bilhões no mercado primário e compras líquidas de R$16,4 bilhões no mercado secundário.

Os meios de pagamento restritos (M1) registraram saldo médio diário de R$319,3 bilhões em novembro e acréscimo mensal de 0,7%, resultante das elevações de 1,3% no papel-moeda em poder do público e de 0,1% nos depósitos à vista. A expansão acumulada do M1 em doze meses atingiu 4,2%.

O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos de poupança e títulos privados, registrou crescimento mensal de 1% em novembro, totalizando R$2,1 trilhões. Esse resultado refletiu os avanços de 4,5% no saldo do M1 e de 0,6% no saldo dos depósitos de poupança, que somaram R$653,7 bilhões, com captações líquidas de R$2,5 bilhões. Os títulos privados, com saldo de R$1,1 trilhão, mantiveram-se estáveis, a despeito de resgates líquidos de R$9,5 bilhões em depósitos a prazo.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, expandiu-se 1% no mês, totalizando R$4,3 trilhões, reflexo do crescimento do M2 e do saldo das quotas de fundos de renda fixa que avançou 0,8% em relação a outubro, somando R$2 trilhões. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, cresceu 1,4% no mês e 14,3% em 12 meses, totalizando R$5 trilhões.