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Condecorações

 
Origem das Ordens

A história da origem das Ordens começou com o estabelecimento de ordens religiosas – organizações de expedicionários das cruzadas que se unificaram para defender os territórios que tinham conquistado na Terra Santa contra os ataques dos infiéis, para cuidar dos castelos construídos na terra conquistada. Também ajudaram a propagar o cristianismo e se dedicaram à atividade de caridade, como cuidar dos doentes e dos pobres, especialmente os peregrinos.

Essas tarefas feitas pelas ordens mostram que eles queriam praticar as virtudes consideradas religiosas. Os fidalgos pensavam que era obrigação lutar pela justiça, propagar o cristianismo, lutar contra os opressores, proteger as viúvas e os órfãos e cuidar dos doentes e pobres. Os graus dos membros de uma ordem estavam classificados segundo as várias funções – estabelecendo a hierarquia da ordem, modelada de hierarquia ligada às regras dos monges como os Beneditinos ou os Augustinos. O fato de que os estatutos dessas ordens de fidalguia estavam modelados naqueles das ordens religiosas e monárquicas, tornou-os em associações, em parte militar, e em parte obrigadas pela lei eclesiástica. A frase "ordens religiosas de fidalguia", portanto, é totalmente justificada.

A mais antiga das Ordens foi estabelecida entre 1113 e 1118, logo depois da fundação do Reino de Jerusalém, e a chamada “Ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém” foi criada para a função dos serviços de caridade fornecidos no hospital de São João em Jerusalém, construído perto da Igreja da Virgem Maria Latina (Santa Maria Latina) por ricos mercadores italianos da cidade de Amalfi, para os peregrinos que visitavam a Terra Santa. O primeiro superior da ordem foi Gérard, em 1099, quando Godfrey de Bouillon conquistou Jerusalém. Depois do reconhecimento pelo Papa Paschall II, em 1113, Raymond du Puy (1120-1160) foi o primeiro Grande Mestre. Foi ele quem dividiu a ordem em cavaleiros, capelães e irmãos serventes, que estavam identificados por insígnias de diferentes formas. Os membros dividiram as tarefas da ordem entre si e, com o passar do tempo, houve a necessidade de defender o país contra o aumento de ataques pela população nativa muçulmana, logo eles também empreenderam deveres militares. Como o desenvolvimento dos seus poderes junto ao desenvolvimento econômico e militar e sua influência social, surgiu a necessidade subdividir mais a ordem para estabelecer seções administrativas e, com isso, foram criados cargos especializados. Dos graus dos cavaleiros, foi eleito o Grande Mestre e depois o Gran Prior, que eram os chefes dos oito grandes priorados.

Os cavaleiros de São João não se limitavam somente às atividades na Terra Santa de onde tinham originado, mas com a ajuda das autoridades da Igreja e mais tarde com a ajuda dos poderes seculares, espalharam em outros países as ditas “províncias” da Europa daquela época; estabeleceram seções poderosas e importantes. As oito províncias europeias da ordem, os “huit langues” (oito línguas) contribuiram com um papel importante na política, especialmente na época quando a Terra Santa tinha sido perdida e as ordens religiosas de fidalguia tinham que procurar refúgio em outros lugares.

Primeiro, os cavaleiros de São João foram para Limassol, no Chipre, depois para Rodes, na Grécia, de onde veio o nome “Os cavaleiros de Rodes”. E, finalmente, sob o reinado do Imperador Carlos V, depois de batalhas ferozes com os turcos, se estabeleceram na Itália. Os cavaleiros de São João se dividiram em outra parte católica chamada de Cavaleiros da Ordem de Malta.

Das oito províncias europeias dos cavaleiros de São João, três foram francesas, duas espanholas, uma italiana, uma alemã e uma inglesa. Na liderança dessas províncias, havia os juízes. Cada uma tinha um título especial dentro da organização da Ordem: o juiz da província de Auvergne (França) se chamava marechal; o da Provence (França) se chamava comandante; o da província de “La France” (a França) se chamava o grande hospitalário; o da província de Aragão (Espanha), o grande conservador e chanceler da província de Castilla; o da província da Itália se chamava almirante; o grande juiz da província da Alemanha; e o flagelo dos turcos da província da Inglaterra.

Resumo da história da Ordem de São João:

- Primeiro nome: Ordem Hospitalar de São João Batista de Jerusalém

- em 1048, as cruzadas erigiram, em Jerusalém, a Igreja de Santa Maria Latina.

- em 1099, a Ordem foi separada em ordem Hospitalar, e Ordem Religiosa ficou com o nome de Ordem de São João Batista.

- em 1310, a Ordem conquista a ilha de Rhodes - ali estabelecendo a sua sede.

- em 1523, a ilha de Rhodes é invadida e tomada pelos muçulmanos.

- em 1530, a ordem fracassada, quase em completa ruína, recebeu de Carlos V a ilha de Malta como feudo perpétuo.

- em 1798, a ilha de Malta foi tomada por Napoleão.

- em 1801, os ingleses, através de tratado de paz, recebem a ilha de Malta.

- em 1803, os cavaleiros esperam em vão pela devolução da ilha, até hoje mantida pelos ingleses.

Depois de sede provisória em Catávia, na Espanha, e perdidas as esperanças de retornarem à ilha de Malta, a Ordem estabeleceu-se em Roma, sob a égide do Estado Pontifício.