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Setor Externo

NOTA PARA A IMPRENSA - 24.5.2016

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I - Balanço de pagamentos - Abril de 2016

Em abril, as transações correntes apresentaram superavit de US$412 milhões, acumulando, nos últimos doze meses, saldo negativo de US$34,1 bilhões, equivalente a 1,97% do PIB. Na conta financeira, as concessões líquidas superaram as captações líquidas em US$784 milhões, destacando-se o ingresso líquido de US$6,8 bilhões em investimento direto no país.

A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$2,5 bilhões no mês, redução de 27,3% na comparação com o resultado de abril de 2015. As despesas líquidas com transportes reduziram 57,2%, comparativamente ao ocorrido em mesmo mês do ano anterior, somando US$263 milhões. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$602 milhões, redução de 49,9%, na mesma base de comparação, resultado de aumento de 6,9% nas despesas de turistas estrangeiros no Brasil e recuo de 34,5% nos gastos de viajantes brasileiros ao exterior. A despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual cresceu 92,1% relativamente a abril de 2015.

As despesas líquidas de renda primária atingiram US$1,9 bilhão no mês, retração de 48,5% na comparação com abril de 2015. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$574 milhões, recuo de 75,7% ante mês correspondente do ano anterior, resultado de expansão de 114,4% nas receitas e retração de 49% nas despesas; enquanto as despesas líquidas de juros somaram US$1,4 bilhão, redução de 2,2% no período comparativo. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$996 milhões, 61,3% inferiores ao observado em mês equivalente do ano anterior. As despesas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$560 milhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, US$93 milhões; juros de títulos negociados no mercado externo, US$454 milhões; e juros de títulos negociados no mercado interno, US$13 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$656 milhões, elevação de 13,5% comparado a abril de 2015, enquanto as receitas de reservas aumentaram 21,9%.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$219 milhões em abril de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais atingiram US$93 milhões no mês, 48,6% acima do observado em abril do ano anterior.

Os investimentos diretos no exterior cresceram US$1,2 bilhão no mês, concentrados em participação no capital, e incluídos os reinvestimentos de lucros.

Em abril de 2016 os investimentos diretos no país alcançaram US$6,8 bilhões, dos quais US$4,8 bilhões em participação no capital, incluídos US$609 milhões decorrentes do reinvestimento de lucros, e US$2 bilhões em operações intercompanhia. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país somaram US$79,9 bilhões, equivalentes a 4,61% do PIB.

O regresso de investimentos em carteira ao Brasil atingiu US$1,1 bilhão no mês, com destaque para as vendas líquidas, no exterior, de US$1,2 bilhão em ações.

Os investimentos em carteira passivos registraram ingressos líquidos de US$662 milhões no mês, retração de US$6 bilhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os investimentos em ações e em fundos de investimentos registraram, na ordem, ingressos líquidos de US$1,2 bilhão e US$424 milhões. Destacam-se saídas líquidas de títulos de renda fixa, US$919 milhões, compostas por saídas líquidas de US$125 milhões em títulos negociados no mercado doméstico; e de US$794 milhões em títulos negociados no mercado externo, concentrados em operações de longo prazo.

Os outros investimentos ativos aumentaram US$6,1 bilhões, compreendendo expansão de US$3,7 bilhões em depósitos de bancos brasileiros no exterior e de US$594 milhões em depósitos de propriedade de empresas não financeiras. Os créditos comerciais e adiantamentos expandiram US$1,9 bilhão em abril.

Os outros investimentos passivos registraram amortizações líquidas de US$961 milhões. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$2 bilhões, majoritariamente em operações de curto prazo. As amortizações líquidas de empréstimos de longo prazo atingiram US$378 milhões, enquanto as amortizações líquidas de empréstimos de curto prazo totalizaram US$736 milhões no mês.


II - Reservas internacionais

As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$376,7 bilhões em abril de 2016, aumento de US$1,5 bilhão em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra atingiu US$14,5 bilhões, redução de US$3 bilhões em relação à posição de março de 2016. A receita de remuneração das reservas somou US$249 milhões no mesmo período. As variações por preços diminuíram o estoque em US$105 milhões, enquanto aquelas por paridades contribuíram para elevação de US$1,2 bilhão. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$362,2 bilhões em abril, aumento de US$4,5 bilhões em relação ao mês anterior.


III - Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para abril de 2016 totalizou US$337,8 bilhões, diminuição de US$400 milhões em relação ao montante estimado para março de 2016. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$274,8 bilhões, aumento de US$263 milhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$63 bilhões, redução de US$662 milhões no mesmo período.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de curto prazo, destacam-se as amortizações de empréstimos pelos setores financeiro e não financeiro, US$428 milhões e US$308 milhões, respectivamente.